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Diversidade

17 frases que você não deve dizer para quem acabou de sair do armário

1. “Você tem certeza?”

2. “Mas vai ver é só uma fase”.

3. “Mas você não vai virar mulher, né?”

4. “Mas você já pegou uma mulher para saber se não gosta mesmo?”

5. “Ai, eu só não queria que você fosse pro inferno”.

6. “É porque você não encontrou uma menina legal pra namorar?”

7. “Você pode até ser gay mas não precisa ficar falando isso pra todo mundo”.

8. “Só não beija um cara na minha frente por favor”.

9. “Você só está falando isso para me irritar”.

10. Mas você não acha que precisa de uma terapia, algum médico antes de assumir esse peso?”

11. “Mas porque você escolheu ser gay?”

12. Foi alguma coisa que eu fiz?

13. “Onde foi que eu errei?”

 14. Eu sabia que não devia ter deixado você andar com essas pessoas.

15. “Você só está querendo chamar atenção.”

16. “Tá na moda né?”

17. “Você sabe que vai ser super difícil, né?

Fonte: Buzzfeed

Projeto 'Mulheres nos Terreiros da Esperança' promove roda de conversa na Comunidade São Joaquim

Em uma tarde ensolarada de sábado  descortina-se a vida palpitando pelas ruas, praças e becos  da comunidade  Boa Esperança, no Bairro São Joaquim. Pelas vias da região,  carros, motos, ciclista, pedestres seguem fazendo seus trajetos. Crianças, jovens, idosos, homens, mulheres também povoam o local construindo suas narrativas.

E tecendo os fios das vidas que ali pulsam, o projeto de Comunicação Popular  ‘Mulheres nos Terreiros da Esperança’ reuniu  morador@s da localidade para uma roda de conversa sobre mulheres, negritude, comunicação popular, cidade, poesia e arte.

Ao longo da reunião, as falas das participantes destacaram aspectos como: o resgate da relação entre mulheres e ancestralidades para valorizar as sabedorias das protagonistas idosas; o diálogo com vários segmentos comunitários;  a necessidade de se contrapor ao modelo tecnoburocrático de gestão do espaço público; o modo como a remoção representa um ato de violência social, afetando vida de famílias; questionamento sobre: a quem de fato o Direito  serve?.

 Durante a vigência do projeto, a Associação Centro de Defesa dos Direitos Sociais Ferreira de Sousa e o Coletivo FloresSer, entidades executoras das ações,  promoverão oficinas de vídeo, rádio, fotografia com o objetivo de ‘fortalecer e fazer circular a luta das mulheres pelo direito a seus lares, terreiros, vazantes e laços comunitários.’

Os impactos socioambientais do Programa Lagos dos Norte fez moradoras e moradores  da região Norte  construírem, ao longo de uma década,    resistências e estratégias para ter vez e voz sobre os destinos de suas vidas.  Neste sentido, as ações do projeto visam contribuir para o empoderamento das vozes femininas do local.

 ‘Mulheres nos Terreiros da Esperança’ recebe o apoio do CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços) e SOS Corpo – Instituto Feminista para Democracia.

 

Mulheres em Movimento e a arte do Cordel

Mulheres em movimento

Não aceitam exploração,

Reivindicam seus direitos,

Combatem toda opressão,

Entendem que a saída

É a mobilização.

 

Em busca de seu espaço

Ergueram sua bandeira

Pra votar e ser votada,

De ser, da família, herdeira.

Ir à escola, ao trabalho,

Na política ter carreira.

 

Para obter as conquistas

Travou-se muita batalha.

Por vezes verteu-se sangue,

Pelo corte da navalha,

Mas a sua força ativa

Derrubou muita muralha.

 

É rotina social

Vê-se mulher espancada.

Nos cômodos de sua casa

Há sempre uma estuprada.

E em seu próprio trabalho

Tem mulher assediada.

 

A luta de outrora segue

Por emprego e moradia,

Creche, saúde, salário

Respeito no dia-a-dia,

Legalizar o aborto

E acabar com a covardia.

 

Incluindo as mulheres

Em um plano libertário,

Além de ser tão urgente,

Certamente é necessário.

É o caminho mais seguro

Para um mundo igualitário.

