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Governo prevê bônus a médico residente que atuar em combate a coronavírus

Foto: Folhapress

Uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (30) prevê bônus de R$ 667, a serem pagos por seis meses, para médicos residentes que atuarem o combate ao novo coronavírus.

A medida, divulgada no Diário Oficial da União, prevê a oferta de benefício também para outros profissionais que estejam cursando residência na área da saúde.

Segundo a portaria, o bônus valerá para profissionais que estejam em programas de formação custeados pelo Ministério da Saúde e outros órgãos públicos estaduais ou municipais, além de entidades filantrópicas.

O objetivo é aumentar a oferta de profissionais e reduzir o tempo de espera em UPAs (unidades de pronto-atendimento) e emergências hospitalares.
Nos últimos dias, o ministério já tinha publicado um recrutamento para estudantes de medicina e de outras áreas da saúde.

Aqueles que estiveram em etapa de estágio obrigatório devem participar dos atendimentos. Já aqueles que estiverem em outros anos do curso podem se inscrever como voluntários para exercer funções de apoio.

Fonte: Folhapress

Servidores públicos se mobilizam contra possibilidade de corte de salários

Foto: Câmara dos Deputados

As discussões sobre corte de salário do funcionalismo para dar fôlego ao setor público em tempos de coronavírus levaram os servidores a reagir. Sindicatos e entidades de classe tentam organizar o discurso e intensificaram o "corpo-a-corpo" com parlamentares - virtual e por telefone, respeitando o isolamento social.

O argumento dos representantes das categorias é de que o corte de salário não foi adotado em nenhum país do mundo e que tem pouco impacto financeiro. Além disso, citam a criação de um imposto sobre grandes fortunas como alternativa mais viável para aumentar a arrecadação federal.

Segundo o Estadão/Broadcast apurou, o corte de salários dos servidores vem sendo discutido dentro do "pacote" de auxílio aos Estados e dependerá da evolução das discussões. Entre os pedidos apresentados por secretários estaduais de Fazenda ao governo federal está a redução de despesas obrigatórias, sendo a principal a folha de pagamento.

Diante da possibilidade que o governo deve dar para que empresas afetadas pela crise suspendam contratos temporários ou reduzam a jornada e o salário dos empregados da iniciativa privada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu "a contribuição de todos os Poderes", incluindo o funcionalismo público.

"Não basta o presidente da República adotar posturas na qual o Brasil se isola do ponto de vista internacional, uma medida como essa seria um caso único no planeta hoje", afirma o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras de Estado (Fonacate), Rudnei Marques.

Segundo ele, muitos servidores estão atuando no combate à epidemia, diretamente, como os funcionários da saúde e segurança, e também indiretamente. "É a Receita desembaraçando máscaras, a diplomacia tentando repatriar brasileiros presos em outros países. Por mais que o ministro (da Economia, Paulo) Guedes tenha descaso pelo serviço público, são os parasitas que neste momento têm de resolver as coisas", afirmou.

Os sindicalistas ressaltam ainda que poucas categorias do funcionalismo estão paradas por causa do isolamento imposto pela pandemia e que muitas categorias continuam trabalhando em esquema de home office.

"No caso dos advogados públicos, o trabalho teve um grande aumento pela urgência que estamos precisando dar em relação aos processos, já que estão surgindo muitas ações judiciais. Nossos trabalhos continuam sendo feitos nas suas residências, os sistemas são eletrônicos", afirma a presidente da Associação dos Advogados da União (Anaune), Márcia David.

O presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Serviço Público, deputado Israel Batista (PV-DF), critica a medida e diz que está mobilizando parlamentares de partidos de esquerda e do centro para barrá-la. "Nossa posição é contrária ao corte, porque acreditamos que não vai ser acompanhado de uma política eficiente de redistribuição e vai apenas enxugar recursos do mercado. É uma política perigosa, que pode provocar queda ainda mais aprofundada do consumo e gerar demissões no setor privado", completa.

A reação dos servidores será insistir na tributação de grandes fortunas e de lucros e dividendos.O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco), Mauro Silva, divulgou um estudo que mostra que a tributação de brasileiros com patrimônio acima de R$ 5 milhões e que tenham ao mesmo tempo renda total acima de 80 salários mínimos por mês (R$ 83.600) arrecadaria R$ 59 bilhões por ano. A alíquota de 4,8% seria paga por 220 mil pessoas. "Há inúmeras fontes de recursos muito mais compatíveis com a crise do que retirar dinheiro do salário de quem está no mercado de trabalho", defendeu.

