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Em audiência, mãe de PM morto na frente do filho diz que acusado "destruiu família"

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Atualizada às 11h11

O segurança de uma escola foi testemunha ocular  e confirmou que o cabo Borges foi morto na frente do filho que ficou em estado de choque. Ele - que também é policial militar - confirmou que a vítima filmou a própria morte.
 
O segurança foi a quarta testemunha de acusação ouvida na audiência de instrução e julgamento do acusado Francisco dos Santos Ribeiro Filho, que acontece nesta manhã no Fórum Criminal de Teresina. 


"Os dois entraram  acelerados na rua, pararam as motos. Pensei que era um assalto. Pedi que se identificassem e como eram policiais, saí. Logo, ouvi os tiros e o primeiro a vítima ainda estava filmando. No terceiro tiro, a vítima estava caindo e foi na direção da cabeça. A criança [filho do cabo Samuel] estava perto de mim e disse: meu pai morreu", declarou o vigia, testemunha ocular do caso. 

Em depoimento, a testemunha disse ainda que imobilizou o acusado para apreender as armas e que os tiros poderiam ter atingido transeuntes que, por acaso, passassem pela via no momento. O segurança declarou também que a vítima perseguia o acusado que chegou a dizer: "deixa eu ir embora".

O motivo da discussão seria porque uma das armas que estava com o acusado seria  irregular e o cabo Samuel teria ameaçado denunciá-lo na Corregedoria da PM. O acusado acompanha  a audiência e se comunica com os advogados de defesa escrevendo em um papel.

Atualizada às 10h21

O delegado Willame Moraes, atualmente lotado na Dicap, também foi ouvido como testemunha e relatou o que presenciou no dia crime.  

Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

"Tinha acabado de deixar minha filha na escola e fui chamado pra fazer essa intervenção. Ao chegar no local, vi a vítima estendida no chão  e o acusado sendo espancado. Me identifiquei como delegado, dei voz de prisão e acionei o comandante geral da PM. O acusado estava com duas armas, sendo que uma era funcional", disse o delegado Willame.

Matéria original publicada às 9h46

A audiência de instrução e julgamento do acusado de matar o cabo da Polícia Militar, Samuel Borges, teve início por volta das 9h, desta segunda-feira (27). De cabeça baixa, o réu, policial militar do Maranhão, Francisco Ribeiro dos Santos Filho, chegou escoltado por agentes penitenciários sob lágrimas de familiares e gritos de "assassino cruel". 

"Ele destruiu a vida da minha família, do meu neto. Parei de trabalhar para cuidar dele, tomo antidepressivo. Tive que ver meu filho em um caixão. Hoje preciso olhar nos olhos dele e dizer que cessou minha família. Espero que esse caso seja resolvido rápido e ele não responda em liberdade", disse Isabel Borges, mãe do cabo Samuel, que acompanha o depoimento das testemunhas. 

O crime ocorreu em fevereiro deste ano na zona Leste de Teresina após uma discussão. A vítima foi assassinada a tiros na frente do filho.

Serão ouvidas dez testemunhas, sendo seis de acusação e quatro de defesa.

O primeiro a ser ouvido foi um policial militar que fazia rondas ostensivas no local onde ocorreu o crime.

 

Flash de Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com 

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