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Vídeo: macaco armado com faca assusta moradores em Corrente e Ibama é acionado

Um vídeo que mostra um macaco carregando uma faca tem chamado atenção de internautas nas redes sociais. O registro foi feito no município de Corrente (distante 843 km de Teresina) e mostra o animal em um prédio, 'afiando' o objeto.

O animal está na região há pelo menos uma semana e tem assustado moradores. 

Segundo informações do 7º BPM em Corrente, o macaco tem invadido residências através do teto e causado muita bagunça. 

“Acreditamos que ele seja um animal doméstico que fugiu. As informações que temos dele, por enquanto, são apenas as que constam nos vídeos que têm circulado pelas redes. Ele destelha casas e faz uma verdadeira bagunça”, informou o soldado Vinícius, da Polícia Militar.  

A Polícia acrescenta ainda que até o momento nenhum popular foi até o Batalhão para reclamar do animal. E que embora não tenha competência para capturar o macaco, está à disposição em caso de urgência com o animal. 

Ao Cidadeverde.com, o Ibama informou que uma equipe do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) já foi acionada e deve se deslocar para a cidade de Corrente nos próximos dias para capturar o animal. 

Até a publicação desta matéria, a Polícia Militar não havia registrado ataques ou incidentes envolvendo o animal. 

Veterinário alerta para perigos 

O médico veterinário Orleans Sousa, que atua no Sul do Piauí, informou que o macaco que apareceu em Corrente é da espécie prego. O profissional recomenda que a população não interfira na vida do animal e não tente domesticá-lo, visto que o ataque dele pode causar inúmeras doenças.  

“Esses animais não são vacinados. Por isso, têm todos os tipos de doenças que o humano pode ter, como raiva, febre amarela, leptospirose, entre outras. A recomendação é que a população fique longe”, destacou Orleans Sousa. 

O médico veterinário recomendou ainda que a população não alimente o macaco, porque isso faz com que ele se aproxime mais da população atrás de comida. Fazendo com que ele deixe o habitat natural e passe a viver na cidade, o que representa um risco para a população. 

De acordo com o médico veterinário, essa espécie de macaco são muito comuns na região Sul do Piauí. 

 

Nataniel Lima
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