Nos últimos dias, propostas de redução do salário dos servidores públicos foram defendidas por parlamentares e economistas. Já há no Congresso projetos que preveem a redução de salário do funcionalismo para fazer frente à crise e uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deverá ser apresentada com base em um estudo do economista Matheus Garcia, do Movimento Livres. Ele calcula que uma redução de 30% no salário do funcionalismo federal, estadual e municipal bancaria um programa de renda mínima de R$ 200 mensais para 55 milhões de pessoas.

Por Lorenna Rodrigues
Estadão Conteúdo

Após flagra na rua, Cristiano Ronaldo faz apelo para fãs ficarem em casa

Reprodução/Instagram

O craque Cristiano Ronaldo virou motivo de polêmica após ser flagrado neste final de semana em um passeio com a família pelas ruas de Funchal, na Ilha da Madeira, em Portugal, onde segue em quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus. Um dos jogadores mais envolvidos na orientação às pessoas em relação à disseminação da covid-19, atacante da Juventus "quebrou o isolamento" no domingo.

Nesta segunda-feira, de sua mansão na cidade portuguesa, fez um apelo a todos pedindo ajuda neste momento de dificuldade. "Neste momento difícil para o mundo inteiro, seremos gratos pelas coisas que importam: nossa saúde, nossa família, nossos entes queridos. Fique em casa e ajude todos os trabalhadores da saúde que estão lutando para salvar vidas", escreveu Cristiano Ronaldo em um post no Instagram, onde aparece junto com três de seus filhos.

Vale lembrar que Portugal não adotou o isolamento social como regra. O país orientou as pessoas a manterem uma distância segura de um metro e permite passeio de pais com os filhos. Até o momento, o país já registrou mais de 100 mortes e 6 mil casos de pessoas com a covid-19. Segundo números atualizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já passam de 735 mil o número de infecções pelo novo coronavírus e de 35 mil o de mortes em todo o mundo.

Antes de ser visto no passeio em família, Cristiano Ronaldo já tinha sido alvo de críticas. O ex-presidente da Juventus, Giovanni Cobolli, criticou a ida do jogador para Portugal e questionou as fotos do craque na piscina durante a quarentena.

Fonte: Estadão Conteúdo

Vídeo: Líderes religiosos gravam mensagens de fé nesse momento de pandemia

Mensagens de paz e amor para acalmar a angústia provocada pela pandemia do coronavírus, seja pela drástica mudança na rotina - com o isolamento social - ou pela a incerteza de quanto uma rápida cura virá para conter a Covid-19. Líderes religiosos gravaram vídeos pedindo por proteção e mais fé, na confiança de que dias melhores virão.

O Piauí já registrou três mortes por Covid-19. No estado,a Secretaria  Estadual de Saúde contabiliza 13 casos confirmados para coronavírus e outros 213 continuam em investigação. No mundo, já passa de 745 mil o número de contaminados e de 35 mil o de mortos pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde atualizou o boletim na tarde de domingo (29): o Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus.

Para os religiosos entrevistados, esse é o momento de colocarmos todas as indiferenças de lado e juntos orarmos pela proteção divina, respeitando as recomendações de prevenção à doença, pois logo logo "tudo isso passará".  

Pai Bruno de Ogun, sacerdote da Cabana Nego Gerson, pediu ao Pai Oxalá proteção e luz a todos. "Peço misericórdia por todos nós. Com certeza,a maior lição de tudo isso é nós melhorarmos; é buscarmos a nossa reforma íntima, fazendo o nosso melhor. Desejo a todos muita paz, harmonia, cura e saúde. Vamos cuidar de todos nós. Estamos longe fisicamente, mas muito mais unidos humanamente". 

A presidente da Federação Espírita Piauiense, Cristina Miranda, disse que o momento no qual vivemos inspira muito cuidado e proteção. Ela pediu que as pessoas não cuidem apenas do corpo, mas também da mente. "Deixamos a mensagem de otimismo, que tudo isso vai passar. Vamos todos juntos, independente da nossa religião, na união dos pensamentos, das orações, para que possamos passar por esse momento sem muitas dores e angústias".

O padre Isaías Pereira trouxe uma mensagem de esperança. "Cristo nunca nos abandona. Por mais que pareça que estejamos só, perdido, porque não estamos vendo um horizonte próximo, Cristo continua com a gente todos os dias.  Então, certo dessa presença reconfortadora de Deus, vamos manter a nossa esperança firme, de que dias melhores virão, de que daqui a pouco essa pandemia passa e vamos retomar as nossas atividades".

