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Planta comum no Piauí tem proteína que combate o Câncer

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) revelou um potencial de uma proteína chamada EcTI.

A EcTI é uma proteína que atua na inibição da Tripsina e é extraída das sementes do Tamboril, uma árvore muito comum nos ambientes de floresta semidecidual como os que ocorrem aqui no Piauí, no Maranhão e no Pará. A planta está presente em muitas áreas de preservação de Teresina, como parques e praças.

Conhecida cientificamente como Enterolobium contortisiliquum, o Tamboril pertence à família das Fabaceae, sendo considerada uma árvore de grande porte.

Apresenta como fruto um síliqua que lembra uma orelha, por isso também é chamada, popularmente, de orelha-de-macaco.

A Dra. Maria Luiza Vilela Oliva, líder da pesquisa, apresentou no início deste mês na Bélgica os resultados promissores da EcTI especialmente contra o Câncer de Mama Triplo Negativo e também contra tumores cancerosos no Estômago e na pele (Melanoma). Este tipo de câncer de mama é um dos mais violentos, especialmente no que se refere à possibilidade de determinar a ocorrência de metástases. Tem como características apresentar-se negativo aos três principais tipos de biomarcadores usados no diagnóstico do câncer de mama (receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2). A proteína descoberta (EcTI) tem a propriedade de impedir exatamente a metástase.

Além da atividade antitumoral descoberta, a proteína atua ainda como anti-inflamatória, antimicrobiana e antitrombótica, tendo seu uso sido patenteado contra trombose arterial e venosa. A natureza tem seus encantos. Precisamos apenas saber descobri-los e tirar proveito para nossas vidas.

 

Prêmio Nobel de Física - 2018: uma cientista entre os ganhadores

O mundo da ciência tem se mostrado um tanto quanto machista. Desde que foi criado, em 1901, o Prêmio Nobel de Física só tinha reconhecido duas mulheres: Marie Curie (1903) e Maria Goeppert-Mayer (1963). Este ano a física canadense Donna Strickland dividiu o prêmio com mais dois cientistas: Arthus Ashkin (EUA) e Gérard Mourou (França).

Strickland e Mourou inventaram a técnica chamada de Dispersão Temporal de Impulsos, que trabalha com o laser curtos e de alta intensidade. Ashkin também trabalha com laser, mas seu trabalho foi a criação de pinças ópticas, de grande importância para o estudo de microrganismos. O comitê da Real Academia de Ciências de Estocolmo considerou de grande relevância estes dois estudos voltados para o desenvolvimento de “ferramentas de luz” com várias aplicações em diferentes áreas do conhecimento.

Além da honraria, os pesquisadores dividem um cheque de 871 mil euros.

Pesquisadores piauienses descobrem indicador importante para o tratamento do Calazar

Calazar é um dos nomes comuns da Leishmaniose Visceral. É uma prozoose causada pelo agente Leishmania, transmitido pela picada das fêmeas de mosquitos hematófagos (que se alimentam de sangue), especialmente do gênero Lutzomya.

A Leishmaniose Visceral é grave e provoca no paciente os seguintes sintomas: calafrios e febre alta, que vai e volta, de longa duração; aumento do abdômen, devido ao aumento do baço e do fígado; fraqueza e cansaço excessivo; perda de peso; palidez, devido a anemia causada pela doença; sangramentos mais fáceis, pela gengiva, nariz ou fezes, por exemplo; infecções frequentes, por vírus e bactérias, devido à queda da imunidade e diarreia. Existe tratamento para doença, mas em muitos casos, o uso de determinadas opções medicamentosas mostra-se ineficiente, provocando frequentes recaídas.

O uso da Mitelfosina, a única droga de administração oral, por exemplo, apresentou uma diferença de eficácia muito grande nos tratamentos realizados no Brasil, em relação à mesma opção, realizada na Índia. Aqui no Brasil, cerca de 40% dos pacientes tratados com esta droga apresentaram recaída mais ou menos seis meses após o uso da medicação. Na Índia, a mesma droga mostrou-se muito mais eficiente, com baixo índice de recaídas.

Pesquisadores das Universidade de York (EUA), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Universidade Estadual de Montes Claros (MG) descobriram que a baixa eficácia da droga estaria associada à resposta do agente Leishmania infantum, um dos causadores da Leishmaniose visceral, que não apresenta um conjunto de genes, quando comparado aos agentes causadores na Índia. Este rastreamento possibilitou entender as respostas ao medicamento.

 

O que muda com a descoberta?

Ao descobrir que alguns parasitas apresentam resistência a este medicamento, será possível desenvolver testes preliminares que indicarão quais seriam os caminhos medicamentosos a serem seguidos, precisando o tratamento e evitando perda de tempo em tratamentos que não sejam eficazes.

