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FMS notifica 1.175 casos de Chikungunya em Teresina; desses, 35 já foram confirmados

Deixar água parada em recipientes abertos ajuda na proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti.

 

Em Teresina, 1.175 casos de Chikungunya foram notificados do período do dia 1º de janeiro a 15 de julho deste ano. Desse total, apenas 35 foram confirmados. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS).  Em 2015, durante o ano todo, a FMS confirmou apenas dois casos da doença na capital piauiense. 

O novo boletim também divulgou os dados de Zika. Com relação ao mesmo período de tempo, isto é, do dia 1º de janeiro a 15 de julho, a FMS notificou 253 casos. Desses, até o momento, apenas cinco foram confirmados. Durante o ano todo de 2015, a Fundação confirmou três casos. 

Sobre o número de Dengue, a FMS informou que, do dia 1º de janeiro a 15 de julho, 2.386 casos confirmados em Teresina. 

O Ministério da Saúde orienta que a única forma de prevenção das três doenças é acabar com o mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Para isso, é necessário manter as residências sempre limpas, eliminando possíveis criadouros.  Durante os surtos das doenças, é preciso minimizar a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionando alguma proteção às picadas. Recomenda-se ainda o uso de repelentes e inseticidas seguindo as instruções de uso do rótulo. Veja alguns cuidados: 

Cuidados dentro das casas e apartamentos:

Tampe os tonéis e caixas d’água;
Mantenha as calhas sempre limpas;
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
Mantenha lixeiras bem tampadas;
Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.


Área externa de casas e condomínios:

Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
Limpe ralos e canaletas externas;
Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

FMS alerta para cuidados de prevenção à dengue durante as férias

Todos os sábados está sendo realizada a operação Faxina nos Bairros (Foto:Cidade Verde)

Férias é época de viajar e muitos deixam suas residências fechadas. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta para alguns cuidados que devem ser tomados para evitar acúmulo de água parada e a possível proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
“Antes de viajar devemos checar se os ralos de banheiros e as caixas dágua estão hermeticamente fechados, além de nos certificarmos de que no quintal de nossas casas não ficarão objetos que acumulem água”, explica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Todos também precisam ficar atentos ao acúmulo de água parada em calhas, materiais de construção, pneus, garrafas e materiais descartáveis espalhados pelos espaços livres de suas casas. “Mesmo uma tampinha de garrafa pode se tornar foco do mosquito, por isso devemos estar bem atentos”, enfatiza Amariles Borba.

Ela ainda chama atenção das repartições públicas e estabelecimentos em geral que ficam fechados durante as férias. “É importante que os gestores e funcionários se certifiquem de que não deixarão locais propícios para a proliferação do mosquito”, ressalta.

Ações

A FMS tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti em toda a cidade, desde dezembro de 2015. Todos os sábados está sendo realizada a operação Faxina nos Bairros, que em parceria com a população tem recolhido todo o lixo dos quintais com potencial de se tornar criadouro do Aedes aegypti. Já foram 4.040 toneladas recolhidas em 27 edições.

Nesta quinta (13) foi realizada mais uma reunião do Comitê de Mobilização Comunitária contra dengue, zika e chikungunya, no auditório da FMS, com o objetivo de realização de uma prestação de contas das ações realizadas pelo grupo no período de janeiro a junho deste ano. 

O Comitê de Mobilização Comunitária é composto por membros do Conselho Municipal de Saúde, Atenção Básica, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Estadual de Educação, Fundação Hospitalar de Teresina, Diretorias das Regionais de Saúde, Vigilância Ambiental, Vigilância Sanitária, Superintendências de Desenvolvimento Urbano, Superintendência de Desenvolvimento Rural, Superintendência de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Secretaria Municipal da Juventude e Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Além disso, a FMS continua trabalhando a questão educativa com a realização de palestras e ações educativas em escolas, empresas e outros locais. A FMS está formando também multiplicadores de informação com a realização dos cursos de capacitação para controle e prevenção de dengue, zika e chikungunya.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com 

Planos de saúde terão que pagar exames de Zika a partir de hoje

A partir de hoje (6), os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika para públicos específicos. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo Zika.

