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João Vicente e Wilson questionam quem é "coerente" e acirram debate

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O clima esquentou no terceiro bloco do debate da TV Cidade Verde. Os candidatos ao governo do Estado Wilson Martins (PSB) e João Vicente Claudino (PTB) trocam provocações calorosas sobre o tema “coerência”, proposto pelo senador.


Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com

Nesta etapa do confronto, candidato pergunta ao candidato de sua preferência questões de temas livres. Cada pergunta deve ser formulada em 30 segundos, com dois minutos para resposta, um minuto pra réplica e 30 segundos para tréplica.

João Vicente Claudino questiona ao atual governador do Piauí, como ele avalia a coerência, visto que, em 2003 era presidente do PSDB, oposição histórica do governo da qual Wilson integra na atualidade.


O governador estranha a questão e ataca o senador do PTB. “O que o senhor chama de coerência já que foi eleito na antiga base aliada a qual pertenço, aquela que o senhor abandonou quando não foi escolhido como candidato?”.

João Vicente responde: “não fiz parte do seu governo. Fiz parte do governo Wellington Dias, o que é bem diferente. Nunca ocupei nenhuma secretaria com escândalos e sempre fiz parte do governo, efetivamente, desde 2003, não como o senhor que entrou agora”.

Wilson julga que o candidato concorrente não respondeu sua pergunta e deixa a entender que a “incoerência” do senador se justifica pelo fato de não ter sido escolhido como candidato da base.

Indicativos sociais no Piauí
A candidata do PV, Teresa Britto, por sua vez, questionou Pastor Macedo sobre propostas para melhorar os índices sociais do Estado. “A melhoria está no princípio da saúde aliado ao trabalho. Iremos trabalhar por salários justos, visto que, desde 1994, se tem salários atrasados”, disse o candidato do PMN. 


“Na minha opinião, os pobres são o símbolo da exclusão no Estado. Caso eleita, vamos trabalhar para garantir a política de direito para os mais necessitados”, disse Teresa Britto. Pastor Macedo diz que compreende, mas que saber de onde virá o recurso para a execução dessa meta.

Segurança e Ronda Cidadão
O governador Wilson Martins perguntou ao ex-prefeito de Teresina sobre o tema da segurança. “Acho estranho o Piauí está os Estados com menores índices de violência. Isso se deve às subnotificações. As delegacias não tem papel pra registrar uma ocorrência e o Ronda Cidadão, apesar de boa iniciativa, se limita a Teresina”, disse.


O candidato do PSB garante que, se eleito, irá expandir o Ronda Cidadão para o interior e afirma que os dados contestados pelo concorrente são de procedência oficial, por isso, confiáveis.

Projetos para infraestrutura
Outro ponto de destaque no bloco foi a troca de farpas entre Pastor Macedo e Romualdo Brazil. O candidato do PSol chamou o candidato do PMN de “despreparado para ser governador”. O tema foi estratégias administrativas.


“As necessidades dos piauienses serão todas atendidas. Vamos buscar saneamento básico e esgotamento. É uma imoralidade, também, a falta de investimento na saúde pública para a valorização do sistema privado”, disse Romualdo.

Mais uma vez, Pastor Macedo questionou a origem do dinheiro para tal projeto. Romualdo lamenta a falta de informação do concorrente e diz que o dinheiro tem que vir de recursos parlamentares.

Sílvio Mendes (PSDB) questionou Teresa Britto sobre educação. “Queremos rever e fortalecer o sistema público, investir no ensino profissionalizante e melhorar os salários dos professores”, disse a representante do PV.

Na réplica, o ex-prefeito da capital disse que pretende investir na Uespi, atitude apoiada pela única candidata mulher do debate.


Empregos e meio ambiente
Finalizando o bloco, Romualdo Brazil questiona João Vicente Claudino se o senador julga ser uma “aventura” do governo investir em parceria com a Suzano. “Não acredito ser aventura. Acredito num Piauí empreendedor e a discussão sobre o meio ambiente é sempre bem vinda para uma sociedade”, disse.


O candidato do PSol disse que usou o termo “aventura” para provocar uma discussão “necessária”. “Quero relembrar a criação da Ecodiesel que contou com a presença do presidente Lula e com o discurso de criação de empregos. Essa empresa não saiu do papel. Não criou nenhum emprego, só subempregos. Com a Suzano será o mesmo”.




Lívio Galeno
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