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Peritos vão fazer reconstituição para saber detalhes sobre a morte de arquiteto

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Foto: Reprodução Instagram Joaovitorcamposss


A diretora do Instituto de Criminalística, Julieta Castelo Branco, informou nesta quinta-feira (26) que a polícia fará uma reprodução simulada (reconstituição) para detectar a velocidade que estava o carro que matou o arquiteto João Vitor de Oliveira Campos, 23 anos.  

O acidente ocorreu no dia 1 de julho deste ano. O veículo colidiu em uma banca de revista embaixo da Ponte Estaiada, na zona Leste de Teresina. O carro era conduzido por Junno Pinheiro Campos, 37 anos, primo da vítima, que sobreviveu ao acidente e é considerado testemunha-chave.

“Pela Delegacia de Trânsito foi solicitado o exame de duas mídias para fazer um ensaio de velocidade de acordo com a imagem dos veículos passando na Avenida Raul Lopes”, explicou.

As imagens são de uma concessionária de veículos e de um restaurante e devem dar subsídios à investigação. A alta velocidade já é apontada pela criminalística. “Você vê que é alta velocidade, até pelos vestígios que ficaram”, disse Julieta. 

Depoimento do motorista

Junno é investigado em inquérito aberto pela Polícia Civil a cargo da Delegacia de Acidentes de Trânsito. Ele negou à polícia ter ingerido bebida alcoólica antes de conduzir o veículo Audi que colidiu violentamente. 

O depoimento já foi prestado na Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito. Na ocasião, Junno estava com pescoço imobilizado. No depoimento, ele informou que não se recorda do momento do acidente e do que teria provocado a saída do veículo da avenida. 

"Ele disse que não lembra. Lembra que saiu da Expoapi", contou a delegada Érika Mourão, que investiga o caso.

Junno também negou estar embriagado. "Ele disse que não ingeriu bebida alcoólica", contou a delegada que preferiu não dar maiores detalhes sobre o caso.


Foto: Valmir Macêdo/Cidadeverde.com

A polícia aguarda o laudo de duas mídias encaminhadas à perícia. Uma delas é o vídeo de câmaras de segurança que registraram o momento em que o veículo envolvido no acidente trafega em um trecho próximo da colisão.

Após cerca de três meses do acidente, há previsão de que o prazo para conclusão do inquérito seja adiado para novas diligências. 

O ACIDENTE

O arquiteto e o primo estavam em um veículo modelo Audi. O carro era conduzido por Junno Pinheiro que foi encaminhado ao hospital para atendimento médico. Já João Victor não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no local.O acidente teve grande repercussão, principalmente, pelo estado em que o carro ficou após colisão com uma banca de revistas embaixo da Ponte Estaiada.

 

Valmir Macêdo
[email protected]

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