A escolha desses grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos e vir associada, por exemplo, à surdez, a problemas de audição e no coração.

A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o Zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequar à nova regra.

Fonte: Agência Brasil 

Exames de Zika serão obrigatórios para planos de saúde a partir desta semana

A partir da próxima quarta-feira (6),  os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika.

A escolha destes grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos.

A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequarem à nova regra.

 

Agência Brasil

Butantan fecha parceria com EUA para desenvolver vacina de zika


O Instituto Butantan fechou, nesta sexta-feira (24), uma parceria com os Estados Unidos e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da zika.

O centro de pesquisa brasileiro deve receber US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS), para o desenvolvimento de uma vacina de zika com vírus inativado. O HHS é o órgão equivalente ao Ministério da Saúde dos EUA.

O investimento faz parte de um acordo já existente entre a Barda e a OMS. Além dos US$ 3 milhões provenientes do órgão americano, a OMS também destinará doações de outros países e organizações privadas para o expandir a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan.

Com o dinheiro, o Butantan poderá comprar equipamentos de laboratório, reagentes, linhagens de células e outros recursos necessários para o desenvolvimento e produção da vacina de zika. A parceria também inclui a cooperação técnica entre pesquisadores da Barda e do Butantan.

A expectativa é que a vacina esteja pronta para testes em humanos no primeiro semestre de 2017.

Vacina de vírus inativado
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o desenvolvimento da vacina de vírus inativado contra zika já está em desenvolvimento há alguns meses. Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Na fase atual, roedores devem começar a receber os vírus inativados.

O Butantan tem ainda outras três iniciativas de desenvolvimento de vacina contra zika: uma vacina a base de DNA, outra vacina com vírus inativado semelhante à vacina da dengue, além de uma vacina híbrida que tem como base a vacina de sarampo.

"A resposta tem que ser rápida ou o dano vai estar feito e deixará um legado terrível: as crianças com microcefalia", diz Kalil.

Segundo o diretor, esse desenvolvimento ocorreria de forma mais rápida se houvesse mais recursos disponível. Em fevereiro, o governo federal anunciou um investimento de R$ 8,5 milhões para financiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à zika no Instituto Butantan. Mas, segundo Kalil, o recurso ainda não foi liberado.

Vírus já circula em 61 países
Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus da zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma malformação congênita.

De acordo com boletim da OMS divulgado na semana passada, 61 países e territórios já registram transmissão continuada do vírus da zika. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual.

O Brasil é o país onde o vírus está mais disseminado, com mais casos de infecção pelo vírus e de microcefalia associada à zika. O país teve 138.108 casos prováveis de zika em 2016 até o dia 7 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Em 2016, o país registrou uma morte causada pela doença em um adulto no Rio de Janeiro e, no ano passado, foram 3 mortes de adultos.

Ainda segundo a pasta, são 1.616 casos confirmados de microcefalia desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, com 73 mortes de bebês.

Fonte: Bem Estar

População aprende brincando sobre combate mosquito Aedes

Teresina foi a oitava capital do país a receber a intervenção urbana Zika Zero, que teve início nesta segunda-feira (20). As instalações em forma de jogos movimentaram a Praça João Luiz Ferreira, no centro da capital. Quem passar pelo local poderá jogar e aprender formas corretas de combater o Aedes aegypti, que também transmite a dengue e chikungunya, através de uma atividade lúdica e informativa.

O estudante do Ensino Médio, Cleiton Wesley Damasceno, conseguiu eliminar diversas larvas do Aedes enquanto jogava. “Eu consegui impedir que vários mosquitos nascessem aqui no jogo. Agora vou continuar a eliminar lá em casa”, disse.

