Cidadeverde.com

Barco da Defesa Civil fará travessia de alunos para ir até a escola

Os alunos que precisavam atravessar o rio Longá em uma boia para ir até a escola, no município de Campo Maior, foram beneficiados com um barco. O caso chamou a atenção depois que o professor Jefferson David gravou um vídeo e divulgou nas redes sociais. 

A Prefeitura de Campo Maior informou que um barco foi disponibilizado, nesta segunda-feira (05), para fazer o translado dos alunos. Pelo menos 22 crianças serão atendidas. Elas são moradoras da comunidade Passagem da Negra, zona rural do município.

“O barco encontra-se às margens do rio e está à disposição da população. Essa embarcação tem a capacidade para transportar até cinco alunos por vez, em segurança com o uso de coletes salva-vidas”, informou a Prefeitura.  O transporte será realizado por técnicos da Defesa Civil. 

A Prefeitura também esclareceu que hoje não foi realizada a travessia dos alunos porque diminuiu consideravelmente o nível da água do rio no trecho. Por isso, muitos passaram caminhando.  

A determinação do prefeito Professor Ribinha é de que a equipe da Defesa Civil faça plantão no local, em dois horários (início da manhã e meio-dia, quando os alunos vão e retornam da escola), até o fim do período chuvoso. 

Paralelo a isso, a Prefeitura de Campo Maior em parceria com o Governo do Estado está elaborando um projeto para a construção da Passagem Molhada. A obra deve começar após o período das chuvas.

 


Barco que será utlizado na atravessia das crianças (Foto: Prefeitura de Campo Maior)

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Alunos atravessam rio em boia para ir até a escola no interior do Piauí

Atualizada às 18h

Para não deixar de estudar e faltar à escola, algumas crianças precisam atravessar o Rio Longá usando uma boia no município de Campo Maior. O registro foi feito pelo professor Jefferson David. Nas imagens, é possível ver as crianças e uma senhora atravessando o rio e do outro lado um ônibus aguardando para levar até a escola.

De acordo com o professor, as crianças residem na comunidade Passagem Negra e estudam na zona urbana de Campo Maior.  Ele chegou a fazer um desabafo nas redes sociais sobre o fato. A postagem publicada nesta segunda (27) já teve mais de 200 compartilhamentos.

“Todo inverno é assim. Todo ano fazemos a cobrança para resolver esse problema, mas até agora nada. Tem que estudar, mas as condições são precárias”, disse o professor.  As crianças estão sem o fardamento para não molhar com a água.  A solicitação de uma ponte que ligue a comunidade a zona rural é antiga, mas até o momento não foi atendida pela gestão pública.

Recentemente, também em Campo Maior, um registrou o momento em que moradores improvisaram uma maca para transportar idoso sobre riacho até ambulância devido a obra inacabada de uma ponte. 

Em nota, a Prefeitura de Campo Maior informou que já solicitou a ajuda do Governo do Estado do Piauí para a construção de uma ponte sobre o rio Longá, na referida localidade Passagem da Negra, já que o município não possui os recursos necessários para a execução de uma obra de tamanha magnitude, que ultrapassa o valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). 

Vimos a público prestar esclarecimentos mediante a divulgação de imagens nas redes sociais da travessia de crianças no rio Longá em uma boia, no lugar “Passagem da Negra”, na zona rural do município de Campo Maior - PI.

A Prefeitura Municipal de Campo Maior já solicitou a ajuda do Governo do Estado do Piauí para a construção de uma ponte sobre o rio Longá, na referida localidade Passagem da Negra, já que o município não possui os recursos necessários para a execução de uma obra de tamanha magnitude, que ultrapassa o valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Ressaltamos que anteriormente o município tentou viabilizar a construção de uma ponte no local citado, garantindo parte dos recursos em emendas estaduais, mas os recursos captados foram insuficientes e o projeto não tramitou.  

