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Diversidade

Embriaga-te - Baudelaeire

É preciso te embriagares sem trégua.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude?

A teu gosto, mas embriaga-te.

 

E se alguma vez sobre os degraus de um palácio,

sobre a verde relva de uma vala,

na sombria solidão de teu quarto,

tu te encontrares com a embriaguez já minorada ou finda,

peça ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,

a tudo aquilo que gira, a tudo aquilo que voa,

a tudo aquilo que canta, a tudo aquilo que fala, a tudo aquilo que geme.

 

Pergunte que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro,

o relógio, te responderão.

É hora de se embriagar!!!

 

Para não ser como os escravos martirizados pelo tempo, embriaga-te.

Embriaga-te sem cessar.

De vinho, de poesia ou de virtude.

A teu gosto.

 

Baudelaire(1821-1867), poeta francês.

 

 

 

Faça Novo o teu ano

Por Frei Betto

Neste ano-novo, se faça novo, reduza a ansiedade, regue de ternura os sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não se mire nos outros; a inveja mina a autoestima, fomenta o ressentimento e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narcísico. Seja solidário: estenda aos outros as mãos e oxigene a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.

Cuide do que fala. Não professe difamações e injúrias. O ódio destrói a quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-se a expressar alguns elogios por dia. Sua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdice a existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegue síntetizar. Não deixe que a sedução da mídia anule sua capacidade de discernir e o transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.

Cuide da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhe, pratique exercícios, sem descuidar de aceitar as suas rugas e não temer as marcas do tempo em seu corpo. Frequente também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se você não tem fé, mergulhe em sua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indague a si mesmo por que, às vezes, provoca nos outros antipatia, rejeição, desgosto. Revista-se de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilize material que não seja biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: a nossa mãe. Dela viemos e a ela voltaremos. Hoje, vivemos do beijo na boca que ela que nos dá continuamente: ao nutrir cada um de nós de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em seu dia a dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor.

 

Projeto 'Fala, Preta' promove oficina sobre Mídias Sociais e Combate às Opressões

O grupo Matizes realizou oficina ‘O uso das redes sociais como ferramenta no combate às opressões” no Congá da Mãe Maria, Vila São Francisco. A atividade é uma parceria com o  Ijejá, grupo Afro Cultural que desenvolve trabalho na comunidade há mais de dez anos. A ação integra o projeto ‘Fala, Preta’*.

No primeiro momento da oficina, a ativista e coordenadora do Projeto, Carmem Ribeiro, exibiu o vídeo ‘sobre microagressões e reações’, da Youtuber Gabi Oliveira (DePretas). Através do audiovisual, Gabi  aborda com discurso  critico situações cotidianas  de discriminação sociorracial. 

Em seguida, o facilitador, Herbert Medeiros, contextualizou o conceito a importância da mobilização e organização da comunidade para pautar suas demandas socioculturais via mídias tradicionais (rádio, TV e jornal impresso)  e principalmente pelas Redes Sociais.

O ativista destacou duas lutas sociais  importantes da cidade de Teresina formatadas a partir de intensa articulação e mobilização pelas mídias digitais: o movimento contra aumento das passagens de ônibus em 2011 e o #OcupaPraça, luta em favor da manutenção da Praça das Ações Comunitárias/Parque Piauí.

O mediador mostrou como conjunto de intervenções d@s atrizes e atores sociais envolvidos nos embates  foram potencializados pelo uso criativo, inteligente e provocativo de mídias como facebook, grupos de Whatsapp, twiter  e vídeos.  Ressaltou que ativismo digital  ocupa revelância   para construir discursos contra-hegemônicos sobre os acontecimentos do mundo  e fortalecer identidades coletivas desafiadoras das desigualdades sociais.

