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Diversidade

“Segredos Íntimos”: religião, homoafetividade e desigualdade de gênero

Se o  cinema, como construção do imaginário, é uma porta de entrada para interargirmos  com as culturas humanas e seus modos de (re)construção  da vida social , então, assistir ao filme “Segredos Íntimos”(2009),  do diretor e produtor israelense Avi Nesher, é um dos caminhos para conhecer a condição da mulher dentro da cultura judaica.

               

Através do olhar da personagem Noemi (Ania Bukstein) realiza-se uma viagem sobre tradições e rituais judaicos que   restringem os direitos das mulheres. Quando a jovem e recatada  Noemi matricula-se num seminário judeu e conhece a curiosa e questionadora Michel ((Michal Shtamler) inicia-se o eixo central da narrativa: os conflitos íntimos entre obediência à tradição e ruptura dos valores culturais.

O filme tematiza sobre rituais de purificação, a não aceitação da mulher nas funções do rabinato, a subjugação da mulher  pela autoridade paterna e sua conseqüente falta de autonomia para decidir sobre sua vida pessoal além de abordar  o  envolvimento homoafetivo feminino dentro de uma sociedade marcada pela dominação masculina.

Preparando a Parada da Diversidade de Teresina

Neste feriado de quarta-feira, às 10h, o Matizes reunirá seus militantes. Em pauta, a discussão sobre as atividades da 6ª Semana do Orgulho de Ser, que será realizada de 22 a 27 de agosto, tendo como ápice a 9ª Parada da Diversidade (27/08).

A reunião acontecerá na sede do Matizes (Lisandro Nogueira, 1223 - sl. 307), aberta a todos os interessados na construção desses dois grandes eventos em defesa da diversidade sexual.

As pulseiras do sexo

O psicanalista Contardo Calligaris dedicou sua coluna no caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo à polêmica sobre o uso e proibição das pulseiras coloridas de silicone, que recentemente voltaram à moda entre as meninas e criaram polêmica no Brasil, ao serem atribuídas às suas diferentes cores um código sexual.

 

Em seu artigo, Calligaris pergunta: "o que são as pulseiras do sexo? Uma provocação de adolescentes inseguras? Ou será que elas expressam um desejo? Bom, mesmo uma provocação manifesta um desejo. Qual?".

 

Contardo Calligaris lembra do código dos lenços usado pela comunidade gay de San Francisco e Nova York nos anos 1970. Estrategicamente colocados no bolso traseiro das calças jeans, as cores correspondiam ao tipo de relação desejada. Para o psicanalista, "os lenços serviam para erotizar o cotidiano, para transformar qualquer passeio 'inocente' à padaria da esquina numa possível fantasia erótica".

 

"É desta mesma fantasia que se trata no uso das pulseiras do sexo: a fantasia de tornar erótica a trivialidade do cotidiano, cuja massa um pouco cinza, de improviso, poderia ser atravessada por relâmpagos de desejo. No fundo, as adolescentes que brincam com as pulseiras do sexo estão fantasiando com sua própria disponibilidade para a aventura da vida. E é por isso mesmo que elas encontram o ódio de quem não vive", escreve Calligaris.

 

Da fantasia erótica o articulista passa para a violência sexual, lembrando os crimes ocorridos em Manaus/AM, onde três jovens que usavam as pulseiras foram estupradas e duas delas mortas,e  em Londrina/PR, onde uma menina de 13 anos foi estuprada.

 

"Os estupradores e assassinos foram 'provocados'? Será que as pulseiras, como os decotes e as saias curtas, suscitariam uma atração irresistível e, portanto, violenta? Vamos parar de acusar as mulheres por elas serem estupradas. O estuprador nunca é atraído por suas vítimas; ele só tem o impulso irresistível de acabar com o desejo delas. Por quê? Por raiva de ele não estar, por exemplo, à altura do mundo com o qual fantasiam as meninas com suas pulseiras: um mundo que seja o teatro possível de mil aventuras (sexuais ou não)", encerra Calligaris.

 

Acesse a íntegra do artigo: As pulseiras do sexo (Folha de S.Paulo - 15/04/2010)


Fonte: AGÊNCIA PATRÍCIA GALVÃO

 

Uma nova ditadura do sexo, por Albertina Duarte Takiuti

"Classificada por meio de pulseiras coloridas, mais uma vez a mulher é colocada em desvantagem diante dos homens".