Segundo o diretor de Vigilância e Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Herlon Guimarães, a ação tem como objetivo fortalecer na mente das pessoas as formas de combate e prevenção ao mosquito. “Uma atividade interativa, onde as pessoas possam aprender brincando, ajuda muito a prevenir criadouros do mosquito nas residências e os principais focos a serem combatidos”, explicou o diretor.

Como forma de dar maior visibilidade à intervenção urbana, fotos e vídeos produzidos durante a passagem da ação nas capitais e postados nas redes sociais, serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde no site portalsaude.saude.gov.br.

A Intervenção Urbana ficará na Praça João Luiz Ferreira nos dias 20 e 21, das 8h às 18h.

 

redacao@cidadeverde.com

“Participação social é fundamental para vencer a luta contra o Aedes”, diz Firmino

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, não pode parar, o cuidado precisa ser redobrado e cada um precisa fazer a sua parte. Pensando nisso é que a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Teresina (FMS), tem atuado de forma permanente com a Operação Faxina nos Bairros, que neste sábado chegou a sua 23ª edição contemplando os moradores dos bairros  Vila Mocambinho II e Loteamento  Mocambinho, zona Norte da cidade.

 “A participação social é fundamental para vencer a luta contra o mosquito. Parece exagero, mas não é não. As três doenças mias comuns transmitidas pelo Aedes aegypti oferecem riscos para todos – crianças, adultos, idosos -, e no período da gravidez, a atenção deve ser redobrada, porque o zika vírus tem sido relacionado a casos de microcefalia. Portanto, as ações da Prefeitura de Teresina têm sido intensas e contínuas para mantermos nossa cidade limpa e saudável”, destacou o prefeito Firmino Filho.

Para ficar longe da dengue, zika e chikungunya o ideal é acabar com tudo que o mosquito gosta. Por isso é importante manter caixas, baldes e barris de água bem tampados. Colocar lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada. Não jogar lixo em terrenos baldios, nas praças e ruas. Se precisar guardar garrafas, manter sempre com a boca para baixo. “Todas essas orientações são repassadas aos moradores durante a Faxina pelos nossos agentes de endemia, agentes de saúde e veterinários da Gerência de Zoonoses da FMS. A população tem se mostrado colaborativa em nossas ações, e graças a isso conseguimos diminuir consideravelmente os casos de dengue em comparação ao ano passado”, afirmou Francisco Pádua, presidente da FMS.

A Faxina nos Bairros já recolheu 3.856 toneladas de lixo em 22 edições, que ocorrem todos os sábados desde o fim do ano passado. Durante a semana, os agentes de saúde percorrem as ruas orientando a população para deixar na calçada todo o material inservível, inclusive aqueles que não são recolhidos pela coleta de rotina, como móveis e outros de grande porte. No sábado, as equipes de limpeza percorrem os quadrantes recolhendo todo o lixo da população.

“A comunidade recebe com orgulho a equipe da Prefeitura de Teresina, que vem nos conscientizar sobre como recolher o lixo e todo tipo de material inservível que pode se tornar foco de mosquito. Nós só conseguiremos destruir o Aedes aegypti se formos conscientes e hoje é uma oportunidade também para ajudar a vizinha, o amigo e os parentes a dar aquela espiadinha em todos os cantos da casa e do quintal e evitar doenças”, disse Ana Maria Alves, moradora da Vila Mocambinho II. 

Da redação
redacao@cidadeverde.com

Escolas do interior do estado realizam dia de combate ao Aedes aegypti

O combate ao mosquito Aedes Aegypti continua a todo o vapor nas escolas da rede estadual, mesmo com o fim do período chuvoso. Duas escolas da 17ª Gerência Regional de Educação promoveram atividades mobilizadoras no início do mês de junho.

