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05 de junho: um dia para pensarmos sobre o futuro

Na semana que passou comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 05 de junho. A data foi estabelecida por uma resolução (a XXVII) da Organização das Nações Unidas (ONU) de 15 de dezembro de 1972. O dia 05 de junho foi escolhido numa alusão a Conferência de Meio Ambiente que ocorreu de 05 a 16 de junho de 1972 em Estocolmo, Suécia. Neste evento tratou-se, pela primeira vez, dos problemas ambientais que já acometiam a Terra naquela época e que já começavam a despertar as preocupações dos países desenvolvidos.

A data foi criada para que todas as pessoas criem uma consciência sobre a necessidade de proteger o planeta, seus recursos e tente equacionar os seus problemas ambientais. Mas quais são mesmo os principais problemas ambientais da Terra?

Eu me fiz esta pergunta e resolvi transmiti-la para o Oráculo da modernidade: o Google. Lá encontramos muitas páginas no gigantesco mundo virtual com tentativas de listar os grandes problemas ambientais que afetam nosso planeta. Desde páginas que cuidavam de temas mais específicos como a extinção de uma dada espécie de organismo, que mesmo não sendo uma espécie essencial para a sobrevivência da Terra merece viver, até questões mais amplas. Consegui separar alguns destes problemas que passo a resumir, a seguir.

1) Crescimento demográfico

Desde o século XIX que o inglês Thomas Malthus já preocupava o mundo com indagações sobre o aumento da população e possível escassez de alimentos. A população humana continua crescendo, a ciência deu um jeito de produzir alimentos suficientes para todos, embora a distribuição seja desigual e muita gente morre de fome pelo mundo. Mas de fato estamos diante de um problema.

Gráfico mostrando o crescimento da população humana com estimativas até 2050.

2) Urbanização acelerada

A distribuição das pessoas de modo desigual também é um impacto negativo, o que reduz a qualidade de vida além de impactar o meio ambiente, principalmente pela crescente necessidade de recursos financeiros, disponibilidade de energia e poluição liberada.

3) Desmatamento

A remoção da cobertura vegetal de diferentes lugares, principalmente maciços florestais como a Amazônia, por exemplo, põe em risco muito além das espécies que vivem nestes lugares. Alteram o ciclo da água e mexem de forma quase instantânea com o equilíbrio do clima do Planeta.

4) Poluição

Poluir significa quebrar a harmonia ambiental, especialmente gerando elementos residuais que promovam a contaminação da água, do ar e do solo, principalmente. A poluição preocupa diferentes segmentos da ciência. Existem muitas maneiras de poluir o ambiente, mas para não sermos muito prolixos nesta fala vamos falar apenas do plástico.

Já existe, entre os cientistas, uma certa unanimidade da existência de um “continente” flutuante formado por lixo plástico no Oceano Pacífico. O plástico, que foi criado para substituir bens com alguma durabilidade, passou a ser gerado com a finalidade de ser também descartável, e isso se transformou num grande problema. O plástico é praticamente indestrutível, uma vez que sofre degradação e se converte em partículas de plástico. Pesquisa conduzida por Kieran Cox, da Universidade de Victoria, no Canadá, aponta que ingerimos, em média, 50 mil partículas plásticas por ano. Por isso, em datas como 05 de junho precisamos ajudar na conscientização das pessoas a fazerem menos uso de plástico, por ser algo quase indestrutível e criado pela mão humana.

Fonte: Diário do Nordeste

Em maio deste ano, o mergulhador Victor Vescovo, usando um submarino especial, mergulhou no Challenger Deep, o ponto mais profundo das Fossas Marianas, batendo o recorde com a profundidade de 10.927 metros, mas com uma triste constatação: encontrou lixo plástico no ponto mais profundo dos oceanos da Terra. Veja aqui.

5) Perda da Biodiversidade

Não se sabe ao certo quantas espécies estão desaparecendo, porque não se sabe ao certo quantas espécies existem. O que se sabe é que, por diversas razões, vinculadas ao desmatamento, a poluição em diversos ambientes e à destruição de habitats, muitas espécies estão sujeitas e outras estão desaparecendo. As estimativas, baseadas em casos concretos é que variem de 0,01% a 0,1% ao ano. Aí você pode estar pensando: é muito pouco! Nada disso! Se as estimativas para o número de espécies que existem nos diferentes ambientes do globo são de 100 milhões, na melhor das hipóteses (0,01%), se você gastou uma hora para ler e maturar as ideias deste texto, pelo menos uma espécie deixou de existir totalmente neste período de tempo. Na pior das hipóteses (0,1%), 11 espécies deixaram de existir totalmente na face da Terra, no mesmo intervalo de uma hora.

Uma reflexão importante a ser feita e que ajuda a manter a ideia de que precisamos fazer algo pelo nosso Planeta, especialmente em busca do Desenvolvimento Sustentável, necessário para minimizar estes e outros problemas ambientais é trabalhar a conscientização dos nossos filhos. Um vídeo bem conhecido e que trabalha a questão ambiental focada no Consumo é uma importante forma de começarmos a refletir e fazer com que nossas crianças reflitam sobre o futuro da Terra. Assista História das Coisas no link abaixo:

Temos que nos preocupar não somente com o Planeta que vamos deixar para os nossos filhos, mas sobretudo com os filhos que vamos deixar para administrar o futuro da vida do nosso Planeta. Afinal de contas só temos uma Terra.

Até o próximo post...