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Historiador encontra túmulos da família do Marquês de Paranaguá

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O professor e historiador Edilson de Araújo Nogueira fez uma grande descoberta. Ele encontrou na zona rural do município de Parnaguá, a 800 km de Teresina, o local dos escombros uma igreja onde estavam sepultados os membros da família Lustosa Nogueira, cujo integrante mais conhecido é João Lustosa da Cunha Paranaguá, o Marquês de Paranaguá. Após escavações, foram encontradas as lápides com os epitáfios e diversos objetos da antiga igreja. O trabalho foi registrado no livro “Mocambo – Berço dos Nobres”, que será lançado no próximo dia 17 de julho. 

Um dos túmulos encontrados

“Eu estava em um comércio na cidade de Corrente quando chegou uma senhora de 89 anos, conhecida como Rita Buraco, chegou contando uma história de que antigamente havia duas festas na fazenda Mocambo em louvor a Nossa Senhora do Rosário: a dos negros e a dos brancos. Os negros só poderiam entrar na igreja à tarde e os brancos, pela manhã. Mas os negros não poderiam ir além da metade da igreja onde estavam as pedras brancas com escrita em latim que registravam onde estavam enterrados os brancos”, descreve. 


O historiador

Após encontrar o local onde estava a antiga fazenda com um dos descendentes da família, o fazendeiro Bismarque Lustosa Nogueira, Edilson iniciou as escavações. Primeiro ele encontrou as duas pedras do altar e, em seguida, cobertas por 1,4m de barro, as lápides dos familiares do Marquês de Paranaguá. 

Altar



Estavam lá as lápides do capitão-mor José da Cunha Lustoza (1697-1765) e D. Helena Camargo de Souza Lustoza (1721-1780), bisavós do Marquês de Paranaguá, e de seus irmãos e suas cunhadas: o tenente coronel José da Cunha Lustoza (1765-1827) e D. Ignácia Antônia dos Reis Lustoza (1788-1860); e o Barão do Parahim José da Cunha Lustoza (1813-1888) e Ignácia da Conceição Nogueira (1850-1884).



A igreja original desabou em 1919 e foi reconstruída em um outro local em 1930, por um neto do Barão de Parahim. No local onde foi realizada a escavação foi construído uma nova capela em formato semelhante ao da Igreja de Oeiras, que segundo informa o professor, era similar à que caiu. Este novo imóvel, terminado em 2011, transformou-se no Museu Capela da Sesmaria do Mocambo.

Construção da capela atual

Capela construída em 1930 para substituição da anterior

Carlos Lustosa Filho
redacao@cidadeverde.com
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