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Manchas de óleo: Praias Peito de Moça e Pedra do Sal estão impróprias para banho

 

 

 

Atualizada às 17h33min

A auditora da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Waneska Vasconcelos, não descarta a possibilidade de novas praias do litoral do Piauí serem consideradas impróprias para banho neste domingo (17). 

Manchas de óleo apareceram nas praias de Pedra do Sal, Peito de Moça e Atalaia. Neste domingo o monitoramento continua em mais praias. 

"Se  houver mudanças, mais praias podem ser consideradas impróprias para banho. Amanhã vamos continuar o monitoramento, principalmente, na praia de Pedra do Sal, até pela quantidade de óleo encontrada", disse  Waneska Vasconcelos.

A Semar ainda vai contabilizar a quantidade de óleo encontrada nas praias neste sábado. 

 

Atualizada às 16h16min


A Secretaria Estadual do Piauí (Semar) classificou mais duas praias do Piauí como impróprias para banho: a praia Peito de Moça, em Luís Correia, e a Pedra do Sal, no município de Parnaíba. Na quinta (14), a praia de Atalaia, em Luís Correia, foi a primeira a ser considerada imprópria. As demais praias permanecem liberadas. 

As praias de Atalaia e Peito de Moça já estão sinalizadas para alertar os banhista da presença de petróleo cru na água.  O gerente de fiscalização da Semar, Renato Nogueira, explicou que até o final de hoje a praia Pedra do Sal será sinalizada. 

"Na praia Peito de Moça já foi colocada a placa de imprópria para banho e, ainda hoje, nós vamos nos deslocar para a Pedra do Sal. Lá também estará (imprópria) pelo que já foi visto ontem por nossas equipes. Hoje deve ocorrer o fixar das placas e divulgação de nota", comentou Nogueira.

 Ainda não há dados oficiais sobre a quantidade do recolhimento de material oleoso neste sábado. No final de hoje deverá ser divulgado algum balanço. 

As praias estão sendo consideradas impróprias porque ainda pode haver produto na água. "As manchas têm nas praias hoje ainda são decorrentes de ontem e antes de ontem. O fato de retirar as manchas que estão na areia não quer dizer que a água esteja limpa. A maré pode ter recolhido essas manchas que foram depositadas nas praias. É um cenário diferente do primeiro lá do final de setembro".

As manchas em setembro eram compactadas, dessa vez elas vieram pulverizadas, fragmentadas, diluídas e flutuantes na água.  Essas praias consideradas impróprias para banho não estão interditadas. 

Recomendações

Renato Nogueira fez uns esclarecimentos aos banhistas que teve contanto com a mancha. 

"Não é uma interdição. É um status em que a água se apresenta imprópria para banho. Alguns banhistas talvez não apresentem os sintomas, que são vermelhidão, coceira, escamação, urticária, isso em contato com a pele. Se ingerido pode provocar náusea, dor de cabeça, irritação. Alguns   banhistas podem não apresentar esses sintomas. 

A reação dos banhistas também depende do tempo de contato com o produto e da concentração dessas mancha de óleo na água. "Nem todo mundo que entrar na água vai se sujar. Nem todo mundo que entrar na água vai se contaminar. E nem todo mundo que está na praia vai ver o produto, pois para encontrar é preciso uma verificação minuciosa".

As pessoas que apresentam os sintomas, o gerente recomenda que busquem um posto de saúde. "Quando a mancha se agregar a pele, a limpeza deve ser feita com óleo vegetal seguido de água e sabão". 

Foto: Fiscalização/Semar/Divulgação

 

 

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Carlienne Carpaso
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