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Apenas uma entre 17 termelétricas contratadas entra em operação no prazo

Crédito: Johannes Plenio

Com a finalidade de garantir a manutenção do fornecimento de energia no Brasil durante a crise hídrica, o Governo Federal convocou em regime de urgência um leilão para a contratação de 17 termelétricas. Por conta do caráter de urgência várias regras foram flexibilizadas.  O leilão foi realizado em outubro de 2021 e estabelecia que as novas usinas deveriam entrar em operação até o dia 1º de maio de 2022. No entanto, o que se verificou é que, das 17 usinas contratadas, somente uma entrou em operação. As outras 16 estão com cronograma atrasado.

O edital prevê um limite de até 3 meses de atraso para o início da produção de energia, ou seja o prazo final é 1º de agosto. Caso haja novo atraso, o governo fica autorizado a rescindir o contrato, além de aplicação de multas previstas. As usinas terão um custo para os consumidores da ordem de R$ 39 bilhões, os quais serão pagos até 31 de dezembro de 2025, quando os contratos serão finalizados.

Onze usinas estão com previsão de entrar em operação até 1º de agosto, prazo final, porém em quatro delas as obras sequer foram iniciadas. As cinco restantes estão sem nenhuma previsão de entrada em funcionamento — as obras não foram iniciadas ou estão paralisadas.