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Projeto 'Fala, preta' realiza oficina sobre combate ao racismo

A prática do racismo está prevista na Constituição Federal como crime inafiançável imprescritível. Também a Lei nº 7716 estabelece como ação criminosa discriminar pessoas em razão de cor, raça, étnica, religião ou procedência nacional. Combater o sistema racista com aparatos legais é um dos caminhos para superar desigualdades socioraciais. Neste sentido, O Matizes promoverá oficina “Racismo: o que é e como se combate” para refletir estratégias de enfrentamento do problema.

A atividade acontece neste domingo (25/09) às 16h no Terreiro da mãe Ivone, no Parque Brasil III. A ação faz parte do Projeto “Fala, Preta”, financiado pela Coordenação Ecumênica de Serviços e o SOS Corpo e executado pelo Matizes. A oficina  conta com a parceria das Mulheres de Terreiro e do Centro Nacional de Africanidades e Resistências Afro-brasileira (CENARAB).

A facilitadora da oficina será a pedagoga Viviana Santiago, ativista em políticas de Gênero da Organização PLAN International Brasil*. Santiago também integra o movimento nacional   de mulheres negras há mais de nove anos e atua  no Baphon das Pretas – Articulação de mulheres negras atuando em Teresina,  Recife, Espírito Santo e EUA com foco na intervenção política através da expressão artístca-cultural como forma de enfrentar o racismo e favorecer  empoderamento do povo negro.

Carmem Ribeiro, coordenadora do Projeto, destaca que o objetivo das ações do ‘Fala, Preta’   é oportunizar espaços de interação para compartilhamento  de aprendizagens e empoderamento discursivo, político e sociocultural da mulheres negras.

 

*PLan International Brasil: Organização internacional  que atua para desenvolver projetos e programas visando fortalecer competências e habilidades impulsionadoras de transformação da realidade através   do protagonismo  de crianças e adolescentes em suas comunidade. Um dos programas da instituição  desenvolve e incentiva capacidades de crianças, adolescentes e lideres comunitários na mobilização social para cobrar de órgãos governamentais a implementação  de políticas de proteção integral.

A entidade apoia ainda Projetos envolvendo jovens e mulheres de áreas rurais e urbanas para assegurar emprego e recursos para empreendimentos. A ênfase é atender pessoas vivendo em comunidade quilombolas e indígenas dependentes de atividade de subsistência.  

 

Por Herbert Medeiros