 

*Projeto Fala, Preta

O projeto ‘Fala, Preta’ é realizado pelo Matizes e financiado pela Coordenação Ecumênica de Serviços e SOS Corpo. Projeto visa desenvolver ações para apropriação da fala pública de   mulheres negras, otimizando participação políticas das atrizes envolvidas. Também busca fortalecer a auto-estima de participantes e seu empoderamento como sujeito político. 

Direitos Humanos em pauta: múltiplos olhares

Com o tema “Combate à discriminação e as opressões em tempos de retirada de direitos”, será realizado no auditório do Tribunal de Justiça do Piauí o 2º Seminário Direitos Humanos e Diversidades. O evento é uma realização do Grupo Matizes e da Escola do Judiciário, com o apoio do TJ-PI, Corregedoria Geral de Justiça, Escola Superior de Magistratura do Piauí, OAB-PI, UESPI e UNINOVAFAPI.

O Seminário tem o objetivo de debater sobre os desafios de promover os direitos humanos em um contexto marcado pelo avanço de ideias conservadoras e de retirada de direitos. Transexualidade, racismo, direitos dos animais, são alguns dos temas em discussão.

Os interessados em participar devem se inscrever através do site do Tribunal de Justiça (www.tjpi.jus.br)) ou no link http://www.esmepi.org.br/site/ htmlcontent/Page-pagesOfType? Id=202. A inscrição é simbólica: ração ou material de limpeza para a APIPA.

O advogado e consultor em Direitos Humanos Pedro Montenegro fará a conferência de abertura, nesta quinta (01-12),  às 8h30min. Montenegro abordará o tema

“Combate à discriminação e as opressões em tempos de retirada de direitos”. Em seguida, o advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Norberto Campelo, que discorrerá sobre a atuação do órgão na promoção dos Direitos Humanos. A programação segue até às 18h do dia 01/12, com a mesa Gênero e sexualidade. As expositoras serão as professoras Andrea Rufino e Fabíola Lemos. Os trabalhos do dia serão finalizados com o debate "Onde o Estado guarda seu racismo?", tendo como expositores os professores Francis Boakari e Assunção de Maria.

No dia 02 de dezembro, às 8h30min, a doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Gabriela Rondon, que analisará os discursos judiciais sobre a transexualidade. A  2ª palestra da manhã será ministrada pela ambientalista inglesa Elizabeth MacGregor, om o tema "Os direitos dos animais não-humanos" .

O Seminário finaliza com a solenidade de premiação a defensores de Direitos Humanos feita pela Universidade Estadual. Os homenageados receberão a menção honrosa em Direitos Humanos Antônio Noronha.

 

PROGRAMAÇÃO DO 2º SEMINÁRIO ESTADUAL DH e DIVERSIDADES

01 de dezembro (quinta)

8h - Solenidade de Abertura

8h30min - Conferência de Abertura: Combate à discriminação e às opressões em tempos de retirada de direitos - Pedro Luiz Montenegro (Advogado/Consultor em Políticas Públicas de Segurança e Direitos Humanos)

10h30min– Palestra: A atuação do Conselho Nacional de Justiça na promoção dos Direitos Humanos – Norberto Campelo (Conselho Nacional de Justiça)

14h30min – Mesa-Redonda – Gênero e sexualidade: um debate necessário – Profª Drª Andrea Cronemberger Rufino (UESPI) e Fabíola Lemos (Socióloga e professora)

16h30min – Debate: Onde o Estado guarda seu racismo? - reflexões sobre racismo institucional – Prof. Dr. Francis Musa Boakari (UFPI) e Profª Drª Assunção de Maria Sousa e Silva (UESPI)

02 de dezembro (sexta)

8h30min – Palestra: Entre os saberes médico e jurídico: uma análise de discursos judiciais sobre a trasexualidade – Gabriela Rondon Rossi Louzada (Doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília, pesquisadora da organização não-governamental Anis - Instituto de Bioética)

10h30min – Palestra: Os direitos dos animais não-humanos – Elizabeth MacGregor (Diretora de Educação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal)

14h30min – Painel: Ações afirmativas em Direitos Humanos no Piauí - Profª Drª Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI), Profª MsC. Maria da Consolação Pitanga (Centro Universitário UNINOVAFAPI) e Profª MsC. Marta Lúcia de Mendonça Freitas (Faculdade Santo Agostinho)

16h - Menção honrosa em Direitos Humanos Antônio Noronha (Homenagem da Universidade Estadual do Piauí a Defensores(as) de Direitos Humanos).

