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Sarah vai às semi finais e garante medalha em Grand Slam

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A seleção brasileira de judô disputa quatro semifinais neste sábado, primeiro dia de disputa do Grand Slam do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho. Leandro Guilheiro (-73kg), Sarah Menezes (-48kg), Érika Miranda (-52kg) e Rafaela Silva (-57kg) estão classificados para a fase decisiva do torneio e já garantiram a medalha de bronze, já que o Grand Slam não tem repescagem e os derrotados nas semifinais terminam na terceira colocação.
 
Sarah (de azul) venceu americana Veronica Prado

A piauiense Sarah Menezes, que neste ano venceu as etapas de Madri e Lisboa da Copa do Mundo, terá como adversária na semifinal uma japonesa: Emi Yamagishi. Na briga por uma medalha, Sarah derrotou a americana Veronica Prado por ippon na primeira rodada e a belga Amelie Rosseneu (yuko).
 
Para chegar na semifinal, Leandro Guilheiro passou na primeira rodada pelo israelense Iosef Palelashvili por ippon. Na fase seguinte, outro ippon, desta vez em Andrew Porras, dos EUA. No terceiro combate, yuko em Gilles Bonhomme, da França. Leandro encara Mansur Isaev, da Rússia, na semi.

 
Rafaela Silva passou pela americana americana Angelica Delgado por ippon e a francesa Morgane Ribout com um wazari (dois yuko). Sua adversária na briga por um lugar melhor no pódio será a japonesa Nae Udaka. Campeã mundial junior em 2008, a judoca de 17 anos tem se apresentado bem em seu primeiro ano no circuito no adulto. 

Mesma sorte não tiveram o bicampeão mundial João Derly e a medalhista olímpica Ketleyn Quadros. Apesar da estreia com uma vitória por ippon sobre o austríaco Andreas Mitterfellner, Derly foi surpreendido pelo russo Alim Gadanov, terceiro colocado no Europeu deste ano, que não se deixou influenciar nem pela torcida nem pelo currículo do oponente. Triunfo por ippon.
 
- Não consegui melhorar a pegada ao longo da luta. Eu perdi nisso. Ele foi mais esperto do que eu. Além de ele ter tido uma estratégia de luta melhor do que a minha, o quimono dele era muito curto e isso dificultou a pegada. Agora é voltar para o hotel - lamentou João Derly. 

Ketleyn também não escondia o descontentamento. Há quase um ano, ela comemorava um feito inédito em Pequim: conquistou o bronze e entrou para a história dos Jogos  Olímpicos como a primeira brasileira a ganhar uma medalha individual. Neste sábado, apesar da torcida da mãe, que distribuiu apitos pela arquibancada, a judoca não conseguiu passar  pela austríaca Sabrina Filzmoser, sendo eliminada logo no primeiro combate do peso leve (-57kg) por ippon (dois wazari).
 
- Aqui as lutas vão ser definidas no detalhe. Antes eu era novidade, agora as adversárias já estão me estudando. Mas eu tenho que  persistir e treinar mais. Ainda não consegui um bom resultado depois da Olimpíada de Pequim, mas não fico ansiosa por isso. Estou  tranquila porque fiz o meu máximo. Agora é ver onde errei e trabalhar mais - disse a judoca.
 
O Grand Slam do Rio também é um marco de superação na carreira de Erika Miranda. Depois do drama de ter sido cortada da Olimpíada de Pequim devido a uma lesão nos ligamentos do joelho direito durante o período de aclimatação da seleção no Japão. Recuperada de uma cirurgia, a judoca voltou a competir este ano e tenta chegar à final da competição. Para isso, terá de passar pela experiente francesa Audrey La Rizza. A brasileira já havia eliminado a colombiana Yulieth Sanchez (wazari)  e a holandesa Kitty Bravik (yuko). 
 
O Grand Slam do Rio de Janeiro tem o patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O judô brasileiro tem o patrocínio da Infraero, com a Mizuno como fornecedora oficial e a Scania como parceira.
 
Da redação
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