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Aplicativo traz jogo interativo sobre como combater o Aedes aegypti

O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika, tem mais um aliado, com o aplicativo Pega Mosquito, desenvolvido pela Empresa de Processamento de Dados Amazonas (Prodam). O aplicativo é uma espécie que jogo no qual o usuário precisa cumprir tarefas que previnem a proliferação do mosquito.

Segundo o chefe da Divisão de Inovação do Prodam, Raphael Marinho, o jogo foi criado a partir da campanha  nacional ‘10 Minutos contra a Dengue’ da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que orienta a população, por meio de uma cartilha, a reservar um tempo, pelo menos uma vez por semana, para eliminar os focos de criadouros do inseto.

“A ideia foi pegar essa cartilha e transformá-la em um minijogo, em que você tem um minuto para cumprir as missões, como verificar o pneu em casa, os vasos e assim por diante. Você vai fazendo essas coisas e vai ganhando uma pontuação. A gente colocou um recurso de 'gameficação' para aumentar o engajamento. A gente quis também promover um ranking onde as pessoas que estão participando sejam colocadas nesse ranking e sejam exibidas para todo mundo”, explicou Marinho.

De acordo com Raphael Marinho, a ideia é envolver crianças e adolescentes no combate ao mosquito. Mas a ferramenta também pode auxiliar profissionais da saúde.

“O foco principal é usar tanto na parte do ensino, nas escolas, ou seja, usar a web com as crianças e promover joguinhos e ensiná-los a combater com todas essas medidas de prevenção, como também focar nos agentes de saúde, se eles quiserem utilizar a web como uma maneira de checar se já foi feito tudo”.

O aplicativo Pega Mosquito por ser baixado em celulares com sistema android, na Google Play Store.


Fonte: Agência Brasil 

Pulverização aérea para conter mosquito Aedes aegypti é inconstitucional, diz Janot


A pulverização de substâncias químicas por aeronaves para conter doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti é inconstitucional. O posicionamento é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.592, enviada ao Supremo Tribunal Federal.

Para Janot, a pulverização ofende a preservação do meio ambiente, além de trazer riscos à saúde humana. Por haver perigo de danos imediatos aos ecossistemas e risco de intoxicação humana, Janot pediu concessão de medida cautelar.

A Lei 13.301/2016 dispõe sobre a adoção de medidas de vigilância em saúde diante de situações de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chincungunha e da zica. 

A ação proposta por Janot volta-se contra o trecho da legislação que afirma ser fundamental a pulverização de produtos químicos para conter os mosquitos (art.1º, §3º). 

Segundo Janot, além de ser duvidosa a efetividade da medida, ela traz impactos negativos como contaminação do meio ambiente e intoxicação da população, podendo causar dores de cabeça, náuseas, dificuldades respiratórias e alergias na pele. Após a dispersão química, as substâncias acabam atingindo residências, escolas, creches, hospitais, clubes, feiras, comércio de rua e ambientes naturais, meios aquáticos, como lagos, lagoas e centrais de fornecimento de água para o consumo humano.

Outro ponto abordado pelo procurador-geral na ação é a questão da finalidade, alertando que a medida não contribui efetivamente para o combate ao mosquito, que possui hábitos domiciliares, ao abrigo das pulverizações. 

“Não se admite previsão legal de medidas vãs do poder público, em respeito à carência de recursos materiais e humanos, e ao dinheiro recolhido compulsoriamente dos contribuintes”, complementa.

Ele argumenta que não há certeza quanto à eficácia nem quanto à segurança da medida. 

“Pelo contrário, os estudos existentes indicam em sentido oposto, pela ineficácia e periculosidade da dispersão de produtos químicos por aeronaves. É incompatível com a ordem constitucional previsão legal que admita medida cujos efeitos positivos à saúde e ao meio ambiente não foram comprovados, mas que, bem ao contrário, a maior parte da informação disponível sugere que seja ineficiente e dano”, sustenta. 

