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Pesquisa detecta genoma do Pirarucu

Uma das coisas que mais me impressionou quando visitei a cidade de Belém (PA) foi conhecer o Pirarucu, dado o seu tamanho superlativo. O peixe é considerado o que tem uma das maiores taxas de crescimento entre as espécies que vivem na água doce.

Pesquisadores da UNESP associados com pesquisadores alemães realizaram estudos visando identificar o processo de sexagem do Pirarucu ainda na fase de alevinos. A pesquisa resultará na possibilidade de selecionar planteis para criação da espécie para fins de repovoamento e de criação com fins alimentares.

Fonte: Agência Brasil, EBC.

A pesquisa iniciou em 2015 com a parceria entre o geneticista alemão Manfred Schartl da Universidade de Würzburg e o geneticista brasileiro Rafael Nóbrega da UNESP de Botucatu (SP). A pesquisa resultou na descoberta de que o Pirarucu (Arapaima gigas) tem um sistema de determinação sexual parecido com o humano, que apresenta cromossomos sexuais distintos para o homem (XY) e semelhantes para mulher (XX).

A pesquisa foi além disso: com amostras de nadadeiras de 30 machos e 30 fêmeas coletados em uma fazenda no Acre, foi possível descobrir o genoma da espécie, em laboratórios de universidades francesas. O macho tem DNA com 666 milhões de bases e as fêmeas tem 664 milhões. O material foi comparado com outras 10 espécies de peixes com genoma conhecido e o seu parente mais próximo foi uma espécie de Aruanã encontrado na Ásia (espécies de Aruanãs também ocorrem nos rios Amazônicos). O pirarucu e o aruanã, de acordo com a pesquisa, dividem um ancestral comum que viveu há 200 milhões de anos atrás.

As pesquisas resultaram em publicação na Scientific Reports da Nature e revelou também a existência de 105 genes responsáveis pelo crescimento do animal, que pode atingir até três metros de comprimento e 220 kg de peso. As descobertas ajudarão a incrementar a criação em cativeiro, já que em razão dos parcos conhecimentos sobre o ciclo reprodutivo do animal a atividade não era muito explorada.

Até o próximo post...

(Com informações do Notícias UNESP)