 

A fim de contribuir para o debate em torno da polêmica sobre o uso e posterior proibição das pulseiras coloridas, também chamadas de "pulseiras do sexo", a ginecologista e obstetra Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do programa de saúde do adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, assina artigo publico no caderno Aliás, suplemento da edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo.

 

No artigo a médica escreve:

 

"No campo do sexo, a curiosidade aguçada e os hormônios em ebulição, aliados às aflições e inseguranças inerentes a essa fase, compõem uma fórmula complexa que pode gerar os mais diversos tipos de comportamento, inclusive os de risco. A necessidade de aceitação e o medo de não agradar são fatoresdeterminantesparaquealgumasdessas adolescentes sejam influenciadas pelo meio e utilizem pulseiras, verdadeiras algemas, querepresentamumcarimbofacilmente identificável pelo sexo oposto."

 

"Trata-se da nova ditadura do sexo, uma violência traduzida pela codificação da mulher por meio de um adereço. E mais uma vez a mulher fica em posição vulnerável frente ao triunfo do machismo. Se hoje o sexo surge cada vez mais cedo, a obrigatoriedade da relação sexual coloca novamente a mulher em desvantagem diante dos homens."

 

"As meninas que possuem uma imagem negativa de si mesmas, com dificuldade de autoaceitação, com as angústias comuns à faixa etária, estão mais propensas a adotar comportamentos arriscados. Se a pulseira é um código, as consequências de seu uso podem deixar marcas indeléveis no corpo e na alma: gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, traumas por abusos sexuais."

 

"Proibir a utilização das tais pulseiras parece uma solução rasa. Na esfera pública, o caminho passa pelo aprofundamento de políticas nas áreas de educação, assistência social e saúde, que deem poder de voz às adolescentes e trabalhem suas emoções."

 

"Em casa ou na escola, tudo o que as adolescentes não precisam é se sentirem oprimidas. Estabelecer regras e impor certos limites é fundamental, mas elas necessitam igualmente de carinho e, principalmente, de espaço para falar o que sentem. É dessa forma que as pulseiras voltarão a significar apenas um adorno, em vez de um carimbo de mulher-objeto."

 

Acesse a íntegra do artigo em pdf: Uma nova ditadura do sexo, por Albertina Duarte Takiuti (O Estado de S. Paulo - 11/04/2010)


Fonte: AGÊNCIA PATRÍCIA GALVÃO

O leão e os contribuintes homoafetivos

Faltam somente 11 dias para terminar o prazo de declaração do imposto de renda pessoa físicia - IRPF/2010. Os contribuintes do leão que mantêm união estável com pessoa do mesmo sexo, residentes no Piauí, poderão declarar seus companheiros como dependentes, para fins de dedução.

Para tanto, é necessário que a situação de dependência econômica de fato exista, pois o contribuinte poderá ser convocado pela Receita Federal para apresentar documentação comprobatória, tanto da união estável quanto da dependência.

Os contribuintes homoafetivos piauienses estão resguardados por uma decisão liminar da Juíza Federal Maria da Penha Fontenele, nos autos de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, depois de representação do Grupo Matizes.

A paixão brasileira de Ricky Martin

Em 1999, Ricky Martin concedeu uma entrevista a Renata Ceribelli, no “Fantástico”, em que revelava ter vivido uma grande paixão, três anos antes, no Brasil. “Aconteceu no carnaval. Foi uma menina, uma história de amor que me fez louco com seu jeito de dançar...”, disse, em seu “portunhol”. No entanto, não tratava-se de uma moça, mas sim de um rapaz que conhecera na quadra da Portela. Na época, André Santos tinha 23 anos e era ritmista da escola de Madureira.

 

         

 Inicialmente, Ricky pediu para que o rapaz levasse fãs para uma festinha no Copacabana Palace regada a muito champanhe. No meio da noite, o cantor se declarou para André. E o jovem, que morava em Olaria, subúrbio da Leopoldina, passou a viver dias de luxo e riqueza na suíte do hotel mais tradicional da cidade.


    

 

Quando deixou o Brasil, Ricky prometeu levá-lo para os Estados Unidos. Dito e feito. Foram mais de 10 viagens internacionais. André registrou alguns momentos da viagem posando ao lado de uma das limousines do cantor. “Quando saíamos, íamos em limousines separadas”. André pode conviver com um Ricky que poucos conhecem. “Ele é bem simples, alegre, brincalhão, passava boa parte do tempo vendo desenho animado e jogando video-game”



 André ao lado de uma das limousines do astro e na frente da mansão de Ricky


 

 

Depois de alguns anos, o afastamento foi inevitável. Principalmente por conta do medo de uma exposição pública de sua vida particular. “Ainda hoje nos falamos por telefone. Eu ligo pro celular dele a cobrar. Ficou uma grande amizade”, disse. Com o tempo, a vida de André seguiu novos rumos. Hoje ele é casado com uma mulher.





