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Movimentos anticientíficos inundam Redes Sociais

Um dia destes percebi através de uma rede social um comentário jocoso dando conta que a Terra não é plana. A princípio fiquei achando que era alguma brincadeira onde alguém estava tirando brincadeira com algum amigo.

Depois percebi que era algo muito mais sério do que eu pensava. Fiquei pasmo! Considerar em pleno século XXI que a Terra não é esférica, ou que não apresenta o seu formato único – geóide, seria no mínimo uma sandice.

Perdi um pouco do meu tempo e procurei na internet alusões sobre o tema. Descobri uma tal The Flat Earth Society (Sociedade da Terra Plana, em tradução livre) que é dirigida por um homem chamado Daniel Shenton que mora em Hong Kong. Daniel, considerado pelo jornal britânico The Guardian, como o homem mais irracional do mundo, comanda um grupo de pessoas que defendem que a Terra é um grande disco.

 

A ideia deles (sim, pois tem mais gente que acredita nisso! Shenton tem mais de seiscentos seguidores no Twitter) é de que todos os continentes e terras do planeta ficam em um disco cercado por geleiras (o que termina sendo uma barreira que impede que as embarcações despenquem planeta afora, só pode!).

 

No Brasil existem blogs tratando do tema e traduzindo (com legendas e tudo) os vídeos que propagam a tal teoria da Terra Plana, como uma ideia antiga, de tempos bíblicos imemoriais e que hoje é combatida por segmentos científicos, dentre eles a Agência Espacial Americana (NASA) que constrói verdadeiros cenários artificiais como comprovações de que a Terra seria redonda. Um destes vídeos (se você não tiver muito o que fazer) pode ser assistido aqui:

O fundamento desta ideia não é recente. Segundo pude ler algumas críticas sobre o tema, seus autores falam que na época da Alemanha nazista temas similares eram propagados como verdades absolutas e chegavam até os cidadãos comuns, ceifados pela própria ignorância.

Cabe a nós, professores, formadores de opinião e divulgadores da ciência tentar mostrar para a maioria o quão nocivas são ideias como essa para jovens em formação. A fraqueza e a ignorância podem se sobrepor à luz do conhecimento e do saber. Confesso que ainda estou bestificado sobre o assunto.

Missão Sino-Brasileira descobre ninho de dinossauros

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Uma pesquisa liderada pelo cientista chinês Xiaolin Wang, da Academia Chinesa de Ciências, e o brasileiro Alexandre Kellner, do Museu Nacional da UFRJ, descobriu um ninho de Pterossauros com 215 ovos. Esta é a maior descoberta registrada até hoje para uma espécie de dinossauro voador – o Pterossauro.

O ninho foi encontrado em um sítio paleontológico no deserto de Gobi na Província de Xinjiang. Os ovos são da espécie Hamipterus tianshanensis, que viveu entre 100 e 145 milhões de anos Antes do Presente (AP), em um período chamado de Cretáceo Inferior. O Cretáceo foi o último período da Era Mesozóica, marcada pelo desaparecimento de várias espécies de seres vivos, incluindo os dinossauros.

Até este achado apenas oito ovos de Pterossauros haviam sido descobertos (três na Argentina e cinco na China). A descoberta se reveste de grande importância porque pelo menos 16 ovos apresentam embriões em diferentes fases de desenvolvimento. Alguns ovos apresentam detalhes do esqueleto e do crânio dos Pterossauros.

O resultado desta pesquisa já chegou a conclusões interessante: os ovos tinham casca fina, semelhante a dos lagartos atuais e que eram enterrados, sem necessitar serem chocados pelos pais. Além disso, o fato dos embriões não possuírem asas totalmente formadas indica a existência de cuidados parentais, característica igualmente encontrada apenas nas aves e mamíferos.

A descoberta deste registro paleontológico acelerou muitas descobertas sobre esta espécie de dinossauro que ocupou grandes extensões de terra, quando os continentes ainda estavam unidos formando a Pangea. Roguemos para que as pesquisas encontrem outros fósseis, fechando lacunas na história de muitas espécies de seres vivos.