A descoberta abre uma nova perspectiva para o tratamento desta que é mais uma das chamadas doenças negligenciadas.

No Piauí, as pesquisas com Leishmania são lideradas pelo Prof. Dr. Carlos Henrique Nery Costa.

 

Ciência brasileira evidenciada negativamente

A revista Science da semana passada destacou a Ciência brasileira duas vezes. Pena que, em ambas as vezes, de forma negativa.

O editorial da revista escrito pela pesquisadora brasileira Beatriz Barbuy, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, além de ter destacado o incêndio que atingiu e destruiu o Museu Nacional, considerado o principal da América Latina, enfocou também a suspensão do Brasil do European Southern Observatory (ESO) por falta de pagamento da cota brasileira no consórcio internacional que alçou o Brasil à condição de membro efetivo. Com esta suspensão, os pesquisadores brasileiros que trabalham no Observatório localizado no Chile ficam impedidos de continuar com suas pesquisas.

A dívida do Brasil é de 270 milhões de euros, que foi dividida em 10 parcelas anuais. Mesmo a despesa tendo sido autorizada pelo Congresso, o Brasil não honrou o pagamento, gerando a suspensão. A pesquisadora chama a atenção para as eleições que se avizinham, preocupada com os destinos da ciência brasileira, visto que os programas dos presidenciáveis não contemplam incremento de recursos voltados para o segmento.

O outro destaque foi o artigo publicado por 21 pesquisadores vinculados ao Museu Nacional dando conta do incêndio e das dimensões do prejuízo causado, principalmente pela falta de apoio e de recursos para sua proteção e manutenção.

É lamentável o momento pelo qual a Ciência Brasileira vem atravessando...

 

Projeto Memória do Jornalismo Piauiense

A pesquisa em acervos documentais é algo de grande complexidade, especialmente no Brasil. Em geral, os acervos em papel tendem a se desgastar com o tempo, mesmo que exista um cuidado especial com estes materiais. Por mais que as instituições estabeleçam normas de curadoria e acesso ao acervo, pela natureza dos próprios materiais, o risco do manuseio põe em xeque a possibilidade de uso, limitando as pesquisas com documentos e fontes antigas.

As dificuldades de conservação no material poderiam ser menores se recursos fossem dispensados para aquisição de equipamentos modernos que permitissem o registro destes materiais em meio digital. Existem no mercado potentes scanners e máquinas fotocopiadoras de última geração que podem transformar documentos de papel em arquivos em formato digital, permitindo um acesso pleno e às vezes até à distância, quando estes bancos de informação ficam disponíveis na rede mundial de computadores. Esta estratégia é utilizada nas grandes instituições de pesquisas em países desenvolvidos, protegendo verdadeiros tesouros bibliográficos como os muitos que se perderam no grande incêndio que praticamente liquidou o Museu Nacional há alguns dias atrás.

A pesquisadora piauiense, Dra. Ana Regina Rego, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação (NUJOC) ligado ao Departamento de Comunicação e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) coordena o Projeto Memória do Jornalismo Piauiense, cujo objetivo principal é subsidiar o acesso aos periódicos depositados no Arquivo Público de Teresina (Casa Anísio Brito), permitindo a preservação da memória e para contribuir com as pesquisas científicas na área de Comunicação, facilitando o acesso às fontes hemerográficas.

O projeto é resultado de uma parceria entre o NUJOC, a Casa Anísio Brito, o Programa de Educação Tutorial (PET) de História da UFPI, Núcleo de Pesquisa Documentação e Memória (NUPEM) da UFPI, e, o Núcleo de Pesquisa em História e Educação (NUPEHED) da UFPI, com financiamento da Universidade Federal do Piauí (UFPI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), envolvendo atualmente 16 pesquisadores.

O Ciência Viva parabeniza a iniciativa da Dra. Ana Regina ao tempo em que convida o leitor para conhecer o acervo no endereço eletrônico http://memoriadojornalismopi.com.br/.

Até o próximo post...

Fósseis encontrados no Maranhão evidenciam Deriva Continental

O alemão Alfred Wegener tem como um dos méritos da sua pesquisa a Teoria da Deriva Continental. A ideia de que no passado remoto os continentes eram todos conectados em um só continente chamado de Pangeia. Num dado momento a Pangeia se separou formando dois supercontinentes: Laurasia e Gondwana.

As ideias de Wegener tomaram corpo pela sua curiosidade, especialmente em perceber que o formato dos continentes era encaixável, como se se tratasse de um quebra-cabeças gigante. A teoria ganhou muitos adeptos e hoje é uma unanimidade entre os cientistas (só não é de fato unânime porque tem maluco que pensa que a Terra é plana, imagina achar que os continentes se movimentam!).