  

O pastor Anderson Henrique lembrou do Salmo 46: "Deus é meu refúgio e fortaleza. Socorro bem presente na hora da angústia". Pr. Anderson comentou que se o "seu coração tem se sentindo angustiado com todo esse cenário, preocupado com o depois quando tudo isso passar, Deus tem o seu socorro bem presente". Ele diz que "há um Deus que cuida da nossa alma e que a tua alma deve descansar em Deus. "Deus tem cuidado de nós. O céu não está em crise. Coloquemos o nosso coração e a nossa esperança no Senhor". 
 

 

Carlienne Carpaso
[email protected]idadeverde.com 

Zeca Pagodinho pede respeito à quarentena, mas diz estar sem paciência longe dos botequins

Fonte: Reprodução/instagram/@zecapagodinho

O cantor Zeca Pagodinho, 61, resolveu fazer um apelo nas redes sociais para que as pessoas respeitem o isolamento social como forma de evitar a disseminação do novo coronavírus. Ele, no entanto, confessou que não está gostando nada de ficar longe dos botequins.

"Então meus fãs, estou aqui na quarentena, claro que sem paciência nenhuma, por que eu gosto de ir para o botequim, ir pra rua, ver meus amigos... Mas se é para o bem do mundo e da saúde, estamos aqui, rezando como sempre", afirmou ele, que disse concluiu dizendo que "ainda vamos tocar muito samba por aí".

Muitos seguidores comentaram a publicação dele no Instagram, com mensagens de apoio e convites para tomar uma cerveja quando a quarentena acabar. "Cada um de nós fazendo nossa parte logo logo, vai passar essa pandemia", afirmou um internauta.

Vários famosos também já contraíram o novo coronavírus. Entre eles, estão o ator britânico Idris Elba, 47; o ator norueguês Kristofer Hivju, 41, conhecido por atuar na série "Game of Thrones"; e a atriz Itziar Ituño, que vive a personagem Raquel Murillo na série "La Casa de Papel".

No Brasil, também foram diagnosticados com a doença a atriz Fernanda Paes Leme, 38, a ativista Luísa Mell, 41, e o cantor Dinho Ouro Preto, 55. Já a apresentadora Ana Hickmann, 39, relatou ter febre alta, calafrios e dores no corpo, mas disse que não fará o exame ainda, já que não apresenta insuficiência respiratória.

 

Fonte: Folha Press

Rafael Fonteles garante que crise do Covid-19 não vai afetar salários de servidores

O secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles garantiu nesta segunda-feira (30) que a crise financeira em decorrência do Covid-19 não irá comprometer salário dos servidores estaduais. De acordo com o secretário, a compensação prometida pela União irá suprir os recursos com a queda da arrecadação própria devido à crise.

Rafael Fonteles diz que os estados contam com a compensação do governo federal no Fundo de Participação dos Estados que assinala para a manutenção dos patamares financeiros de 2019. Os governos estaduais esperam o mesmo da arrecadação própria do ICMS.

“Esperamos sim poder cumprir a tabela de pagamento dos servidores. Claro que teremos que fazer cortes, onde aquilo que não for essencial, mas a folha de pagamento dos servidores continua sendo prioridade. Iremos cumprir esse mês e os meses seguintes com essa compensação do governo federal também iremos cumprir a tabela”, afirmou Fonteles. 

O secretário também assegurou que não haverá nenhuma supressão de salários como reflexo da crise financeira. Em entrevista na manhã desta segunda-feira (30) ele assinalou queda de 50% na arrecadação e defendeu isolamento social.

“Depois essa conta vai chegar e vai ser diluída com a população. Claro que todo mundo vai pagar um preço de uma depressão mas a recuperação ela vai existir e o modelo a gente já conhece. Porque o mundo já viveu a crise de (19)29, a crise do pós-guerra, a crise mais recente de 2008 e pacotes trilionários foram feitos pelos governos para combater aquele momento de recessão econômica”, disse. 

Ele aponta o financiamento do governo de grande obras estruturantes como ações a serem feitas após o controle da crise sanitária como resposta à recessão econômica.

Valmir Macêdo
[email protected]

Pesquisadores do Piauí adaptam respirador mecânico para duas pessoas

Um grupo de pesquisadores o curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolveu um projeto que quer adaptar os ventiladores mecânicos, que já existem nos hospitais, para assistir dois ou até quatro pacientes. A iniciativa vem em um período de pandemia de Covid-19 em que o número de pacientes em estado grave cresce a cada dia.

O projeto chamado de Equipe Pulmonar é sem fins lucrativos e quer pelo menos dobrar a capacidade de atendimento dos ventiladores mecânicos nos hospitais do Brasil.  Além dos engenheiros eletricistas, a pesquisa conta com o apoio de uma equipe formadas por profissionais da saúde que trabalham em unidade de terapia intensiva. 