Três grupos de estudantes brasileiros são medalhistas em competição internacional de Ciência

Uma equipe de estudantes da USP, outra da UNESP e outra da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) foram premiadas com duas medalhas de ouro e uma de prata, respectivamente na International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM).

A competição, que acontece em Boston (EUA), reuniu jovens de mais de 300 equipes de várias universidades de todo o mundo, mostrando-se como uma oportunidade de interação e troca de experiências entre jovens de diferentes nacionalidades e instituições de pesquisa do mundo inteiro.

O trabalho dos estudantes da USP consistiu em modificar bactérias que fossem capazes de detectar agentes infecciosos no interior dos organismos de insetos vetores e com isso liberar substâncias que fossem capazes de matar estes vetores, interrompendo assim o ciclo de transmissão destas doenças. A ideia é fantástica e mostrou-se viável, uma vez que os testes realizados em laboratório (In Vitro) se mostraram eficazes. Com o projeto em execução é possível ajudar no combate de doenças como Malária, Dengue e até a Doença de Chagas. A equipe recebeu o curioso nome de Biotrojan, numa alusão ao Cavalo de Tróia.

Em um post anterior comentei sobre o Projeto da equipe da UNESP de Araraquara que projetou uma bactéria modificada capaz de liberar no organismo humano insulina para que seja possível a degradação de excedentes de glicose, ajudando a combater o Diabetes.

A equipe da UFAM criou um kit de edição de DNA baseado no sistema (escrevi um post em 01 de setembro falando sobre edição de genes. Veja em: Cientistas criam técnica capaz de corrigir mutações ou modificar características). A ideia dos amazonenses foi criar um protocolo de uso deste kit para ser usado por outros pesquisadores. A ideia foi premiada com medalha de prata.

A biologia sintética (possibilidade de modificar formas vivas com a finalidade de melhorar nossa qualidade de vida) é uma área de pesquisa crescente nas universidades brasileiras. Esta premiação abre, na minha opinião, muitas perspectivas, pelo menos de ideias, para se trabalhar com as temáticas nas diferentes Instituições de Ensino Superior do Brasil.

Estudantes brasileiros desenvolvem protocolo para gerar bactéria transgênica que combate o Diabetes

Os jovens são a salvação do nosso país, não tenhamos dúvidas disso. Estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP) desenvolveram todas as etapas de produção de bactérias transgênicas capazes de produzir insulina no intestino humano, toda vez que o organismo ingerisse mais glicose do que o normal.

Imbuídos em vencer uma competição internacional chamada iGEM (International Genetically Engineered Machine Competition), o grupo de estudantes da UNESP teve a ideia de desenvolver um sistema capaz de detectar excedentes de glicose no organismo, permitindo que a bactéria modificada liberasse insulina no organismo, ajudando a degradar a glicose excedente.

Embora somente parte do projeto tenha sido desenvolvido, o formidável é saber que, com o andamento e conclusão de um projeto deste tipo, seria possível, por exemplo, que um diabético resolvesse o seu excedente de glicose medido diariamente simplesmente tomando um preparado com lactobacilos vivos modificados, que fossem capazes de promover a degradação da glicose excedida.

O projeto foi premiado com medalha de ouro na competição que ocorreu em Boston (EUA), neste mês de novembro e a equipe vencedora foi coordenada pelas pesquisadoras, Dra. Danielle Pedrolli e Dra. Cleslei Zanelli.

O projeto foi selecionado por um programa de aceleração de startups chamado BioStartup Lab, o que pode render a continuidade da pesquisa.

Mais armas estão sendo criadas para combater a Diabetes e melhorar, cada vez mais, a qualidade de vida dos milhões de pacientes acometidos por esta doença metabólica.

Bananeiras geneticamente modificadas podem ficar livres do Mal do Panamá

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Um dos grandes problemas da cultura de bananas é o fato delas produzirem frutos partenocárpicos. Diferente das outras plantas, o fruto da bananeira não é resultado de um processo de reprodução sexuada. Por isso as bananas não possuem sementes.

