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Brasil está entre os cinco maiores produtores de lixo eletrônico

Crédito: Skitterphoto
Se tem uma categoria de resíduo, cuja produção aumentou significativamente ao longo das duas últimas décadas é a do lixo eletrônico, composto por uma variedade de equipamentos elétricos e eletrônicos. Estamos falando de equipamentos grandes (geladeiras, freezers, máquinas de lavar), pequenos (liquidificador, televisores, ventiladores, lâmpadas), equipamentos de informática (computadores, impressores, nobreaks, celulares) além de pilhas e baterias. O mercado destes equipamentos possui uma elevada taxa de rotatividade e, graças a velocidade do avanço de novas tecnologias, alguns produtos tendem a ficar obsoletos. E não estamos falando de um longo intervalo de tempo. Às vezes esse intervalo é inferior a um ano, como pode ser evidenciado no mercado de smartphones com os sucessivos lançamentos de aparelhos de uma nova geração. O(a) caro(a) leitor(a) já teve a impressão de que está se desfazendo de um equipamento que visualmente ainda aparenta estar novo? É o que chamamos de obsolescência programada, método usado por alguns fabricantes para forçar a compra de novos produtos, ainda que os que você possui lhe pareça em perfeitas condições. O fato é que alguns componentes que integram o aparelho já possuem vida útil programada e na maioria das vezes é mais viável economicamente trocar de aparelho do que substituir a peça.
 
O lixo eletrônico se descartado de forma incorreta pode se tornar um grave problema de saúde pública, uma vez que muitos destes equipamentos são integrados por componentes químicos. De acordo com o Artigo 33 da Lei N° 12.305/2010, conhecida como Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), toda fabricante de eletrônicos é obrigada a fazer a logística reversa dos produtos que comercializa. Isso significa que elas devem recolhê-los e descartá-los de forma ecologicamente correta. Existem também cooperativas que atuam na coleta destes equipamentos. A plataforma eCycle pode lhe ajudar na hora de encontrar uma cooperativa. Inserindo o tipo de objeto e o CEP da sua região, o site exibe as unidades mais próximas de você.
 
Segundo um estudo do UN Environment Program, o lixo eletrônico é o tipo de lixo que cresce mais rapidamente no mundo. O estudo apontou que 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram produzidas em 2020 em todo o mundo. De acordo com uma pesquisa da Agência Federal Norte-Americana Environmental Protection Agency, realizado no final de 2020, somente 15 a 20 por cento do lixo eletrônico são reciclados (portal Terra, 2021). No Brasil estes indicadores são ainda piores. Somente 3% dos eletrônicos descartados são reciclados no país. 
 
Dicas importantes para o descarte:
  • Em dispositivos que possuam dados pessoais armazenados, tais como celulares e computadores, conferir se todas as informações foram deletadas antes de descartar;
  • Tente encontrar, na sua cidade, alguma cooperativa que faça a coleta domiciliar, sobretudo para o caso de equipamentos grandes;
  • Pilhas e baterias devem ser removidas dos equipamentos antes do descarte;
  • Em geral, algumas grandes redes de supermercado possuem coletores de pilhas e baterias. Leve-as de casa diretamente para o descarte. Nunca deixar dentro do carro, principalmente se expostas à radiação solar.