O professor Caio Damasceno conta que o estudo inova ao propor soluções para os riscos listados pela Associação Americana de Cuidados Respiratórios a aparelhos respiratórios para mais de um paciente.

“Com o nosso sistema é possível controlar e monitorar cada paciente que está sendo assistido pelo respirador mecânico, a gente consegue monitorar o paciente individualmente”, informou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Reposted from @damascenocaio : 01h da manha, chegando do hospital extremamente satisfeito. DEU CERTO (o piloto)! Adaptação de Ventiladores mecânicos para a assistência simultânea de múltiplos pacientes infectados com a COVID-19 a baixíssimo custo. Em um cenário de calamidade e emergência, com menos de 2 mil reais, será possível atender até a 4 pacientes usando o mesmo respirador. Em nossos primeiros experimentos técnicos e piloto com pulmões-testes obtivemos resultados EXTREMAMENTE satisfatórios. Aportamos uma serie de melhorias aos estudos americanos nos quais nos embasamos para mitigar os riscos envolvidos (contaminação cruzada, interações deletérias, hipo ou hiperinsuflação, etc) aos pacientes através de um sistema de controle, monitoramento e segurança. Começamos com duas pessoas e hoje somos uma rede de voluntários massa! Mais informações do projeto, a partir de amanhã, na @equipe.pulmonar. - #regrann . . . #covid19 #lutacontracovid #piaui #teresina #pandemia #engenhariaeletrica #electricalengineering #inovation #cience #creative #solutions #brazil #brasil

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Desde a semana passado o grupo está empenhado na pesquisa. O objetivo é poder oferecer a tecnologia no caso do sistema de saúde do Brasil precisa de mais respiradores para atender à demanda de pacientes em estado grave de Covid-19.

Os primeiros testes pilotos já foram feitos na Maternidade Evangelina Rosa com pulmões artificiais. A próxima etapa é submeter o projeto ao Conselho de Ética Médica para aprovar o teste com pacientes. 

“É um sistema para ser implementado em uma situação de emergência”, explicou o professor para o fato de ser uma tecnologia para evitar o colapso do atendimento da saúde.

Valmir Macêdo
[email protected]

Cauã Reymond publica foto da filha para comemorar quarentena juntos

Fotos: Reprodução/instagram/@cauareymond

Cauã Reymond usou o Instagram neste domingo, 29, para comemorar a chegada da filha Sofia, fruto do relacionamento com Grazi Massafera, para passarem a quarentena juntos.

Com um vídeo curto da menina, de sete anos, brincando em meio a um arco-íris, ele escreveu "ela chegou" na legenda e recebeu elogios de Andreia Horta, Dudu Azevedo e a esposa Mariana Goldfarb, que reagiu ao momento com emojis de coração.

Preocupado em ser um pai presente para a garota, Cauã Reymond não trabalhou no segundo semestre de 2019 para se dedicar mais a Sofia.

"Eu tirei esse segundo semestre para ficar com ela, para não trabalhar", comentou. Ainda sobre o assunto, Cauã contou que a decisão teve dois motivos principais. "Eu me dei esse luxo para ficar com ela, porque ela está se alfabetizando e a Grazi estava trabalhando muito e eu achei que era um momento importante para estar próximo, e foi a melhor decisão que eu tomei".

Neste ano, Cauã Reymond vai compor o elenco da novela Em Seu Lugar, que ocupará o lugar de Amor de Mãe. De acordo com informações da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o ator interpretará gêmeos: um criado em família rica e viciado em drogas; o outro inteligente, mas sem oportunidades. Alinne Moraes e Andreia Horta, que comentou a foto do artista, farão os pares românticos.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Ela chegou ????

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Fonte: Estadão Conteúdo

Kiss remarca shows no Brasil para novembro por causa do coronavírus

Foto: Reprodução/instagram/@bandakiss

O Kiss adiou os seis shows que faria em maio no Brasil por causa do novo coronavírus. As novas datas são em novembro: Brasília (10/11, no Ginásio Nilson Nelson), Uberlândia (12/11, no estádio Parque do Sabiá), São Paulo (14/11, no Allianz Parque), Ribeirão Preto (15/11, na Arena Eurobike), Curitiba (17/11, na Pedreira Paulo Leminski) e Porto Alegre (19/11, em local a definir).

Segundo a organização, os ingressos já adquiridos serão válidos para as respectivas novas datas, não havendo necessidade de troca de nenhum tíquete.