Ministério da Saúde libera R$ 1,9 milhão para ações de vigilância no Piauí

O Ministério da Saúde liberou cerca de R$ 1,9 milhão para o Piauí referente ao piso fixo de vigilância em saúde para o pagamento dos salários agentes de combates a endemias e fortalecimento das políticas de atuação desses profissionais. É uma transferência direta do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos Fundos Municipais e Estaduais de Saúde.

O total de R$ 1,9 milhão está dividido em: R$ 1,4 milhão de PFVS; R$ 493,2 mil de Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e R$ 25,9 mil referente ao incentivo financeiro (IF) para fortalecimento de políticas afetas à atuação dos 512 Agentes de Combate às Endemias do estado. Tanto o AFC quanto o IF são recursos para o cumprimento do piso salarial profissional nacional dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), de acordo com o monitoramento do mês de maio do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES). Todos esses recursos referem-se à competência financeira de junho deste ano.

No Piauí, existem 512 agentes de endemias que recebem o piso salarial nacional de R$ 1.014,00. A assistência financeira repassada pela União correpende a 95% do valor deste piso. Até então, não existia incentivo específico para pagamento de ACE. Os recursos do Piso Fixo de Vigilância em Saúde, repassados a todos os estados e municípios, destinados ao financiamento das ações de vigilância em saúde, podem inclusive ser utilizados para pagamento de pessoal.

Os agentes de endemias são fundamentais para o desenvolvimento de ações de prevenção e controle da dengue, leishmaniose, chikungunya, entre outras doenças endêmicas no país.

Em todo Brasil 

Do total de R$ 114 milhões enviados a todo o país, R$ 79 milhões são referentes ao PFVS; R$ 33,6 milhões de Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e R$ 1,7 milhão referente ao incentivo financeiro (IF). Todas as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde recebem o Piso Fixo. Porém, para receber a AFC e o IF para fins de pagamento do piso salarial dos ACEs, o município precisa cadastrar os seus agentes no Cadastro Nacional e cumprir as exigências legais, de acordo com uma série de portarias ministeriais.

Em cumprimento à Lei 12.994 de 2014, a Portaria 1.025, de 21 de julho de 2015, define o quantitativo máximo de ACE passível de contratação com o auxílio da AFC da União, de acordo com os parâmetros e diretrizes estabelecidos no Decreto nº 8.474, de 22 de junho de 2015. Os parâmetros em função da população e das peculiaridades locais estão relacionados às ações de campo de vigilância e controle de vetores e das endemias prevalentes em todo território nacional.
 
A AFC, a ser repassada pelo Ministério da Saúde aos estados, Distrito Federal e municípios, está condicionada aos requisitos estabelecidos em lei e será proporcional ao número máximo de ACE, passível de contratação com o auxílio desse recurso, em atividade no SUS, carga horária de 40 horas, vínculo direto e devidamente inserido no Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

O recurso da Assistência Financeira Complementar será deduzido até o limite de 50% do montante do Piso Fixo de Vigilância em Saúde do respectivo ente federativo, na medida em que o mesmo realizar o cadastro dos ACEs no SCNES. 

Atualmente em todo o Brasil, são 78.856 Agentes de Endemias cadastrados no SCNES uma vez que os municípios são entes autônomos e, portanto, livres para contratar com recursos próprios segundo o interesse e necessidades locais mais agentes acima do quantitativo estabelecido na Portaria GM/MS nº 1.025/2015.


Da redação
redacao@cidadeverde.com

Zika pode ser transmitido pelo pernilongo, diz pesquisador

Pesquisador Carlos Henrique fala sobre a transmissão da Zika pelo pernilongo (foto: Joao Neto/cidade verde)

Uma pesquisa inédita realizada pela Fiocruz detectou a presença do vírus zika em mosquitos Culex quinquefasciatus (a popular muriçoca ou pernilongo doméstico) coletados na cidade do Recife. Isso vem a confirmar a espécie como potencial vetor do vírus causador da zika. 