Destacamos ainda que chuvas acima da média tem atingido o munícipio de Campo Maior este ano, o que dificulta ainda mais a situação das pessoas da comunidade citada. Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, o prefeito de Campo Maior, José de Ribamar Carvalho, acionou imediatamente a Defesa Civil do município e a Secretária Municipal de Educação para que medidas emergenciais sejam tomadas para garantir o transporte das crianças em total segurança. 

A Prefeitura de Campo Maior está sempre ao dispor da população para prestar qualquer esclarecimento necessário a respeito das ações que estão sendo tomadas para solucionar essa situação.

 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com
 

Prefeitura de Campo Maior realiza obras de drenagem pela cidade

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A Prefeitura de Campo Maior está realizando obras de drenagem por toda a cidade. Pelo menos duas grandes obras estão em execução nesse mês de fevereiro, por meio do SAAE. A obra de drenagem para escoamento de água das chuvas mais recente é a intervenção que está sendo feita no cruzamento da Rua Bahia com a Travessa Popular, no Bairro de Fátima, na altura do acesso à BR-343.

O trabalho está sendo realizado para acabar com o ponto de inundação com as chuvas e precisa de uma urgente intervenção, já que o acumulo de água é grande e causa grandes transtornos à população.

O prefeito Professor Ribinha, ao ser comunicado do problema essa semana, determinou ao SAAE que fizesse a obra, que o gestor considera importante para normalizar o fluxo de populares e veículos que se deslocam do Bairro de Fátima para o Centro da cidade.

No início do mês moradores da Rua Santo Onofre, no Bairro Santa Rita, ficaram aliviados com os trabalhos que trazem a solução do problema que prejudicava a comunidade há 15 anos e que agora está sendo resolvido pela Prefeitura, através do SAAE.

A drenagem da grande quantidade de lama está sendo possível com a construção de uma galeria de coleta e calçamento naquela rua. O prefeito Ribinha e o diretor do SAAE, João Lima, visitaram o local da obra que acaba com a obstrução do trecho que há 4 anos estava interditado.

“Essas pessoas tinham dificuldade de entrar e sair das suas casas, ou seja, não podiam ter o direito de ir e vir, mas essa realidade está mudando”, comenta o prefeito, que informou que a obra está em fase de conclusão.

O prefeito lembra que grandes intervenções como essas já foram feitas nos Bairros de Lourdes e Cariri, onde problemas antigos de acúmulo de lama atrapalhavam a vida da população. “No Bairro de Lourdes, por exemplo, tiramos o incomodo de décadas”, destaca o prefeito.

Fonte: Ascom

Chuvas mudam paisagens e proporcionam lazer aos campomaiorenses

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As chuvas que caíram em Campo Maior nos útimos 20 dias, transformaram a paisagem e agora estão proporcionando outras opções de lazer as famílias campomaiorenses. Já é certo que no domingo, muitos populares buscam os rios, barragens, lagos e cachoeiras para desfrutarem das belezas e se refrescarem nas águas dos vários pontos turísticos do município.

De longe os mais frequentados são os lagos e rios e barragens da região dos Corredores. A Barragem do Emparedado lidera como um dos lugares preferidos pelos banhistas, isso por causa da facilidade no acesso e pela beleza natural que é admirada por todos que frequentam o lugar.

Também igualmente bonita e que chama atenção dos aventureiros é a cachoeira da Pedra Negra, na divisa de Campo Maior e Sigefredo Pacheco. O lugar é muito bonito pelo complexo das quedas de água, mas por ser um lugar de propriedade particular, a sua visitação é limitada. 

Fonte: portal de campo maior

Justiça nega liberdade a traficantes de Sigefredo Pacheco presos em Campo Maior

A 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí negou habeas corpus, com pedido de liminar, a Renato Sousa e José Carlos de Oliveira, presos em Campo Maior na madrugada do dia 18 de fevereiro de 2017, com 22 kg de crack.