O preço das entradas varia de R$ 125 a R$ 1.220. A venda para os shows de São Paulo, Ribeirão Preto e Uberlândia é no ingressorapido.com.br e, para os eventos em Porto Alegre, Curitiba e Brasília o fã deve ir ao uhuu.com.

Os shows fazem parte da turnê The End of the Road, anunciada como a série de despedida do grupo formado atualmente por Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Tommy Thayer.

 

Fonte: Folha Press

Tesouro vê déficit de R$ 400 bi no setor público em 2020 com crise do coronavírus

Foto: Pixabay/Reprodução Gratuita

O Tesouro Nacional estima que o déficit do setor público consolidado, que inclui estados e municípios, vai se aproximar de R$ 400 bilhões neste ano se consideradas as medidas econômicas de mitigação da crise do novo coronavírus e a queda prevista na arrecadação.

Considerando apenas o governo central (que reúne Tesouro, Banco Central e Previdência), o rombo previsto está ao redor de R$ 350 bilhões. "Ao que tudo indica, pelo conjunto de medidas já anunciadas e de perda de arrecadação que poderá ser ainda maior do que aquela já projetada no primeiro relatório bimestral, o déficit primário do Governo Central, em 2020, poderá alcançar ou superar a cifra de R$ 350 bilhões", afirma o Tesouro.

O órgão demonstra preocupação em relação aos riscos provocados pela expansão de gastos do governo e defende que essas despesas não sejam prolongadas para além de 2020.
"Enquanto a expansão da despesa para combater os efeitos da crise do Coronavírus ficar restrito a programas temporários, ou seja, despesas que começam e terminam neste ano, não deverá haver problemas para a retomada do ajuste fiscal estrutural", diz em nota.

Apesar das preocupações, as medidas anticrise são vistas no Tesouro como necessárias. "A piora fiscal deste ano é justificável, no Brasil e no mundo. Mas temos que ter cuidado para não transformar despesas temporárias em permanentes", ressaltou o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.

Segundo ele, as estimativas de resultado para 2020 vão passar por constante revisão conforme são atualizadas as previsões de receitas e despesas. "Os R$ 350 bilhões [de déficit para o governo central] é o número de grandeza que temos hoje, mas ele será continuamente avaliado", afirmou.


Mansueto foi questionado sobre o ritmo das medidas por parte do Ministério da Economia e mencionou a burocracia exigida pela legislação orçamentária como um entrave. Por isso, comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de flexibilizar o atendimento a determinados artigos da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) neste ano.

A decisão libera o governo de fazer compensação orçamentária ao criar novas despesas. Entre os artigos alvo da flexibilização, está também o que exige a estimativa orçamentária de novos gastos.

Mansueto diz que o governo vai continuar apresentando tais estimativas, mas agora com o conforto de que elas não precisam ser tão exatas. "A gente não pode se dar ao luxo de passar meses discutindo se uma planilha deve ter R$ 1 bilhão ou R$ 2 bilhões a mais. Tem que ser muito rápido e fazer uma estimativa da melhor maneira ao longo de dias", afirmou.

De acordo com o Tesouro, os próximos três meses terão maior concentração de crescimento dos gastos públicos, com a implementação de programas como o auxílio de R$ 600 a informais, a antecipação de benefícios a aposentados e trabalhadores e o reforço no programa Bolsa Família.
A meta de resultado primário para este ano foi estabelecida em R$ 124,1 bilhões de déficit. Após a decretação de estado de calamidade pública, porém, o governo não precisará respeitar esse resultado.

Os comentários foram feitos pelo Tesouro em apresentação sobre o resultado de fevereiro, que ainda não reflete os efeitos das medidas tomadas em meio à pandemia. As contas do governo central registraram um déficit de R$ 25,9 bilhões em fevereiro. O dado é o pior para o mês em três anos.

Diante da chegada do vírus ao país e do agravamento da crise, o governo federal anunciou, a partir de março, ações que vão gerar impacto aos cofres públicos.
No combate à pandemia, o Tesouro sugere que sejam evitados "erros cometidos em 2009", quando, segundo o órgão, ações de combate à crise se tornaram políticas permanentes de concessão de subsídios e intervenção do Estado na economia.

"Em um contexto que as empresas estão fechadas, com restrições à mobilidade urbana e isolamento social, o desafio não é a expansão da demanda para combater o desaquecimento da economia, mas sim aumento do gasto público para amenizar a perda de renda de uma parcela significativa de trabalhadores e das empresas que precisam da ajuda do setor público para manter suas necessidades financeiras básicas e mesmo para a manter o emprego ao longo do período mais crítico da crise", afirma.

Fonte: Bernardo Caram e Fábio Pupo/Folhapress

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