Os alunos do Centro de Educação para Jovens e Adultos (Ceja), que atuam na escola Lucinete Santana da Silva, no município de Paulistana, realizaram uma caminhada com o intuito de informar à população sobre os perigos das doenças transmitidas pelo mosquito.

“A caminhada faz parte do projeto ‘Todos contra o Aedes Aegypti’, que está sendo trabalhado neste bimestre. Os alunos caminharam pelas ruas de paulistana e depois visitaram a outra escola local, onde levaram informativos e discutiram como os alunos podem ajudar no combate ao mosquito”, afirma a coordenadora do Ceja, Marlene Maria.

Já, a Unidade Escolar Antônio Rodrigues Filho, localizada no município de Acauã, promoveu na última quinta-feira (9), a culminância do projeto “Saúde na Escola”, lançado pelo MEC que visa à integração e articulação permanente entre a educação e a saúde.

Na ocasião, os alunos do Ensino Médio da escola levaram cartazes e fizeram apresentações no pátio da escola a partir dos três temas de objeto do trabalho: DSTs, H1N1 e Aedes aegypti. O coordenador do projeto, Gilberto Sousa, conta que os alunos vinham fazendo levantamentos e utilizando essas informações para trabalhar na sala de aula.

“Os alunos já estavam trabalhando o tema na sala de aula e agora eles tiveram a oportunidade de mostrar para todos os servidores e alunos das outras séries o que aprenderam. Eles estavam felizes em mostrar o resultado de semanas de pesquisas”, conta Gilberto.

É importante lembrar que mesmo com o fim das chuvas, ainda devem ser realizadas todas as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.

Da redação
redacao@cidadeverde.com

Campanha contra Aedes e microcefalia causa polêmica

Uma campanha publicitária está dando o que falar em Catanduva (SP) depois que um hospital particular, com o objetivo de chamar atenção da população para o combate ao Aedes aegypti e a microcefalia, publicou em um jornal frases sobre a doença que o mosquito transmite. Para muitos moradores, a escolha das palavras usadas no slogan que cita a microcefalia não foi muito bem aceita.

A campanha tem a frase: “Deixe de ser cabeça pequena. Combata o mosquito que causa a microcefalia”.

O hospital psiquiátrico Mahatma Gandhi, responsável pela campanha, informou em nota que usou frases publicitárias de impacto para chamar a atenção da população para o problema e que lamenta qualquer constrangimento causado.
O anúncio da campanha está circulando diariamente em um jornal impresso em Catanduva.

Nas redes sociais o texto causou polêmica. Um usuário publicou o anúncio junto com uma crítica, e logo abaixo vieram os outros comentários. Alguns como: “que mau gosto”, “não é  piada?”, “há tantas outras metáforas possíveis, essa foi infeliz”.

Nas ruas, quem lê a frase pela primeira vez, também não tem uma boa aceitação. “Impressão é que a cabeça pequena não bate com a microcefalia, achei no sentido pejorativo a doença”, afirma a professora Aminadabe Pelegrim.

A campanha é do hospital psiquiátrico Mahatma Gandhi, assinada também pelo Sistema Único de Saúde e UPA 24 horas. O hospital Mahatma Gandhi também é gestor da UPA de Catanduva, por isso usou o selo da UPA e do SUS, informou.

Muitos casos de microcefalia em bebês no Brasil já foram associados a mulheres que contraíram o vírus da zika durante a gestação. A zika é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Denúncia
Em Catanduva foram dois casos desde o começo do ano, mas nenhum em gestante. O médico de Catanduva Sidnei Moreno é delegado do Conselho Regional de Medicina. Ele diz que o conselho não recebeu por enquanto nenhuma denúncia com relação à campanha.

“A questão é de interpretação e isso, obviamente, mereceria uma reavaliação por parte da instituição que elaborou. Se houver notificação do conselho, este vai se manifestar”, afirma o médico.