17:30 - Encerramento

 

Os Direitos dos Animais Não-Humanos será tema de debate no Seminário de Direitos Humanos

A construção de uma sociedade sustentável envolve conjunto de agentes públicos, privados e de organizações sociais atuando em rede para promover reflexões e  políticas socioambientais garantidoras do equilíbrio e interação respeitosa entre natureza, sociedade e cultura. A Constituição Federal/1988 reafirma  que efetivar o direito ao ‘meio ambiente ecologicamente equilibrado’ passa pela    preservação da biodiversidade e da proteção da fauna e da flora.  A mesma Carta Magna Brasileira veda práticas que submetam animais à crueldade.

Neste sentido,  a reflexão  sobre Direito dos Animais  estará na pauta do II Seminário Estadual de Direitos Humanos e Diversidade. A Diretora de Educação do Fórum Nacional de Defesa e Proteção  Animal*, Elizabeth MacGregor, debaterá a temática “Os Direitos dos Animais Não-Humanos” dia 02/12 às 10:30 no Auditório do Tribunal de Justiça.

Durante o Seminário ainda haverá reflexões sobre as temáticas: Combate à Discriminação e às opressões; Atuação do Conselho Nacional de Justiça e Promoção de Direitos Humanos; Gênero e Sexualidade; Racismo Institucional; Discurso Jurídico sobre a Transexualidade;  Ações Afirmativas em Direitos Humanos no Piauí.

 

*Fórum Nacional de Defesa e Proteção Animal (FNPDA)

A Instituição  representa hoje a maior rede de proteção animal do Brasil, reunindo mais de 120 entidades afiliadas em todo  país.

 O objetivo da FNPDA consiste na “disseminação do respeito, proteção e defesa dos animais”. Além de lutar pela construção de uma ordem social pautada  na compaixão pela vida animal como princípio norteador das relações vivenciadas por tod@s brasileir@s.

 

Por Herbert Medeiros

Projeto 'Fala, Preta' tematiza Direitos Sexuais e Reprodutivos com mulheres da Penitenciária Feminina

O grupo Matizes realizou nesta sexta-feira(18) mais uma oficina do Projeto ‘Fala, Preta’  para propiciar vivências de autoestima e empoderamento de  mulheres  privadas de liberdade. A ação aconteceu na Penitenciária Feminina de Teresina.   O foco da atividade era problematizar Direitos Sexuais e Reprodutivos a partir de dinâmicas discursivas e práticas.  A facilitadora da oficina foi a Profª Me. Maria da Consolação Pitanga. A Rap de Salvador, Cintia Savoli, também proseou com as participantes sobre a força transformadora da música.

A facilitadora e  pesquisadora em Saúde Pública,  Consolação Pitanga,  destacou para as participantes a  importância de vivenciar a sexualidade livre de medos e culpas. Narrativas sobre preconceitos e vivencias de identidade de gênero foram relatadas pelas detentas. Em momento posterior, desenvolveram-se orientações sobre prevenção e sexo seguro.

Outro momento  significativo foi a participação de Cintia Savoli compartilhando sua trajetória artística  e destacando o valor  da arte musical como instrumento de conscientização política, construção de subjetividades e possibilidade de verbalização de anseios e desejos  para repensar as relações socioculturais.  

O projeto ‘Fala, Preta’ é  coordenado pela ativista Carmem Ribeiro e  executado pelo Matizes com financiamento da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) e SOS Corpo.

