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Por que os cérebros humanos são tão especiais?

Tamanho não é documento, já diz um adágio popular. Esta norma se aplica, por exemplo, para o tamanho do cérebro humano. Apesar da crendice de achar que o fato do cérebro do Homo sapiens ser o maior cérebro entre os primatas atuais é um indicador das explicações sobre nossa inteligência, a descoberta nem tão recente de que o crânio do Homem de Neanderthal, subespécie dos humanos atuais, e que, portanto, tinha o cérebro maior, nem sempre convenceu aos mais céticos o tema.

A Revista Science, publicada em 09 de novembro, traz revelações de importantes descobertas sobre as diferenças evolutivas do cérebro humano. Já se sabe por exemplo que o uma versão do gene FOXP2 é a responsável por permitir que o humano seja capaz de formar palavras. O neurocientista Alex Pollen vem cultivando em laboratório mini-cérebros em crescimento e fez descobertas sobre a origem das reentrâncias da nossa estrutura cerebral, responsáveis por muitas das nossas funções cognitivas.

Desde muito tempo já se sabe que a complexidade do cérebro humano reside, entre outras coisas, em uma série de calosidades, constituindo o que se chama comumente de Girencéfalo, em contraposição ao cérebro de outras espécies, sem calosidades e reentrâncias, que é chamado de Lisencéfalo.

Já a equipe de Wieland Huttner, biólogo do Desenvolvimento do Instituto Max Planck na Alemanha, conseguiu chegar em três proteínas que, ao se ligarem ao Ácido Hialurônico, responsáveis pela formação das dobras e reentrâncias cerebrais. Outra descoberta recente foi do neurocientista Fenna Krienen que aliou os resultados da sua descoberta de que o córtex cerebral faz conexões complexas e que isto é regulado por pelo menos 19 genes.

O cérebro humano ainda guarda um conjunto de mistérios que ainda precisam ser desvendados.