Mas o que é considerado por muitos uma virtude tornou-se um problema frente à seleção natural. As bananeiras não se reproduzem sexuadamente, por isso são indivíduos clonais. A falta de reprodução sexuada gerou uma redução de variabilidade genética, um prato cheio para o processo de seleção natural: bananeiras são vitimadas por doenças causadas por fungos como o Mal do Panamá e o Mal de Sigatoka. São doenças diferentes causadas por fungos diferentes, mas ambas são devastadoras. O Mal do Panamá é causado por fungos do gênero Fusarium e o Mal de Sigatoka por fungos do gênero Cercospora.

Praticamente todas as regiões produtoras de bananas no mundo manejam os bananais para se livrar destas parasitoses que provocam rachaduras nos pseudocaules e o amarelecimento das folhas, determinando a morte das plantas. Mesmo com cuidados, especialmente de descontaminação dos trabalhadores, os fungos chegam a permanecer até por 20 anos contaminando o solo e resta muito pouco aos produtores quando detectam a doença de seus plantios.

Bananeiras livres

Pesquisadores australianos desenvolveram duas linhagens de bananeiras que podem evitar a contaminação com estes fungos. A primeira linha de pesquisa foi utilizando o gene RGA2. Este gene foi obtido de uma espécie de bananeira selvagem que, embora não produza frutos viáveis para comercialização, possui este gene que confere proteção natural contra os fungos que atacam os plantios. Desde a década de 1950 os produtores adotam a variedade Cavendish que agora, a partir da década de 1990, também se mostrou suscetível à ação provocada pelos fungos. Com a inserção do gene RGA2 tem-se a resistência a ação de espécies do gênero Fusarium, o que inclui a espécie denominada TR4, considerada resistente à ação de diferentes tipos de fungicida.

 

A segunda linha de pesquisa é mais ousada. Os pesquisadores introduziram nas bananeiras da linhagem Cavendish o gene Ced9 extraído de um verme nematoide (parente da lombriga) naturalmente resistente à infecção por fungos.

As experiências com estas variedades transgênicas de bananeiras não apresentaram qualquer modificação nem no tamanho dos cachos e nem nas demais propriedades nutricionais das bananas. A pesquisa agora deve se expandir para outras variedades de bananeiras diferentes da Cavendish.

Cães podem ter sido domesticados bem antes do que se imaginava

Que o cão é o melhor amigo do homem, já não se tem dúvida... Até já escrevi um post sobre o lado genético da questão...

Agora, pesquisadoras do Instituto Max Planck na Alemanha descobriram uma inscrição rupestre que ajuda a polemizar a questão sobre o tempo de domesticação destes animais por parte do homem.

Foi encontrado, esculpido em um penhasco de arenito na borda de um rio passado no deserto árabe, um caçador com seu arco para caça. Ele é acompanhado por 13 cães, cada um com suas próprias marcas no pelo, sendo que dois animais têm linhas que correm do pescoço para a cintura do homem, caracterizando uma ligação, como se fosse a representação de uma coleira.

As gravuras provavelmente datam de mais de 8000 anos, tornando-se as primeiras representações de cães, sugerindo que os seres humanos dominaram a arte de treinar e controlar cães milhares de anos antes do que se pensava anteriormente.

A cena de caça vem de Shuwaymis, uma região montanhosa do noroeste da Arábia Saudita, onde as chuvas sazonais formaram rios e apoiou bolsões de vegetação densa. Nos últimos três anos, Maria Guagnin, arqueóloga do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena, na Alemanha, em parceria com a Comissão Saudita do Turismo e Patrimônio Nacional, ajudou a catalogar mais de 1400 painéis de arte rupestre contendo quase 7000 animais e seres humanos em Shuwaymis e Jubbah.

Os cães parecem muito com o cão de Canaã de hoje, uma raça em grande parte feroz que atravessa os desertos do Oriente Médio. Isso poderia indicar que essas pessoas antigas criavam cães que já se adaptaram à caça no deserto.

Mesmo que a arte seja mais recente do que os 8000-9000 anos calculados pelas cientistas, as coleiras são, de longe, as mais antigas registradas. Até agora, a primeira evidência de tais restrições veio de uma pintura mural no Egito datada de cerca de 5500 anos atrás.