No parecer, o relator, Des. Pedro de Alcântara da Silva Macedo, afirma que a concessão de liminar em habeas corpus, embora possível, revela-se medida de todo excepcional, somente admitida nas hipóteses em que se mostre de forma induvidosa e sem necessidade de avaliação aprofundada de fatos, indícios e provas; ilegalidade do ato praticado pela autoridade coatora; ou a ausência de justa causa para a ação penal, o que não se vislumbra no caso.

Diz ainda que a prisão dos condenados mostra-se necessária para a garantia da ordem pública em razão da gravidade concreta do crime praticado, aliado ao fato de que os criminosos permaneceram presos durante toda a instrução do processo.

Renato Sousa e José Carlos de Oliveira  estão presos, condenados a 9 anos e 8 meses de reclusão, em regime fechado, por tráfico de drogas e associação para o tráfico e já tiveram outros dois pedidos de revogação de prisão negados.

O CRIME

Renato Sousa e José Carlos de Oliveira foram presos na entrada de Campo Maior, quando voltavam do estado do Maranhão, com 22 kg de crack. Inicialmente, a polícia encontrou 8kg da droga escondida em compartimentos secretos do veículo modelo Chevrolet Agile, Placa NNE-5011. Já na delegacia, em vistoria no veiculo, a polícia encontrou mais 14 kg escondidos dentro do tanque de gasolina.

Os dois foram presos na BR-343, no Bairro São Luís, quando a polícia fazia investigação de outro possível crime na região – possível prática de prostituição infantil e venda de drogas para caminhoneiros – quando o carro passou pela rodovia em alta velocidade. Houve perseguição e os dois homens, naturais de Sigefredo Pacheco-PI, foram presos com a droga e dinheiro.

Fonte: campomaioremfoco

Vídeo: moradores improvisam maca para transportar idoso sobre riacho até ambulância

Os moradores de Campo Maior precisaram improvisar uma maca para transportar um idoso de 76 anos, que estava passando mal em casa, por um riacho até a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).  A vítima foi identificada como Antônio Leanor, e é morador da comunidade Porão, que fica próximo ao povoado São Pedro, na zona rural de Campo Maior.

O vídeo gravado por moradores mostra o idoso sendo levado até a ambulância, que ficou aguardando nas margens do riacho Pintadas já que a ponte, que liga a zona urbana do município ao povoado, está em fase de construção. 

O professor Jefferson David disse ao Cidadeverde.com que a ponte é uma cobrança antiga dos moradores. 

“A comunidade de São Pedro é banhada pelo riacho das Pintadas e pelo Rio Longá. Esse idoso passou mal, ligaram para o Samu, mas o carro não tinha como chegar até a casa dele.  As pessoas improvisaram uma maca de madeira e levaram ele até a ambulância. A população começou a cobrar por essa ponte em março do ano passado, teve uma manifestação que chegaram até a queimar a antiga, que era de madeira e não suportava um carro. O prefeito começou a se interessar em fazer a ponte agora, no período da chuva, e fica a população vivendo esse tipo de situação”, desabafou o morador. 


A situaçao atual da ponte (foto: arquivo pessoal)


A Prefeitura de Campo Maior informou que a obra da ponte foi iniciada em janeiro deste ano e não está parada. Houve um atraso no cronograma na entrega do fornecimento de material, mas que a obra continua em execução e será finalizada em 30 dias ou o mais breve possível. 

A Prefeitura reforçou que o prefeito, o professor Ribinha, está preocupado com a situação e orientou os responsáveis execução do projeto otimizar o serviço para entregar a obra à população.  A Prefeitura destacou ainda que, antigamente, a ponte era de madeira; agora está sendo construída uma ponte de concreto armado e seguro, dentro dos parâmetros técnicos exigidos para a segurança.