O professor Rafael Lindoso, do Instituto Federal do Maranhão, descobriu recentemente rochas calcárias com fósseis de pinheiros com idade calculada no Cretáceo Inferior, na cidade de Brejo (MA). A descoberta reforça a existente de um supercontinente e está amparada especialmente na idade dos achados, cerca de 145 milhões de anos.

A pesquisa foi feita envolvendo professores do IFMA e das Universidades do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi publicada mês passado no Brazilian Journal of Geology.

A descoberta reforça a riqueza paleontológica das formações geológicas do Vale do Rio Parnaíba.

Reintrodução da ararinha-azul na natureza deve começar em 2019

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), extinta na natureza desde 2000, deve voltar a voar nos céus brasileiros em breve. A ave, natural da Caatinga nordestina, ainda é criada em cativeiro. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ainda existem cerca de 150 ararinhas mantidas por criadores no Brasil e no exterior.

O processo de reintrodução deve começar em março do ano que vem, quando deverão chegar ao Brasil 50 ararinhas que serão trazidas da Alemanha, por meio de uma parceria do governo federal com criadores europeus.

Para receber as ararinhas-azuis, a União criou em junho deste ano um refúgio de vida silvestre de cerca de 30 mil hectares em Curaçá (BA), que será envolvido por uma área de proteção ambiental de mais cerca de 90 mil hectares.

O processo de reintrodução da ave envolve a readaptação dos indivíduos à natureza, o que leva algum tempo. De acordo com Pedro Develey, diretor executivo da Save Brasil, que colaborou com o projeto de criação da unidade de conservação de Curaçá, as aves deverão ser soltas entre 2020 e 2023.

“Tem todo um processo de treinamento, porque você tem que ensinar esses bichos. O ideal é que se soltem esses indivíduos jovens, que têm mais capacidade de aprendizado. Então tem que esperar já nascer uma outra geração. Sendo otimista, em 2020, já poderiam acontecer as primeiras solturas”, estima Develey.

De acordo com o pesquisador, a ararinha-azul desapareceu da natureza principalmente por causa da coleta para a venda como animal doméstico.

Aves extintas

Na semana passada, a organização internacional BirdLife anunciou a extinção de oito espécies de aves em todo o mundo, das quais cinco eram do Brasil, entre elas a ararinha-azul. Segundo Develey, a ararinha ainda pode ser recolocada na natureza, mas as outras quatro aves estão provavelmente perdidas para sempre, já que não foram encontrados mais indivíduos na natureza e não são criadas em cativeiro.

Duas delas, nativas da Mata Atlântica nordestina, foram consideradas extintas por causa da destruição de seu habitat: gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi).

O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), uma espécie de coruja, foi classificada como possivelmente extinta, também devido à devastação da Mata Atlântica nordestina. “A Mata Atlântica do Nordeste é a mata atlântica mais deteriorada, a que mais sofreu perdas. Essa extinção nada mais é do que o resultado de anos de desmatamento”, disse Develey.

Outra espécie também possivelmente extinta, a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus), que vivia no Sul do país, chegou a essa situação pelo mesmo motivo que sua parente ararinha-azul: o tráfico ilegal de animais silvestres.

Há ainda espécies que correm grande risco de serem extintas nos próximos anos, como a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), que acreditava-se estar extinta há sete décadas até ser redescoberta em 2015 (hoje existem 12 indivíduos vivendo numa reserva florestal) e o entufado-baiano (Merulaxis stresemanni), que também resiste com poucos indivíduos em uma reserva privada em Minas Gerais. “Recentemente, infelizmente, teve um incêndio nessa reserva e provavelmente alguns desses poucos indivíduos foram perdidos”, afirma Develey.

Já o tietê-de-coroa (Caliptura cristata), que vive na região serrana do Rio de Janeiro, já não é avistado há mais de 20 anos. “Tem sido feitas várias buscas [por mais indivíduos] e ninguém tem achado. Provavelmente esse bicho está lá e ninguém está vendo. Mas, se for achado, deve ter poucos indivíduos”, disse.

(Com informações do Jornal da Ciência / SBPC)

 

 

 

Brasil paga um dos menores salários para o professor

O Brasil é o que paga pior seus professores do ensino fundamental ao médio entre 40 países ou sub-regiões, membros ou parceiros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o estudo “Education at a glance”, divulgado recentemente, quando considerado o salário inicial anual de cada etapa, os professores brasileiros ficam em último em quase todas, exceto na educação infantil.

A pesquisa, publicada anualmente pela OCDE, analisou o cenário educacional em 46 países ou regiões, mas, no caso dos salários de professor, apenas 40 disponibilizaram dados. O relatório leva em consideração os valores pagos por instituições públicas. De acordo com o relatório, o Brasil paga salário mínimo de US$ 13.971 por ano para seus professores. O país tem um piso salarial para toda a educação básica, e, diferente de outras nações, não há variação de uma etapa para outra.