Veja o vídeo sobre a descoberta:

 

55,7% das mortes em UTIs no Brasil são resultado da Infecção hospitalar

Pesquisa financiada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) apontaram um indicador preocupante sobre mortes em ambientes de Terapia Intensiva: de cada dois pacientes que vem a óbito nas UTIs, tanto de hospitais públicos quanto de hospitais privados padecem em função da infecção hospitalar.

O Brasil tem uma taxa extremamente alta de morte por sepse em UTIs, superando até mortes por acidente vascular cerebral e infarto nessas unidades. Segundo levantamento organizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), a cada ano morrem mais de 230 mil pacientes adultos nas UTIs em decorrência da doença. A estimativa é sombria, 55,7% dos pacientes internados com sepse vão a óbito.

Os dados são do primeiro estudo nacional de pacientes com sepse atendidos em UTIs, que teve os resultados publicados na revista Lancet Infection Diseases.

A sepse é desencadeada por uma resposta desregulada do organismo na presença de um agente infeccioso. O sistema de defesa passa a combater não só esse agente, mas também o próprio organismo, gerando disfunção dos órgãos. Tanto as infecções de origem comunitária (40% dos casos) como aquelas associadas à assistência à saúde (60%) podem evoluir para sepse.

A prevalência de 30% de sepse não é considerada tão alta. Ela já havia sido identificada em estudos anteriores. Já a mortalidade por sepse no Brasil é altíssima, principalmente pelo fato de ser uma doença passível de prevenção em grande parte dos casos.

Para chegar a esses dados, os pesquisadores dividiram as UTIs do País em 40 estratos, de acordo com fatores como região geoeconômica, tamanho das cidades e se as instituições eram públicas ou privadas. O resultado foi a coleta de dados de 227 instituições, ou 15% de todas as UTIs brasileiras.

Uma série de fatores leva ao resultado sombrio do tratamento da sepse nas UTIs brasileiras, como falta de acesso às UTIs, diagnóstico tardio, demora do paciente na busca por serviço de saúde, tratamento inadequado, problemas de processo e falta de recursos.

Quando a disponibilidade de leitos é alta, isso implica um maior número de pacientes menos graves admitidos nas UTIs, consequentemente com menor letalidade. Já em países como o Brasil, onde a disponibilidade é baixa, sobretudo no sistema público, somente pacientes mais graves tendem a ser admitidos nas UTIs, com consequente aumento da letalidade.

(Com dados da Agência FAPESP)

Iniciação Científica da UFPI: trabalhos com grande mérito científico

Semana passada recebi e atendi ao convite do Dr. João Batista Lopes, Coordenador de Pesquisa da UFPI, para fazer parte do comitê externo de avaliação do Programa de Iniciação Científica da Universidade Federal do Piauí, para os trabalhos inscritos na área das Ciências Biológicas, tomando parte, junto comigo, o Dr. Fabrício Amaral, da UESPI.

Foram apresentados quatro trabalhos desenvolvidos pelo período 2016/2017, sendo dois oriundos da UFPI de Picos, um da UFPI de Bom Jesus e outro da UFPI aqui em Teresina. Fiquei espantado e ao mesmo tempo muito satisfeito com os resultados apresentados.

O trabalho desenvolvido aqui em Teresina, sob a orientação do Dr. Sérgio Valente buscou identificar um protocolo para extração do DNA de Myracrodruon urundeuva, a aroeira-do-sertão, planta bastante utilizada na medicina popular e que se encontra sob risco de extinção.

A pesquisa desenvolvida na UFPI de Bom Jesus teve como objetivo principal conhecer a fenologia (fases fisiológicas como floração, frutificação, queda e renovação das folhas) de seis espécies típicas da Caatinga. Trata-se de estudo inédito para região.

Já as pesquisas desenvolvidas no Campus de Picos apresentaram uma relação de interesse direto com grande parte da população. A primeira tratou de um mapeamento dos casos de infestação do mosquito Aedes aegyptii, transmissor de doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. O mapeamento checou várias residências e terrenos baldios onde foram testados novos tipos de armadilhas para captura de larvas. As larvas testadas indicaram a contaminação por pelo menos dois subtipos virais da Dengue. A ideia é que os resultados do projeto auxiliem o setor de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Picos para tentar reduzir as ocorrências de Dengue na cidade. Já a segunda pesquisa testou a toxidade (em nível fisiológico), citotoxidade (toxidade em nível celular) e genotoxidade (toxidade em nível genético) de dois tipos de adoçantes bastante usados pela população: Ciclamato de Sódio e Sacarina Sódica. Os resultados foram surpreendentes e certamente renderão boas publicações.