 

Por Herbert Medeiros

II Seminário Estadual de Direitos Humanos promove painel para discutir Ações Afirmativas

Em tempos cinzentos de ataque aos direitos sociais e individuais  conduzidos pelo fundamentalismo político e econômico vigente no país, é urgente pautar  ações para defesa e promoção de princípios constitucionais inegociáveis:   ‘Dignidade Humana’; construção de sociedade livre, justa e solidária; redução das desigualdades sociais e regionais; promoção do bem de todos, sem preconceito e discriminações de qualquer natureza.

Neste sentido, o II Seminário Estadual de Direitos Humanos e Diversidade promoverá dia 02/12, às 8:30,  painel “Ações Afirmativas em Direitos Humanos no Piauí”. O propósito é refletir sobre o compromisso Ético e a Responsabilidade Social de  instituições públicas e privadas em promover iniciativas de equidade  e valorização da pluralidade humana.  O evento acontecerá no Auditório do Tribunal de Justiça.

O Painel terá a participação da Profª Drª Barbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI), Profª MsC Maria da Consolação Pitanga (Centro Universitário UNINOVAFAPI) e a Profª MsC Ana Kelma Gallas (Faculdade Santo Agostinho).

O II Seminário de Direitos Humanos é uma realização da Escola Judiciária do Tribunal de Justiça do Piauí e do grupo Matizes. Efetuar  inscrição do evento clique em INSCRIÇÕES AQUI

 Para conhecer a programação do Seminário CLIQUE AQUI

INVESTIMENTO: 

  • Ração ou Material de Limpeza para APIPA (Associação de Proteção aos Animais)
  • Quem não quiser comprar ração/material, poderá contribuir com R$ 10,00 para a APIPA (no dia da abertura, quando será feita confirmação das inscrições)

 

Por Herbert Medeiros

 

II Seminário Estadual de Direitos Humanos e Diversidade - Programação

Com o tema Combate à discriminação e as opressões em tempos de retirada de direitos, o 2º SEMINÁRIO ESTADUAL DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADES visa suscitar um debate sobre os desafios de se promover os direitos humanos em um contexto marcado pelo avanço de ideias conservadoras e de retirada de direitos.

O evento acontece no período dos 16 dias de ativismo. É a principal ação que realizaremos para lembrar o  Dia Internacional dos Direitos Humanos.

As inscrições serão feitas a partir da próxima semana, no site www.esmepi.org.br.

O público-alvo são estudantes, militantes do movimento social e operadores do Direito, mas o Seminário é aberto à participação de qq pessoa interessada no debate sobre os temas da programação.

As(os) participantes que frequentarem 75% das atividades do Seminário receberão certificado de 20h, emitido pela Escola Superior da Magistratura do Piauí - ESMEPI.

A inscrição é simbólica: ração ou material de limpeza para a APIPA (quem não quiser/puder levar, deve contribuir com R$ 10,00 para a APIPA - pagamento no dia da abertura, quando será feito o credenciamento das pessoas inscritas).

O II Seminário Estadual Direitos Humanos e Diversidade terá como palestrantes/debatedores especialistas das áreas dos Direitos Humanos.

 

PROGRAMAÇÃO

01 de dezembro (quinta)

8h - Solenidade de Abertura

8h30min - Conferência de Abertura: Combate à discriminação e às opressões em tempos de retirada de direitos - Pedro Luiz Montenegro (Advogado/Consultor em Políticas Públicas de Segurança e Direitos Humanos)

10h30min– Palestra: Os direitos dos animais não-humanos – Elizabeth MacGregor (Diretora de Educação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal)

14h30min – Mesa-Redonda – Gênero e sexualidade: um debate necessário – Profª Drª Andrea Cronemberger Rufino (UESPI) e Fabíola Lemos (Socióloga e professora)

16h30min – Debate: Onde o Estado guarda seu racismo? - reflexões sobre racismo institucional – Prof. Dr. Francis Musa Boakari (UFPI) e Profª Drª Assunção de Maria Sousa e Silva (UESPI)