A imprensa procurou o hospital para conversar com alguém sobre o anúncio. O setor do RH atendeu a equipe, mas ninguém podia falar sobre o assunto. Mas o jornal que circulou nesta sexta-feira (27) na cidade já veio com uma mudança.  A frase “deixe de ser cabeça pequena”,  foi trocada por “pare de pensar pequeno, combata o mosquito que causa microcefalia”.

O hospital disse em nota que a mudança na frase já estava programada. O conselho nacional que regulamenta a publicidade no Brasil disse que o caso será encaminhado à comissão de ética. No jornal, ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.

Fonte: G1 

Fetos infectados por zika têm até 13% de chance de ter microcefalia

Um feto infectado pelo vírus da zika corre um risco de microcefalia que varia de 1% a 13% durante o primeiro trimestre da gravidez, de acordo com uma pesquisa publicada na quarta-feira (25) na revista médica americana New England Journal of Medicine.

Os pesquisadores dos centros americanos de controle e prevenção de doenças (CDC) chegaram a esta estimativa através da criação de um modelo matemático baseado em estatísticas de infecção pelo zika e casos de microcefalia na Polinésia Francesa, que experimentou um surto em 2013, bem como no estado da Bahia.

O Brasil é o país mais afetado pela epidemia da doença, que ganhou força em 2015, acompanhado por uma explosão de casos de microcefalia.

O risco parece ser muito baixo após os três primeiros meses de gravidez.

Esta malformação congênita irreversível, normalmente muito rara, resulta num tamanho reduzido do crânio e, muitas vezes, num desenvolvimento incompleto do cérebro.

Normalmente, a microcefalia afeta de 0,02 a 0,12% de todos os nascimentos nos Estados Unidos.

A frequência de outros problemas congênitos mais comuns, tais como trissomia 21, é inferior a um por cento.

Esta é a primeira estimativa do risco de microcefalia em fetos de mulheres grávidas infectadas durante o atual surto que se espalhou para mais de 40 países, a maioria dos quais na América do Sul, mas que também começou a afetar a África, em Cabo Verde.

Os pesquisadores dos CDC e da Universidade de Harvard determinaram que havia uma forte relação de causa e efeito entre a infecção pelo vírus zika durante o primeiro trimestre da gravidez e o risco de microcefalia fetal, que é insignificante nos segundo e terceiro trimestres.

No entanto, mais pesquisas são necessárias para compreender os efeitos do vírus zika em todas as fases da gravidez, apontam os pesquisadores.

Outros estudos acompanham centenas de casos no Brasil.
"Se o risco de infecção pelo vírus zika em mulheres grávidas e de microcefalia nos fetos que elas carregam for semelhante em outras zonas geográficas onde o vírus ainda não se espalhou, podemos esperar muitos casos de microcefalia e outros efeitos adversos do cérebro", alertam os autores do estudo.

Eles instam os sistemas de saúde de todos os países a se preparar para este cenário nos próximos anos.

Os Estados Unidos haviam registrado até 12 de maio 279 mulheres grávidas infectadas com zika que estão sendo monitoradas, incluindo 122 em territórios americanos onde o mosquito Aedes Aegypti, o principal transmissor da doença, está ativo, de acordo com os CDC. Este é especialmente o caso de Porto Rico, atingido por uma epidemia.

Nos Estados Unidos, as pessoas foram infectadas durante viagens aos países onde a infecção está ativa ou por via sexual.

No Brasil, foram contabilizados cerca de 3.600 mulheres grávidas infectadas com o zika desde janeiro. E desde o início da epidemia, em 2015, foram registrados mais de 1.400 casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos confirmados.

Em abril, os pesquisadores dos CDC confirmaram que o vírus provocava a microcefalia e outras anomalias no feto.

Mas os virologistas ainda desconhecem a magnitude desse risco, uma vez que mulheres infectadas também têm dado à luz crianças saudáveis.

Fonte: Bem Estar

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