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Como construir um sistema escolar do século 21?

Esta pergunta é o subtítulo da obra World Class – How to build a 21st-century school system (Classe Mundial – Como construir um sistema escola do século 21, em tradução livre) do educador Andreas Schleicher, da série de publicações intitulada Strong Performers and Successful Reformers in Education (Artistas Fortes e Reformadores de Sucesso na Educação, em tradução livre) publicado pela OECD – Organização pra Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o mesmo órgão que organiza o Exame de Desempenho de Estudantes, PISA. Andreas Schleicher é professor honorário da Universidade de Heidelberg na Alemanha e dirige o segmento de Educação e Competências da OCDE, sendo o supervisor geral do PISA e considerado uma das maiores autoridades mundiais em política educacional.

O livro, publicado em língua inglesa, está disponível gratuitamente no endereço https://www.oecd-ilibrary.org/docserver/9789264300002-en.pdf?expires=1527876050&id=id&accname=guest&checksum=448615DE3B7A47F519A5A119ABBB99E0

Traz um apanhado geral sobre os sistemas educacionais e os desafios de se incrementar sistemas que possam atuar na formação do cidadão do século XXI.

A obra está dividida em seis capítulos. O primeiro capítulo, intitulado Educação, através dos olhos de um cientista, traz uma visão da educação sob a óptica de pesquisadores, abordando as origens do PISA, considerado um excelente indicador para medir a qualidade da educação de uma nação.

Na segunda parte chamada “Desmascarando alguns mitos”, o livro traz um panorama de várias relações entre os sistemas educacionais e tempo de escolaridade, aplicação de recursos financeiros, tamanhos das classes, entre outros temas que inclui a discussão sobre imigração e pobreza. O terceiro capítulo “O que faz com que sistemas escolares de alto desempenho sejam diferentes” esmiúça alguns fatores diferenciais dos sistemas que obtêm resultados superiores. O capítulo é enriquecido por textos sobre o processo de recrutamento de professores, o processo de otimização do trabalho docente, um sistema de bonificação para professores e estudantes, otimização de recursos financeiros para escola e o processo de autonomia da escola.

As três últimas partes arrematam sobre as dificuldades e estratégias que devem ser usadas para implantação de sistemas escolares. Há uma discussão sobre o processo de equidade, extremamente necessário para equilibrar as diferentes relações entre a população e suas escolas. Há uma abordagem sobre as relações entre cidades grandes e desenvolvimento do processo educacional nas grandes cidades, bem como uma série de considerações sobre os migrantes. Na parte final o autor traça um panorama sobre os processos de reforma e o como fazer isso acontecer, com abordagens sobre o perfil do professor do século XXI e novas estratégias para repensar as avaliações.

É uma leitura rica para quem quiser se inteirar sobre as reformas educacionais tão necessárias para países como o nosso, que não está entre os que menos investe, mas está entre os que colhe os piores resultados.

Até o próximo post e boas leituras...