Foto tirada quando a ponte era e madeira (foto: arquivo pessoal)

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Campo Maior tem 9 mil pessoas atendidas por programas sociais

Campo Maior tem atualmente mais de 9 mil pessoas atendidas por programas sociais mantidos pela rede de proteção, que é gerenciada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, ou seja, pouco mais de 6 mil famílias estão asseguradas com pelo menos um programa de assistência, sendo que 33% é o Bolsa Família.

Com uma população de 45.177, Campo Maior tem atualmente 10.195 famílias inseridas no cadastro único social, ou seja, que são monitoradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e que participam de algum programa social.

A maior parcela dessas pessoas é beneficiada pelo Programa Bolsa Família, que transfere todo mês para essas 9 mil pessoas R$ 1,2 milhão. De acordo com o gerente de projetos da SEMAS, Marcos Roberto, a secretaria desenvolve várias ações a favor da criança, adolescentes, mulheres e idosos que permitiram melhorar os indicadores sociais. “Temos o Selo UNICEF e o Selo ODM ambos indicadores de melhoria do IDH do município”, complementa.

O gerente lembra que os índices de condicionalidades para o gerenciamento de programas sociais estão acima da média nacional. “Nossa FAFE, que é a Taxa de frequência escolar é de 98,08% enquanto a média nacional é de 92,57%. E a nossa TAAS, que é a taxa de acompanhamento da agenda de saúde é de 95,79% enquanto a nacional é de 78,25%”, detalha.

Marcos Roberto explica que a SEMAS desenvolvem ações de Programas Assistenciais, bem como de ações de benefícios eventuais, prestigiando mais de 10 mil famílias. “Temos a preocupação de estar promovendo a vida dessas pessoas com ações de qualificação, profissionalizando quase 100 pessoas por mês em Campo Maior”, informou.  

Fonte: portaldecampomaior

Ribinha avalia Carnaval em Campo Maior: “Alegria e tranquilidade”

A chuva foi o folião que mais esteve presente no Carnaval em Campo Maior. Ela brincou muito, afastou foliões e chegou a cancelar uma banda, mas não estragou com a festa daqueles que estavam dispostos a aproveitar. Após cinco dias, o Carnaval no município é avaliado pelo prefeito Professor Ribinha como positivo. 
 

“O que marcou o nosso carnaval foi muita alegria, tranquilidade e principalmente muita oportunidade de negócios. Nossa cidade se transformou num palco que reúne vários elementos importantes: animação dos foliões, muitas atrações locais, regionais e nacional. Hoteis , pousadas, churrascarias, padarias”, disse o prefeito ao Portal Fato.
 
Dia a dia 
Na sexta-feira (09/02), o Corso Maior arrastou um grande público ao som de paredões de som. No Complexo Valdir Fortes, Limão com Mel e Fabrícia e Banda abriram a primeira noite. No sábado (10/02),  chuva apareceu depois que o folião já se encontrava na praça de eventos.
 
No domingo (11/02), a chuva caiu logo cedo e obrigou a organização a cancelar algumas das bandas. Na segunda-feira (12/02) não foi diferente. Na terça-feira (13/02), a chuva deu uma trégua no meio da noite e os foliões seguiram para acompanhar o último dia de Carnaval.
 
Dorgival Dantas, que também deveria subir ao palco nessa terça e Luan Estilizado, foram adiados para o Domingo de Páscoa. Segundo a prefeitura, os cantores tiveram problemas na agenda e não tiveram como chegar a tempo na cidade.  Durante os cinco dias, 32 blocos sairam às ruas de Campo Maior. 
 
Fonte: portal fato

Mulher se dizia "deusa" e obrigava os adolescentes a fazerem jejum, diz delegado

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O gerente das delegacias especializadas da Polícia Civil, Jetan Pinheiro, confirmou ao Cidadeverde.com que a mulher suspeita de explorar adolescentes e liderar uma seita religiosa se dizia ser "deusa" e obrigava as vítimas a fazerem jejum. Em depoimento a polícia civil, a mulher - de nome Maria Ozana - negou as acusações. 