Em entrevista ao Notícia da Manhã desta sexta-feira (22), o médico e pesquisador, Carlos Henrique Nery Costa, disse que a investigação trouxe uma notícia muito forte e surpreendente. “Se for confirmada, todo o programa de controle dessas doenças precisam ser reforçadas. Inclusive do Zika, que ainda possui muitos mistérios”.

O pesquisador destacou ainda que ela encontrou o vírus dentro do mosquito, estando o vírus também presente nas glândulas salivares, que é a ultima etapa da transmissão para o hospedeiro humano. 

Ele ressaltou que a mudança do pernilongo doméstico é muito mais forte e recorrente do que a do Aedes aegypti. 

“As evidencias são muito fortes. A mudança do Culex com relação ao Aedes é muito forte, o que poderia explicar muitas coisas na transmissão”. 

“O que ainda não foi demostrado ainda é que se os mosquitos infectados pelo Zika Virus são capaz de transmitir ou transmitem para outras pessoas. Essa última evidência está faltando. Falta a gente medir também o que chamamos de capacidade vetorial porque ainda se está medindo a competência, ou seja, a capacidade de se infectar”, explicou o médico. 

O Pernilongo

O pernilongo é uma espécie de mosquito mais abundante no ambiente urbano das áreas tropicais e subtropicais, podendo estar presente em uma densidade 20 vezes maior que o Aedes aegypti.

O mosquito "Culex quinquefasciatus", conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico

Pesquisa

A pesquisa foi conduzida pela Fiocruz Pernambuco na Região Metropolitana do Recife, onde a população do Culex é cerca de 20 vezes maior do que a população de Aedes aegypti. Os resultados preliminares da pesquisa de campo identificaram a presença de Culex quinquefasciatus infectados naturalmente pelo vírus zika em três dos 80 grupos de mosquitos analisados até o momento. Em duas dessas amostras, os mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado.

A coleta dos mosquitos foi feita com base nos endereços dos casos relatados de zika nas cidades do Recife e Arcoverde, obtidos com a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco (SES-PE). O número total de mosquitos examinados na pesquisa foi de aproximadamente 500. O objetivo do projeto é comparar o papel de algumas espécies de mosquitos do Brasil na transmissão de arboviroses. Foi dada prioridade ao vírus zika devido a epidemia da doença no Brasil e sua ligação com a microcefalia.

A partir dos dados obtidos, os pesquisadores afirmam que serão necessários estudos adicionais para avaliar o potencial da participação do Culex na disseminação do vírus zika e seu real papel na epidemia. De acordo com a Fiocruz, o estudo atual tem grande relevância, uma vez que as medidas de controle de vetores são diferentes.


Carlienne Carpaso (Com informações do Extra)
carliene@cidadeverde.com  

Pernilongo também pode transmitir o vírus da zika

O mosquito "Culex quinquefasciatus", conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, também pode transmitir o vírus da Zika. A descoberta, inédita, é anunciada pela Fiocruz no Rio de Janeiro neste momento. A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco Constância Ayres conseguiu encontrar, pela primeira vez, pernilongos carregando o vírus na natureza.

Até o momento, cientistas acreditavam que o Aedes aegypti era o principal vetor do vírus no Brasil. Em junho, Ayres disse à BBC Brasil que outras espécies de mosquito também transmitiam Zika em outros países.

Segundo a Fiocruz, a pesquisa ainda está em andamento e será preciso determinar qual é exatamente o papel do pernilongo na epidemia brasileira.
"Já sabemos que ele transmite. O que ainda não sabemos é a capacidade dele como vetor", disse Ayres durante a coletiva de imprensa.