 

Fonte: Tributo ao Cordel

 

Mulheres e empoderamento - roda de discussão na temporada do Salve Rainha

Em clima de festa do Corso de Teresina com purpurina, confetes e serpentinas, o Coletivo Salve Rainha  desafiou  o coro dos contentes e trouxe à baila na temporada de carnaval 2017 a Rainha Louca: proposta temática para oportunizar uma polifonia discursiva sobre a potência da mulher levantar sua voz e lutar por seus direitos. Uma oportunidade para  desconstruir  discursos machistas  estereotipados que deslegitimam o pensar, o falar e o agir dos sujeitos femininos. A roda de conversa ocorreu neste sábado(18/02) no Sanatório Meduna.

Nas primeiras interações  da conversa, participantes socializaram reflexões questionadoras  sobre  o exercício cotidiano de dominação masculina através de discursos sociais, históricos e culturais que estigmatizam a mulher como louca, histéricas e exageradas. Exercer o direito de ter vez e voz altiva para romper o véu de silêncio  frente às ações discursivas oriundas de uma cultura machista foi apontado como condição necessária para enfrentar situações que buscam minar a autoestima e empoderamento das mulheres.

Em outro momento, o debate problematizou as relações de parcerias e alianças entre movimentos de mulheres e homens pró-feministas. Ressaltou-se que o diálogo  entre sujeitos femininos, ativistas ou não, e universo masculino para superar opressões de gênero é um caminho importante. Porém, destacou-se que o protagonismo das ações e estratégias de lutas é organizado e construído pelas mulheres.  

A intersecção entre lutas feministas e ação sociopolítica e cultural dos sujeitos lgbts também atravessou as discussões. Refletir sobre as relações de apoio, solidariedade e construção  de  agendas em comuns do segmento trans (travestis e transexuais) e movimentos feministas enriqueceu a roda de conversa. Subjetividade e narrativas da construção da orientação/identidade homoafetiva integraram a troca de ideias.

Quintura lança temporadas de espetáculos no Sobrado

Nossa cena artística vai ferver de Quinta à Domingo no Sobrado (Rua Darcy Araújo, número 2049, no bairro São Cristóvão). É o projeto Quintura que inicia nesta quinta -09/02- trazendo gratuitamente espetáculos de teatro, dança, performance e mostras de cinema que estarão  movimentando nosso circuito de arte durante dez semanas com programação ininterrupta nos meses de fevereiro, março e abril.

A cada semana uma criação artística estará em temporada nas salas do Sobrado durante 04 dias. De quinta à sábado os espetáculos começam às 21 horas e no domingo às 20 horas, garantindo que todo mundo possa em algum dia da semana acompanhar a produção local e também curtir um pouco da noite teresinense no Alquimia Café Bar, que fica no mesmo espaço.

O objetivo deste projeto realizado com o apoio do Instituto Punaré, Fundação Monsenhor Chaves e Prefeitura Municipal de Teresina é mostrar a produção local e apostar na realização de temporadas. É uma política de formação continuada de público através de uma programação semanal permanente, como ressalta uma das idealizadoras e artista de dança, Janaína Lobo.

“O Sobrado já se estabeleceu bem como espaço de exposição. Com o Quintura a gente quer trazer outro lado. É um projeto todo pensado para as artes cênicas, fomentando a cena local e mostrando o que está sendo feito”, explica Janaína, enfatizando que a cena teresinense está repleta de criações que merecem cada vez mais espaços e canais de circulação que estão sendo oportunizados pelo Sobrado através do projeto Quintura.

A abertura do Quintura acontece com FRANGO, de Zé Reis na quinta-feira (09.02) e segue até o domingo (12.02). Logo após apresentação, drinks e discotecagens vão garantir a comemoração na noite de abertura do projeto.

FRANGO é uma performance que dança com questões estéticas heteronormativas. Zé Reis é um artista piauiense que acredita no corpo como um potencializador de urgências humanas. Trabalha como ator, performer, diretor e preparador de elenco para teatro e cinema. Sua formação em teatro e dança contemporânea se divide entre Teresina, Brasília, Buenos Aires e Belo Horizonte

.No final de semana seguinte, de 16.02 à 19.02, o público terá acesso à performance Eólico de Samuel Alvis e de Ireno Júnior. Um projeto de criação independente e de resistência, por um fazer dança em Teresina que relaciona a tentativa como sinônimo de não desistência.