(Com informações do Jornal da Ciência)

Veganos e vegetarianos: as plantas também sentem e se comunicam!

A filosofia Vegana parte do princípio que o homem não pode e nem deve explorar os animais. Assim comer, vestir-se ou calçar-se, para os veganos, é uma atividade que deve isentar totalmente os animais, em função do sofrimento pelo qual estes passam ao serem explorados com estas finalidades. Os vegetarianos limitam o uso de produtos animais apenas na alimentação, adotando a ética de não comer produtos de origem animal, mas também por questões de saúde.

Se o principal motivo para adotar o Veganismo ou o Vegetarianismo é o sofrimento animal, os adeptos destes dois hábitos podem começar a repensar seus conceitos. Pesquisa publicada no último dia 13 de setembro na revista Science revela o "pânico" das plantas quando atacadas, fazendo com que emitam sinais para outras partes da própria planta.

As plantas podem não ter cérebros, mas elas têm um sistema nervoso. Biólogos descobriram que quando uma folha é comida, ela avisa outras folhas usando alguns dos mesmos sinais que os animais.

As células nervosas dos animais conversam entre si com o auxílio de um aminoácido chamado glutamato, que, depois de liberado por uma célula nervosa excitada, ajuda a acender uma onda de íons de cálcio nas células adjacentes. A onda percorre a próxima célula nervosa, que envia um sinal para a próxima linha, permitindo a comunicação a longa distância.

Cientistas estavam investigando outra coisa quando eles tropeçaram nesta descoberta: como as plantas reagem à gravidade. Eles desenvolveram um sensor molecular que poderia detectar aumentos de cálcio, que eles achavam que poderiam desempenhar um papel. Eles criaram o sensor, que brilha com o aumento dos níveis de cálcio, em uma planta de mostarda, gênero Arabidopsis. Eles então cortaram uma das folhas para ver se conseguiam detectar alguma atividade de cálcio. Quando uma folha é comida, ela avisa outras folhas usando alguns dos mesmos sinais que os animais.

Eles imediatamente viram um brilho que ficou mais claro, depois mais escuro, bem ao lado da ferida; então o brilho apareceu e desapareceu mais longe até que a onda de cálcio atingiu as outras folhas (acima). Mais estudos apontaram o glutamato como o gatilho da onda de cálcio.

Embora os botânicos já saibam que as mudanças em uma parte de uma planta são percebidas pelas outras, elas não tinham ideia de como essa informação era transmitida. Agora que viram a onda de cálcio e o papel do glutamato, os pesquisadores podem monitorar melhor. Assista o vídeo (áudio em inglês) e veja como ocorre o processo

Os veganos e vegetarianos terão que repensar seus hábitos, pois as plantas também sofrem com ataques de predadores, dentre eles o homem.

Até a próxima...

 

Tragédia na Ciência Brasileira

Estes últimos dias, após o incêndio que destruiu boa parte de elementos importantes da história brasileira – Museu Nacional, no Rio de Janeiro, tenho recebido muitos lamentos vindos de diversas partes chorando o “leite derramado” do descuido que ora Planalto procura culpar a UFRJ, ora a UFRJ devolve o insulto. Como uma brasa ainda acessa, óbvio que ninguém queira assumir a culpa pelo descuido com o precioso acervo que desapareceu por culpa real do fogo.

No grupo da Rede Brasileira de Herbários, do qual faço parte, a preocupação é geral com as coleções botânicas que às vezes repousam em situação de abandono por falta de apoio das instituições que a abrigam. Mas entre os muito e-mails e mensagens recebidas via redes sociais uma me chamou muito a atenção.

Um professor amigo meu fez referência aos acervos históricos do Museu do Piauí e da Casa Anísio Brito, nosso Arquivo Público. O Professor José Luis Lopes Araújo, importante pesquisador da área de Geografia da Universidade Federal do Piauí alertou para o risco que estes importantes guarda-acervos do Estado do Piauí podem estar correndo. Recentemente o Museu do Piauí passou por uma ampla reforma e, se tudo tiver sido feito conforme mandam as regras de segurança, deve ter recebido atenção especial. Mas o professor chamava a atenção, principalmente pela vizinhança destes importantes patrimônios, situados entre casas comerciais onde nem sempre a segurança, especialmente contra incêndios é tomada a termo.

O Arquivo Público tem um acervo documental importantíssimo, com muitos documentos da época do Brasil Colônia e dos tempos do Império. Um importante acervo ainda pouco estudado e que, em um descuido, pode virar cinzas. Quando estive à frente da Superintendência de Ciência e Tecnologia tentei incluir o Arquivo para o recebimento de equipamentos de digitalização, o que infelizmente não pude conseguir.

Agora é torcer para que as autoridades brasileiras por todo o país se alertem para proteger os acervos importantes de todas as coleções. Ainda temos muito a preservar.

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