A descoberta poderia mudar a estratégia brasileira de combate à doença, que causa malformações graves em bebês. Só em Recife, onde a pesquisa foi feita, a população do Culex é 20 vezes maior do que a de Aedes aegypti. O pernilongo também age em locais como lixo e esgoto, diferentemente do Aedes.

A Fiocruz afirma, no entanto, que até que se compreenda a importância do pernilongo na epidemia, política de controle da Zika continuará focada no controle do Aedes aegypti.

A Fundação também diz que ainda não detectou o vírus em mosquitos Culex no Rio de Janeiro, e mantém a afirmação de que o risco de propagação da Zika na Olimpíada é baixo.

Fonte: BBC

FMS notifica 1.175 casos de Chikungunya em Teresina; desses, 35 já foram confirmados

Deixar água parada em recipientes abertos ajuda na proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti.

 

Em Teresina, 1.175 casos de Chikungunya foram notificados do período do dia 1º de janeiro a 15 de julho deste ano. Desse total, apenas 35 foram confirmados. Os dados são da Fundação Municipal de Saúde (FMS).  Em 2015, durante o ano todo, a FMS confirmou apenas dois casos da doença na capital piauiense. 

O novo boletim também divulgou os dados de Zika. Com relação ao mesmo período de tempo, isto é, do dia 1º de janeiro a 15 de julho, a FMS notificou 253 casos. Desses, até o momento, apenas cinco foram confirmados. Durante o ano todo de 2015, a Fundação confirmou três casos. 

Sobre o número de Dengue, a FMS informou que, do dia 1º de janeiro a 15 de julho, 2.386 casos confirmados em Teresina. 

O Ministério da Saúde orienta que a única forma de prevenção das três doenças é acabar com o mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Para isso, é necessário manter as residências sempre limpas, eliminando possíveis criadouros.  Durante os surtos das doenças, é preciso minimizar a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionando alguma proteção às picadas. Recomenda-se ainda o uso de repelentes e inseticidas seguindo as instruções de uso do rótulo. Veja alguns cuidados: 

Cuidados dentro das casas e apartamentos:

Tampe os tonéis e caixas d’água;
Mantenha as calhas sempre limpas;
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
Mantenha lixeiras bem tampadas;
Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.


Área externa de casas e condomínios:

Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;
Limpe ralos e canaletas externas;
Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;
Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

FMS alerta para cuidados de prevenção à dengue durante as férias

Todos os sábados está sendo realizada a operação Faxina nos Bairros (Foto:Cidade Verde)

Férias é época de viajar e muitos deixam suas residências fechadas. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta para alguns cuidados que devem ser tomados para evitar acúmulo de água parada e a possível proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
“Antes de viajar devemos checar se os ralos de banheiros e as caixas dágua estão hermeticamente fechados, além de nos certificarmos de que no quintal de nossas casas não ficarão objetos que acumulem água”, explica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Todos também precisam ficar atentos ao acúmulo de água parada em calhas, materiais de construção, pneus, garrafas e materiais descartáveis espalhados pelos espaços livres de suas casas. “Mesmo uma tampinha de garrafa pode se tornar foco do mosquito, por isso devemos estar bem atentos”, enfatiza Amariles Borba.

Ela ainda chama atenção das repartições públicas e estabelecimentos em geral que ficam fechados durante as férias. “É importante que os gestores e funcionários se certifiquem de que não deixarão locais propícios para a proliferação do mosquito”, ressalta.

Ações

A FMS tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti em toda a cidade, desde dezembro de 2015. Todos os sábados está sendo realizada a operação Faxina nos Bairros, que em parceria com a população tem recolhido todo o lixo dos quintais com potencial de se tornar criadouro do Aedes aegypti. Já foram 4.040 toneladas recolhidas em 27 edições.

Nesta quinta (13) foi realizada mais uma reunião do Comitê de Mobilização Comunitária contra dengue, zika e chikungunya, no auditório da FMS, com o objetivo de realização de uma prestação de contas das ações realizadas pelo grupo no período de janeiro a junho deste ano. 

