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Estudantes da Uespi de Corrente fazem pesquisas para a agricultura

Os alunos dos 5° e 6° períodos do curso de Engenharia Agrônoma, campus de Corrente, realizaram pesquisas na área de tecnologia de sementes. São 8 trabalhos com formas de execução diferentes. As pesquisas objetivam ajudar o produtor no  manejo das sementes de uma forma adequada para que elas consigam  dar um bom retorno e uma produtividade para o agricultor.

Os trabalhos seguem a linha de orientação ao produtor de pequeno, médio e grande agricultura. Os estudantes realizam pesquisas direcionadas à biotecnologia na área de sementes que poderão ajudar no desenvolvimento de técnicas alternativas. O Marcos Ribeiro, estudante do 5° período, fez a pesquisa sobre os métodos para obtenção de extrato foliar de neem no tratamento de sementes de feijão-de-corda.

“Os extratos vegetais vêm sendo usados no controle fitossanitário de vegetais. Com o uso dessa substância os produtores têm a opção de substituir agrotóxicos por essa solução, ajudando o meio ambiente e diminuindo, assim,  a contaminação do solo e envolvendo o uso de produtos mais sustentáveis na agricultura”, destacou o estudante de Agronomia.

A estudante do 6° período, Ruth Soares, desenvolveu uma pesquisa sobre os métodos de superação de dormência em sementes de ata (Annona squamosa L.) e a Biometria X qualidade fisiológica em sementes de ata.  Ela afirma que se a pesquisa for posta em prática pelos produtores no momento certo, estarão garantindo um número significativo de sementes de maior vigor, consequentemente, o produtor obterá uma planta com fruto de melhor qualidade agregando assim valor ao produto.

“A ata é uma planta que tem um grande potencial econômico, porém, apresenta problemas de dormência em suas sementes por possuírem substâncias inibidoras da germinação. Conseguindo desenvolver uma técnica que promova uma germinação uniforme e garanta um estande de plantas vigorosas, garantiremos uma boa produção de frutas”, falou a graduanda.

De acordo com a professora Leomara Vieira, pós-doutora em Ciência e Tecnologia de Sementes e responsável pela orientação das pesquisas, a realização das atividades surgiu de uma necessidade em aprimorar o trabalho do agricultor, que é área de muita importância e desenvolvimento no Piauí.

“Foram várias pesquisas com um objetivo comum: ajudar o produtor. Estamos desenvolvendo técnicas no manuseio de sementes com materiais alternativos para o combate de microrganismos que impedem a germinação da semente, para, dessa forma, o âmbito da agricultura crescer ainda mais e de forma alternativa”, finaliza a professora.

III Congreso Paraguay de Semillas

Os alunos tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos no III Congreso Paraguay de Semillas, nos dias 25 e 26 de julho, na Ciudad del Este, Paraguai. O Congresso reuniu profissionais e estudantes do Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, que discutiram políticas de sementes, biotecnologia, proteção de cultivares e de propriedade intelectual, além da produção de sementes no Paraguai.

De acordo com a professora Leomara Vieira, a experiência ampliou o olhar no sentido de trabalhar as políticas públicas necessárias para a valorização das sementes na agricultura. “Para mim foram dois dias de bastante aprendizado. Foi discutido sobre o crescente aumento de sementes não certificadas em todos esses países, sendo necessário realizar políticas públicas para ajustar as regulamentações atuais com a realidade de todos setores da cadeia produtiva de sementes de cada pais, visando ganho para cada elo da cadeia e que valorize as sementes na agricultura”, pontua.

O Marcos Vinícius, estudante do curso de Agronomia, também apresentou seu trabalho no Congresso. O graduando afirma que as discussões das várias pesquisas somaram na sua formação acadêmica e profissional. “Participar e apresentar trabalhos em outro país foi motivo de muita satisfação para nós. Contribuiu para o nosso conhecimento, sendo uma experiência rica e satisfatória na área de sementes. Um evento muito organizado com uma ótima recepção deixando a mensagem que ‘uma semente com alto vigor e germinação é uma garantia de boa produção”, relata o estudante.

Ruth Soares destaca que foram dois dias de muito aprendizado. “Vimos técnicas e inovações que podem ser utilizados em trabalhos desenvolvidos na Uespi e que no futuro poderão nos servir para o nosso mercado de trabalho”, conclui a aluna.

Ascom