02 de dezembro (sexta)

8h30min – Painel: Ações afirmativas em Direitos Humanos no Piauí - Profª Drª Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI), Profª MsC. Maria da Consolação Pitanga (Centro Universitário UNINOVAFAPI) e Profª MsC. Ana Kelma Gallas (Faculdade Santo Agostinho)

10h30min – Palestra:“A atuação do Conselho Nacional de Justiça na promoção dos Direitos Humanos” - Arnaldo Hossepian Salles Lima Junior (Conselho Nacional de Justiça) - a confirmar

14h30min – Palestra: Entre os saberes médico e jurídico: uma análise de discursos judiciais sobre transexualidade – Gabriela Rondon Rossi Louzada (Doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília, pesquisadora da ANIS – Instituto de Bioética).

INVESTIMENTO

* RAÇÃO ou MATERIAL DE LIMPEZA PARA A APIPA

* Quem não quiser comprar ração/material, poderá contribuir com R$ 10,00 para a APIPA (no dia da abertura, quando será feita a confirmação das inscrições)

Para inscrições CLIQUE AQUI

 

Projeto 'Fala, Preta' promove Roda de Conversa sobre Imagem da Mulher Negra na Mídia

Telenovelas, programas de auditório, telejornais sensacionalistas minisséries, publicidades, jornalismo impresso e digital são lugares de construção e reprodução  discursiva reforçadora de estereótipos  sobre o universo sociocultural da  mulher negra. O processo de invisibilidade e discriminação racial reproduzidos  pelas mídias contrapõe-se ao que determina o   Código de Ética dos Jornalistas no tocante ao dever profissional de:

 *“defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias”

* “combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

E para refletir sobre essa  problemática o Matizes realizará dia 04/11, às 17h, no Auditório do Centro Pop, a oficina “A imagem da mulher negra na mídia”. A atividade será facilitada pelas ativistas sociais Carmen Kemoli e Lara Danuta.

Kemoli foi uma das idealizadoras do projeto  ‘Tela Preta’: iniciativa cultural utilizando a linguagem cinematográfica para pensar e debater aspectos sociais, históricos, políticos e culturais da população  negra. A ação constitui um espaço de empoderamento do povo negro. Lara Danuta integra a ‘Yabas’: organização política de mulheres negras para combater racismo, sexismo e eliminação das desigualdades sociorraciais.

A oficina é uma das ações do Projeto ‘Fala, Preta’, executado pelo  Matizes e financiado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) e SOS Corpo.

 

Por Herbert Medeiros

Federação de Proteção aos Animais promove ato de apoio à decisão do STF contra vaquejada

“Até pararmos de prejudicar todos os outros seres vivos, ainda seremos selvagens” – Thomas Jefferson

Em 2000 foi lançada a Carta da Terra, declaração global estabelecendo Princípios Éticos fundamentais para construir sociedade mundial justa, sustentável e pacifica. Dois preceitos ressaltam a necessidade de proteção à vida dos seres viventes: ‘Respeitar a terra e a vida em toda sua diversidade’; ‘Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração’.

Em sintonia com os princípios  elencados na carta, a Federação da Associação das Ongs de Proteção Animal do Piauí juntamente com artistas, organizações da sociedade civil e  ativistas defensores dos Direitos Animais realizarão manifesto de apoio à decisão do Supremo Tribunal Federal(STF) contra a vaquejada. O ato acontece na próxima quinta-feira(04/11) a partir das 8h na Praça João Luis Ferreira.

No início de outubro, Ministros do STF julgaram inconstitucional a Lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. A partir da posição da Suprema Corte,  a prática dessa atividade passa a constituir uma   violação legal, vinculada a tratamento cruel dos animais.

A Ministra Cármen Lúcia, presidente do STF,  assim ponderou sobre a ‘cultura’ da vaquejada:

“Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, que se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura também se muda e muitas foram levadas nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida e não só a do ser humano”. 

Por Herbert Medeiros

 

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