Após denúncia, o Conselho Tutelar apreendeu quatro adolescentes e acusou Ozana de exploração infantil, sexual e pratica de ritual.

"Segundo os depoimentos, a mulher se dizia uma deusa, obrigada as vítimas a fazerem jejuns e alguns viviam de pão e água", disse Jetan Pinheiro. 

Ozana foi ouvida na Delegacia de Campo Maior e liberada após o depoimento. 

O delegado disse que ela negou que seja uma “profetiza” e seja “considerada uma deusa” pelos adolescentes. “Ela foi conduzida à delegacia e assinou um termo de declaração, onde nega as acusações e disse apenas que faz parte da Igreja Universal. Mas, nós estamos ainda no início das investigações”, afirmou.

Jetan Pinheiro disse que a Polícia investiga o caso e a suspeita é de crime por trabalho escravo e exploração sexual. 

"Ela acreditava que era uma reencarnação de Deus em pessoa e passava isso para as crianças que lhe obedecia", disse o delegado. 

A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) vai abrir um inquérito nesta sexta (09) para investigar a exploração sexual em Teresina e os casos de trabalho infantil serão repassados à Polícia Federal. 

Segundo a denúncia pelo menos 15 crianças e adolescentes foram vítimas da mulher. A Polícia busca pista para o inquérito.

"Ela é perigosa, dissimulada e tem um poder de convencimento muito grande", disse o delegado Jetan. 


Caroline Oliveira
carolineoliveira@cidadeverde.com 

Adolescente resgatado de suposta seita desaparece e polícia é acionada

Foto: Rayldo Pereira


Pai esteve na delegacia prestando informações sobre o caso

Atualizada dia 08/02 às 08h40

A conselheira Tutelar Francisca Moura informou ao Cideverde.com que o garoto de 17 anos que estava desaparecido, já foi encontrado. Ele disse que saiu de casa para se despedir da “profetiza”, identificada como Maria Ozana da Silva, que continua desaparecida. 

Matéria original

O adolescente de 17 anos resgatado nesta terça-feira (6) em Campo Maior está desaparecido novamente. O jovem fugiu da casa do pai no começo da tarde de hoje. Ele foi um dos resgatados pelo Conselho Tutelar em situação de cárcere e escravidão imposta por uma mulher identificada como Maria Ozana da Silva, de 37 anos, que se diz profeta e teria aliciado os jovens para trabalharem para ela com a promessa de libertação de espíritos malignos.

"Essa mulher esteve em minha casa e disse que minha filha era possuída pelo demônio e que aqui no Piauí ela ia conseguir libertá-la. Primeiro veio a minha filha de 15 anos  e em seguida os outros filhos de 17 e 18 anos", disse o pai dos jovens que esteve na tarde desta quarta na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA). Ele preferiu não se identificar.

Segundo ele, quase um ano após a vinda para o Estado, a família conseguiu contato com a filha e revelou que ela estava sendo explorada pela suposta profeta. Desde então,  família se mudou para o Piauí na tentativa de resgatar a adolescente.

"Quando nós chegamos aqui, descobrimos que ela obrigava as crianças a pagar penitência como caminhar a distância entre Cocal de Telha e Campo Maior e, ainda, até Teresina. Além disso, ela obrigava fabricar e vender cocada para manter a casa onde  viviam, que ela chamava de obra. Ela chegou a dizer que era o próprio Deus que incorporava nela para  salvar a terra e acabamos acreditando, só que na verdade ela é um demônio", desabafou o pai.

O caso está sendo investigado pela DPCA e Maria Ozana da Silva continua desaparecida. A conselheira Tutelar, Francisca Moura, disse que a investigação surgiu após o pai, que mora  no município de Marabá, Pará - procurar o Conselho Tutelar para tentar resgatar o filho que estava vivendo com Ozana em uma casa no bairro Parque Flamboyant na zona Sudeste da capital.

 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

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