O que me chamou a atenção foi o nível de pesquisas com resultados promissores, para projetos de Iniciação Científica. Estes estudantes, incentivados de perto por seus orientadores, darão bons frutos para a Ciência brasileira. Esta é a minha esperança!

Por que os cérebros humanos são tão especiais?

Tamanho não é documento, já diz um adágio popular. Esta norma se aplica, por exemplo, para o tamanho do cérebro humano. Apesar da crendice de achar que o fato do cérebro do Homo sapiens ser o maior cérebro entre os primatas atuais é um indicador das explicações sobre nossa inteligência, a descoberta nem tão recente de que o crânio do Homem de Neanderthal, subespécie dos humanos atuais, e que, portanto, tinha o cérebro maior, nem sempre convenceu aos mais céticos o tema.

A Revista Science, publicada em 09 de novembro, traz revelações de importantes descobertas sobre as diferenças evolutivas do cérebro humano. Já se sabe por exemplo que o uma versão do gene FOXP2 é a responsável por permitir que o humano seja capaz de formar palavras. O neurocientista Alex Pollen vem cultivando em laboratório mini-cérebros em crescimento e fez descobertas sobre a origem das reentrâncias da nossa estrutura cerebral, responsáveis por muitas das nossas funções cognitivas.

Desde muito tempo já se sabe que a complexidade do cérebro humano reside, entre outras coisas, em uma série de calosidades, constituindo o que se chama comumente de Girencéfalo, em contraposição ao cérebro de outras espécies, sem calosidades e reentrâncias, que é chamado de Lisencéfalo.

Já a equipe de Wieland Huttner, biólogo do Desenvolvimento do Instituto Max Planck na Alemanha, conseguiu chegar em três proteínas que, ao se ligarem ao Ácido Hialurônico, responsáveis pela formação das dobras e reentrâncias cerebrais. Outra descoberta recente foi do neurocientista Fenna Krienen que aliou os resultados da sua descoberta de que o córtex cerebral faz conexões complexas e que isto é regulado por pelo menos 19 genes.

O cérebro humano ainda guarda um conjunto de mistérios que ainda precisam ser desvendados.

Céu de 15 de novembro

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A proclamação da República ocorreu em 15 de novembro de 1889. Narrada por alguns historiadores como uma espécie de revolta militar, o que culminou com a retirada de Poder da Família Real. A mudança de regime de governo implicou não somente na alteração nos postos de comando do país, mas também de alguns dos seus símbolos, como a bandeira brasileira.

O simbolismo da bandeira brasileira é muito maior do que se imagina. Você sabia que a disposição das estrelas na bandeira do Brasil representa as principais constelações presentes no céu brasileiro da cidade do Rio de Janeiro do dia 15 de novembro de 1889, às 8h30?

A elaboração da abóbada celeste do Brasil exatamente como estavam as estrelas no dia e horário estimado do movimento de Proclamação da República foi uma ideia no mínimo inusitada. Na bandeira, encontram-se representados os 26 estados brasileiros e mais o Distrito Federal, mas observado em plano invertido (como se o observador estivesse olhando o céu de cima para baixo).

Cada estrela representa um Estado Brasileiro, compondo as constelações mais visíveis como Cruzeiro do Sul, Cão Maior, Escorpião, Triângulo Austral e Hidra. O Estado do Piauí encontra-se representado pela estrela Alfa Antares, por exemplo. A bandeira foi projetada pelo filósofo e matemático Raimundo Teixeira Mendes. Apesar de existirem inconsistências científicas a representação é considerada ímpar, diferente de outras bandeiras que apresentam estrelas, mas sem a significância astronômica encontrada em nosso pavilhão.

A representação de um dos símbolos máximos do Brasil teve a participação da Ciência na sua definição. Este já seria um bom motivo para o Brasil repensar seus investimentos no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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