Fechando fevereiro, o carnaval do Quintura no Sobrado traz uma proposta diferenciada: em vez de folia e marchinha, o escurinho do cinema para quem prefere uma programação mais alternativa: Carnavalia com filmes como São Paulo em Hi-Fi sobre a noite gay paulistana entre 1960 e 1980, de Luffe Steffen e Supermemória do internacional piauiense, Danilo Carvalho . Em seguida o projeto volta com os espetáculos nos finais de semana seguintes, e toda a programação detalhada pode ser acompanhadas nas redes sociais do Sobrado.

O Sobrado abriu em 2016 com a proposta de proporcionar à cidade um espaço de circulação e discussão de arte contemporânea. O local, que já está consolidado como espaço de exposição e comercialização de obras de arte, agora desponta como um ambiente de articulação das artes cênicas locais, disponibilizando salas para espetáculos, bem como lançando curtas temporadas e outras ações de fomento ao cenário artístico piauiense.

SERVIÇO (mês de fevereiro completo):

- Lançamento do Quintura: 09/02/2017 (quinta-feira) às 20 horas com discotecagem de Mirton de Paula após a performance de abertura

- FRANGO, de Zé Reis (performance de abertura do Quintura): 09 (quinta-feira) às 20 horas; 10 e 11 de fevereiro  (sexta e sábado) ás 21 horas e domingo (12.02) às 20 horas.

-EÓLICO, de Samuel Alvis e Ireno Jr: 16, 17, 18 e 19 de fevereiro (quinta, sexta e sábado) ás 21 horas e domingo (12.02) às 20 horas.

          -QUINTURA DE CINEMA - MOSTRA DE CINEMA CARNAVAL (23, 24, 25 e 26 de fevereiro -quinta à domingo -todos os dias as 20h) com os filmes:

-SÃO PAULO EM HI-FI, Documentário, 101min, SP/Brasil, 2016. Dir. Luffe Steffen

-BAILÃO, Documentário, 16min, São Paulo, 2009. Dir. Marcelo Caetano

-MUNDO INCRÍVEL REMIX, Ficção, 24min, Minas Gerais, 2014. Dir.

Gabriel Martins

-METRÓPOLE, Ficção, 16’50, PE, 2013. Dir. Sócrates Alexandre????????????

-SUPERMEMÓRIAS, Documentário, Super8, 20min, CE, 2010. Dir. Danilo

Carvalho

-BOSSA NOVA BEACH, Documentário, 11min, DF/Brasil, 1965

 

-TUDO CABE, Documentário, Super8, 2:56s, Parnaíba, 2012. Direção

Camila Battistetti

-XINGU CARIRI CARUARU CARIOCA, Documentário, 92min, RJ. DIr BETH

FORMAGGINI

Fonte: ASCOM

 

 

 

 

 

Coletivo Salve Rainha realiza exposição e roda de conversa sobre 'Patrimônio e Memória Urbana'.

“Posso sair daqui para me organizar/Posso sair daqui para me desorganizar/Que eu  me organizando posso desorganizar”. E foi com o espírito reorganizar, reler e reapropriar o espaço urbano teresinense  que o Coletivo Salve Rainha realizou neste domingo, 12/02, Roda de Discussão sobre ‘Patrimônio e Memória Urbana’. O evento integra a Temporada de Carnaval do Salve e acontece  no antigo Sanatório Meduna.

 Relações afetivas com os bens patrimoniais,  narrativas sobre a cidade, memórias e histórias  das paisagens citadinas permearam o compartilhamento de saberes e vivências entre os participantes.

Na Galeria da Rainha Lunática, uma profusão de linguagens artísticas irradiavam sensações e percepções para o público. O espaço contou com exposições de: Áureo Tupinambá, Jessica Gomes,  Jefferson Viveiros, Lu Rebordosa, Jacob Alves, Jader Damasceno, Luiz Lopes, Manoel Soares e Lúcia Gonçalves.