O Comitê de Mobilização Comunitária é composto por membros do Conselho Municipal de Saúde, Atenção Básica, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Estadual de Educação, Fundação Hospitalar de Teresina, Diretorias das Regionais de Saúde, Vigilância Ambiental, Vigilância Sanitária, Superintendências de Desenvolvimento Urbano, Superintendência de Desenvolvimento Rural, Superintendência de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Secretaria Municipal da Juventude e Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Além disso, a FMS continua trabalhando a questão educativa com a realização de palestras e ações educativas em escolas, empresas e outros locais. A FMS está formando também multiplicadores de informação com a realização dos cursos de capacitação para controle e prevenção de dengue, zika e chikungunya.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com 

Planos de saúde terão que pagar exames de Zika a partir de hoje

A partir de hoje (6), os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika para públicos específicos. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo Zika.

A escolha desses grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos e vir associada, por exemplo, à surdez, a problemas de audição e no coração.

A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o Zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequar à nova regra.

Fonte: Agência Brasil 

Exames de Zika serão obrigatórios para planos de saúde a partir desta semana

A partir da próxima quarta-feira (6),  os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika.

A escolha destes grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos.

A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequarem à nova regra.

 

Agência Brasil

Butantan fecha parceria com EUA para desenvolver vacina de zika


O Instituto Butantan fechou, nesta sexta-feira (24), uma parceria com os Estados Unidos e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da zika.

O centro de pesquisa brasileiro deve receber US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS), para o desenvolvimento de uma vacina de zika com vírus inativado. O HHS é o órgão equivalente ao Ministério da Saúde dos EUA.

O investimento faz parte de um acordo já existente entre a Barda e a OMS. Além dos US$ 3 milhões provenientes do órgão americano, a OMS também destinará doações de outros países e organizações privadas para o expandir a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan.

Com o dinheiro, o Butantan poderá comprar equipamentos de laboratório, reagentes, linhagens de células e outros recursos necessários para o desenvolvimento e produção da vacina de zika. A parceria também inclui a cooperação técnica entre pesquisadores da Barda e do Butantan.

A expectativa é que a vacina esteja pronta para testes em humanos no primeiro semestre de 2017.

Vacina de vírus inativado
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o desenvolvimento da vacina de vírus inativado contra zika já está em desenvolvimento há alguns meses. Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório. Na fase atual, roedores devem começar a receber os vírus inativados.

O Butantan tem ainda outras três iniciativas de desenvolvimento de vacina contra zika: uma vacina a base de DNA, outra vacina com vírus inativado semelhante à vacina da dengue, além de uma vacina híbrida que tem como base a vacina de sarampo.

"A resposta tem que ser rápida ou o dano vai estar feito e deixará um legado terrível: as crianças com microcefalia", diz Kalil.

Segundo o diretor, esse desenvolvimento ocorreria de forma mais rápida se houvesse mais recursos disponível. Em fevereiro, o governo federal anunciou um investimento de R$ 8,5 milhões para financiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à zika no Instituto Butantan. Mas, segundo Kalil, o recurso ainda não foi liberado.

Vírus já circula em 61 países
Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus da zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma malformação congênita.

De acordo com boletim da OMS divulgado na semana passada, 61 países e territórios já registram transmissão continuada do vírus da zika. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual.

O Brasil é o país onde o vírus está mais disseminado, com mais casos de infecção pelo vírus e de microcefalia associada à zika. O país teve 138.108 casos prováveis de zika em 2016 até o dia 7 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Em 2016, o país registrou uma morte causada pela doença em um adulto no Rio de Janeiro e, no ano passado, foram 3 mortes de adultos.

Ainda segundo a pasta, são 1.616 casos confirmados de microcefalia desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, com 73 mortes de bebês.

Fonte: Bem Estar

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