Fonte: Extra Online

A FAVELA TEM VOZ!



O que os moradores das favelas pensam sobre as tragédias causadas pelas enchentes em todo Brasil nos últimos meses?  O que está faltando para esses problemas não se repetirem nas próximas chuvas? O que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida dos moradores de favelas, palafitas, periferias, assentamentos, comunidades populares e etc. A CUFA -Central Única das Favelas- quer saber o que eles pensam, quer ouvir a voz da favela, e você quer ouvir?

 

Com sua participação, uma pesquisa inédita será realizada pela Cufa em parceria com IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social). Usando a entrevista como método e ouvindo 2.000 moradores de todo país, ouvindo o que eles têm a dizer sobre os temas que consideram mais relevantes e urgentes para a construção de uma Agenda Política e Social.

 

A pesquisa será realizada com total transparência, tendo um valor estipulado de R$ 70.000,00 (setenta mil reais). Para garantir a ação, precisamos mobilizar muitos parceiros, uma vez que não desejamos verba pública para que não haja dúvidas sobre o resultado. Ajude-nos a ouvir a voz da favela! Contribua com o mínimo de R$ 5,00 (cinco reais) diretamente na conta do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, e mande sugestões de temas e perguntas para o e-mail pesquisacufa.ibps@cufa.org.br.

Informamos que a pesquisa será iniciada a partir da obtenção do valor integral.

 

FAVORECIDO: IBPS CONSULTORIA E PESQUISA LTDA

CNPJ: 04.967.411/0001-01

BANCO: UNIBANCO (409)

AGÊNCIA: 0190 (Agência Avenida)

CONTA CORRENTE: 213.664-5

Acesse http://www.favelatemvoz.cufa.org.br/ e saiba mais!

 

Fonte: Comunicação CUFA DF

Veneno antimonotonia e contra o preconceito

Sabe aquelas dúvidas que rolam na  cabeça quando você pensa em assumir sua orientação sexual. Pois saiba que a música brasileira tem um repertório ‘descolado’ de letras que iluminam os momentos de dúvida.

 

Se você acha que não dá pé o amor entre os iguais, melhor mesmo é ouvir seu coração e aprender com os versos que nossa musa Cássia Eller cantava:

 

Rubens!!Eu acho que dá pé...

Éh!!

Esse negócio de homem com homem,

Mulher com mulher

Hã!!

 

Ah! Se rola aquele desejo afetivo-sexual por garotos e garotas, não há motivo para dá um ‘embrulho na barriga’. O genial Renato Russo também viveu  este desejo e expressou com sabedoria sobre o que sentia:

 

Acho que gosto de São Paulo

Gosto de São João

Gosto de São Francisco e São Sebastião

E eu gosto de meninos e meninas

 

Me deixa ver como viver é bom

Não é a vida como está, e sim as coisas como são

 

Com certeza,  machuca  muito aquelas  fofoquinhas e comentários maldosos sobre sua orientação sexual. É, infelizmente é preciso enfrentar estas situações desagradáveis. Mas o sempre ‘antenado’ Cazuza ensinou um bom caminho nestes momentos:

 

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Pra essa gente careta e covarde

Vamos pedir piedade

Senhor, piedade

Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

 

Não dê ibope para nenhuma forma de intolerância e preconceito. Faça valer os seus direitos como pessoa humana e não esqueça a sempre bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant.

 

Qualquer maneira de amor vale à pena

Qualquer maneira de amor vale amar

 

 


Preparativos para a Parada já começaram

27 de agosto de 2010: essa é a data em que será realizada 9ª Parada da Diversidade de Teresina. O Matizes já iniciou os preparativos para o evento.

O tema da 9ª Parada é "conVIVER com a diversidade faz a diferença".

Muitas novidades virão por aí. Uma das novidades deste ano é que divas trans precursora da luta por direitos, como Safira Bengel, Stela Simpson serão homenageadas. 

O lançamento da 9ª Parada da Diversidade será feito no dia 16 de maio.


 

 


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