Por Herbert Medeiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Embriaga-te - Baudelaeire

É preciso te embriagares sem trégua.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude?

A teu gosto, mas embriaga-te.

 

E se alguma vez sobre os degraus de um palácio,

sobre a verde relva de uma vala,

na sombria solidão de teu quarto,

tu te encontrares com a embriaguez já minorada ou finda,

peça ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,

a tudo aquilo que gira, a tudo aquilo que voa,

a tudo aquilo que canta, a tudo aquilo que fala, a tudo aquilo que geme.

 

Pergunte que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro,

o relógio, te responderão.

É hora de se embriagar!!!

 

Para não ser como os escravos martirizados pelo tempo, embriaga-te.

Embriaga-te sem cessar.

De vinho, de poesia ou de virtude.

A teu gosto.

 

Baudelaire(1821-1867), poeta francês.

 

 

 

Faça Novo o teu ano

Por Frei Betto

Neste ano-novo, se faça novo, reduza a ansiedade, regue de ternura os sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

Não se mire nos outros; a inveja mina a autoestima, fomenta o ressentimento e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narcísico. Seja solidário: estenda aos outros as mãos e oxigene a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.

Cuide do que fala. Não professe difamações e injúrias. O ódio destrói a quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-se a expressar alguns elogios por dia. Sua saúde espiritual agradecerá.

Não desperdice a existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegue síntetizar. Não deixe que a sedução da mídia anule sua capacidade de discernir e o transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.

Cuide da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhe, pratique exercícios, sem descuidar de aceitar as suas rugas e não temer as marcas do tempo em seu corpo. Frequente também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se você não tem fé, mergulhe em sua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indague a si mesmo por que, às vezes, provoca nos outros antipatia, rejeição, desgosto. Revista-se de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilize material que não seja biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: a nossa mãe. Dela viemos e a ela voltaremos. Hoje, vivemos do beijo na boca que ela que nos dá continuamente: ao nutrir cada um de nós de oxigênio e alimentos.

Guarde um espaço em seu dia a dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor.

 

Projeto 'Fala, Preta' promove oficina sobre Mídias Sociais e Combate às Opressões

O grupo Matizes realizou oficina ‘O uso das redes sociais como ferramenta no combate às opressões” no Congá da Mãe Maria, Vila São Francisco. A atividade é uma parceria com o  Ijejá, grupo Afro Cultural que desenvolve trabalho na comunidade há mais de dez anos. A ação integra o projeto ‘Fala, Preta’*.

No primeiro momento da oficina, a ativista e coordenadora do Projeto, Carmem Ribeiro, exibiu o vídeo ‘sobre microagressões e reações’, da Youtuber Gabi Oliveira (DePretas). Através do audiovisual, Gabi  aborda com discurso  critico situações cotidianas  de discriminação sociorracial. 

Em seguida, o facilitador, Herbert Medeiros, contextualizou o conceito a importância da mobilização e organização da comunidade para pautar suas demandas socioculturais via mídias tradicionais (rádio, TV e jornal impresso)  e principalmente pelas Redes Sociais.

O ativista destacou duas lutas sociais  importantes da cidade de Teresina formatadas a partir de intensa articulação e mobilização pelas mídias digitais: o movimento contra aumento das passagens de ônibus em 2011 e o #OcupaPraça, luta em favor da manutenção da Praça das Ações Comunitárias/Parque Piauí.

O mediador mostrou como conjunto de intervenções d@s atrizes e atores sociais envolvidos nos embates  foram potencializados pelo uso criativo, inteligente e provocativo de mídias como facebook, grupos de Whatsapp, twiter  e vídeos.  Ressaltou que ativismo digital  ocupa revelância   para construir discursos contra-hegemônicos sobre os acontecimentos do mundo  e fortalecer identidades coletivas desafiadoras das desigualdades sociais.

 

*Projeto Fala, Preta

O projeto ‘Fala, Preta’ é realizado pelo Matizes e financiado pela Coordenação Ecumênica de Serviços e SOS Corpo. Projeto visa desenvolver ações para apropriação da fala pública de   mulheres negras, otimizando participação políticas das atrizes envolvidas. Também busca fortalecer a auto-estima de participantes e seu empoderamento como sujeito político. 

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