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Zika promove mudanças na ética das imunizações maternas

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Desde que o mundo foi acometido com as deformações provocadas pelo uso de Talidomida nos anos 1950-1960, a administração de drogas e vacinas para mulheres gestantes ganhou outro significado. Questões estabelecidas pela Bioética restringiram o processo de imunização de gestantes, visando evitar problemas com mães e seus filhos.

 A Talidomida foi uma droga criada na Alemanha e que era usada como um poderoso medicamento contra ansiedade e, entre outros usos, prevenindo náuseas em gestantes. A Talidomida mostrou-se uma droga Teratogênica (causadora de deformidades). A droga destroçou a vida de milhares de crianças que nasceram com deformidades especialmente nos membros superiores (veja nas imagens). O efeito da Talidomida impôs à medicina uma série de restrições no que tange ao uso de vacinas e outras drogas em gestantes.

Com a descoberta que a exposição ao Zika vírus pode causar deformações fetais graves, dentre elas a microcefalia, um esforço internacional de pesquisadores, desenvolveu vacina para ser testada, inclusive em gestantes. Trata-se de uma vacina que utiliza fragmentos de DNA do vírus e embora não tenha efeitos colaterais graves abre esta discussão ética entre pesquisadores. A vacina está sendo testada atualmente em 90 adultos nas cidades de Houston (Texas), Miami (Flórida) e em Porto Rico. Apenas mulheres em idade fértil estão sendo testadas, mas dado o efeito do Zika Vírus estuda-se a possibilidade de inserir mulheres gestantes no teste. A inclusão ainda não foi feita porque tem-se buscado uma vacina em dose única. A atual necessita de três doses distribuídas ao longo de doze semanas. A inclusão de gestantes foi recomendada por um relatório elaborado por pesquisadores independentes (médicos, farmacêuticos e especialistas em Bioética).

Este assunto foi discutido em recente matéria sobre saúde pública na Revista Science (21.07.2017).