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Radiologista atingido em bar está na UTI com bala alojada na clavícula

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Permanece internado o radiologista Rudson Vieira Batista que foi baleado em uma casa de shows na zona Norte de Teresina no último domingo (1). Um policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro é o principal suspeito de ter efetuado o disparo. Ele foi preso e liberado após audiência de custódia nessa segunda-feira (2).

Em entrevista à TV Cidade Verde nesta terça-feira (3), o irmão de Rudson, João Neto, falou sobre o estado de saúde do radiologista. Segundo o familiar, a vítima teria sofrido hemorragia e o projétil ainda estaria alojado em seu corpo.

“O estado de saúde do meu irmão é grave, ele está na UTI, mas ainda não se sabe qual vai ser o grau de lesão até porque é muito cedo para avaliar, os médicos pediram para a gente esperar um tempo para ver como vai ficar a situação. De fato ele teve sangue no pulmão, foi feita uma drenagem para a retirada do sangue. E ele fez alguns exames onde a bala se alojou na clavícula”, informou . 

De acordo com a família do radiologista baleado, o policial militar estava bêbado e importunou uma mulher que estaria no mesmo grupo de Rudson. O radiologista teria discutido com o PM para que parasse de insistir com a jovem. Eles se desentenderam e logo em seguida o PM efetuou o disparo.

Max aguardou a chegada dos policiais no local e foi preso em flagrante. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) concedeu a liberdade provisória. A decisão proíbe que ele saia da comarca, exige que ele compareça aos autos processuais e que não frequente bares e restaurantes. A arma do PM também foi recolhida.

O caso é investigado pela 9° Delegacia de Polícia Civil, distrito do Buenos Aires onde a casa de shows está localizada. 

“Ouvimos testemunhas que estavam no momento, hoje, vamos ouvir mais testemunhas. Já solicitei as imagens do local para ver o cenário de como ocorreu o fato. O certo é que eu tenho esses 30 dias que ele está solto para concluir as investigações e encaminhar o inquérito para a justiça”, explicou o delegado Vicente de Lima. 

O dono do estabelecimento também foi intimidado e também deve prestar depoimento. A investigação trabalha na linha de tentativa de homicídio.

O PM pertence ao 17° Batalhão da PM, localizado no bairro Porto Alegre. “Vamos instaurar um processo administrativo. Ele é um PM novo na corporação, entrou em 2015 e aparentemente não tinha histórico de anterior. Mas nem quem tem porte de arma, uma das restrições para quem tem porte de arma, incluindo policial também, é não ingerir bebida alcoólica, assim como quem tem carteira de habilitação não é aconselhável sair dirigindo um carro”, comparou o comandante da PM, coronel Lindomar Castilho em entrevista à TV Cidade Verde.

Valmir Macêdo
[email protected]

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