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Nos braços do povo, Dinamite é sepultado onde nasceu no Rio de Janeiro

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O corpo de Roberto Dinamite foi sepultado nesta terça-feira (10) no Cemitério Nossa Senhora de Belém, em Duque de Caxias, município onde ele nasceu. O caixão foi recebido por cerca de 1.500 torcedores no local conhecido como "Cemitério do Corte Oito".

Foto - Daniel Ramalho - Vasco

O caixão chegou ao local depois de deixar São Januário. O craque teve um velório aberto ao público nesta segunda-feira (9), passou a noite na capela e foi homenageado com uma missa nesta terça.

O corpo foi levado ao cemitério no caminhão do corpo de bombeiros e recebido com festa pelos torcedores presentes.

Edmundo foi ao cemitério junto com o cortejo. O ex-jogador vem sentindo muito a morte do ídolo e amigo Dinamite e constantemente aparece emocionado.

Desde cedo, torcedores do Vasco, organizadas do clube e admiradores de Roberto Dinamite já se encontravam na porta do cemitério.

Faixas foram penduradas na passarela que atravessa a linha do trem.

Muitos torcedores de Botafogo, Flamengo e Fluminense compareceram vestindo as camisas de seus clubes.

Ambulantes vendiam camisas em alusão a Dinamite ao preço de R$ 60.

Roberto Dinamite, maior ídolo do Vasco, morreu domingo (8), aos 68 anos. Ele vinha fazendo tratamento para combater um tumor no intestino desde o fim de 2021.

VELÓRIO FICA LOTADO

Depois da chegada do corpo a Duque de Caxias, começou um velório aberto a fãs, amigos e familiares.

Com um espaço pequeno e muita gente, o local ficou tumultuado e o tempo foi reduzido.

Jorge Salgado, presidente do Vasco, se sentiu mal e precisou ir embora por conta do forte calor.

Edmundo, tietado por torcedores em alguns momentos, também foi embora. Nesta segunda o ex-jogador já tinha dito que não gosta de enterros e preferiu não chegar perto do caixão.

O cortejo seguiu até o local do sepultamento, mas a torcida ficou um pouco afastada do local onde a família realizou a cerimônia final.

Dinamite foi sepultado com a bandeira do Vasco no caixão. Familiares deram depoimentos e rezaram um Pai Nosso.

Ao final, torcedores fizeram um corredor de aplausos para a família passar.

MISSA ENCERRA HOMENAGENS EM SÃO JANUÁRIO

Depois do velório nesta segunda aberto aos torcedores, o Vasco fez uma missa nesta terça-feira restrita a familiares e amigos mais próximos. Esse foi o encerramento das homenagens em São Januário.

O presidente Jorge Salgado, o primeiro vice-presidente, Carlos Osório, e o CEO Luiz Mello representaram o clube. Os três dirigentes também estiveram no velório.

Edmundo voltou a se emocionar e chorou durante a missa. Abel Braga, diretor técnico do Vasco, Gaúcho e Jorginho, ex-jogadores e treinadores do clube, também estiveram presentes.

Osório leu uma carta do Vasco para Roberto Dinamite nos momentos finais. Uma prima do ídolo vascaíno também falou representando a família.

Assim como na segunda, Rodrigo Dinamite, filho do ex-jogador, puxou o tradicional grito de Casaca do Vasco. Os padres entoaram cantos do clube.

BRUNO BRAZ E LUIZA SÁ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS)

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